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Construtoras deverão crescer mais de 10% nos próximos dois anos

A internacionalização do sector deverá potenciar um crescimento na casa dos dois dígitos até 2010, refere um estudo da ANEOP e da Deloitte.  
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As empresas de construção e obras públicas prevêem crescer mais de 10% nos próximos dois anos, avança um estudo da ANEOP-Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas e da Deloitte .

"Mais de 75% das empresas portuguesas de construção e obras públicas considera que vai ter um crescimento superior a 10% nos próximos dois anos devido ao aumento do peso das receitas nos mercados externos", refere um comunicado-conjunto das duas consultoras.

A maioria das empresas pretende reforçar a sua presença nos mercados externos onde actua, sendo que "nenhuma delas pondera a possibilidade de abandoná-los", acrescenta o estudo.

África continua a ser o mercado preferencial das construtoras portuguesas, que têm nos países de língua oficial portuguesa (PALOP ) - sobretudo Angola - o seu ponto estratégico para a internacionalização. Em segundo lugar, surge a América do Sul, com 60% das empresas inquiridas a considerarem-na um mercado muito atractivo.

Na Europa, quase metade das empresas (47%) elegem Espanha como destino de eleição, devido à proximidade geográfica e mercados que registem crescimentos acima da média nos últimos anos - como a Irlanda e alguns países do Leste.

O estudo 'O Poder da Construção em Portugal - Impactos em 2009 e 2010' frisa que entre 2000 a 2003, as receitas do sector com origem externa apresentaram um crescimento médio anual na ordem dos 8% e, entre 2004 e 2007, esse valor já se fixava nos 35%.

 


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Não admira...
Com os projectos megalómanos que aí vêm, como o TGV, o novo aeroporto e a nova ponte, quem ganha são as construtoras. Aliás em Portugal, quem ganha são sempre os mesmos. Em regime de alternância, mas são sempre os mesmos. Continua a ser bom ser cliente do Estado. O Estado é amigo certo de uns quantos. E normalmente nunca falha. O pior é que a generosidade do estado é feita com dinheiro de todos nós, mas que só beneficia alguns.
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