23 de maio de 2013 às 0:07
Página Inicial  ⁄  Economia  ⁄  Construção perde 90 empregos por hora

Construção perde 90 empregos por hora

O desemprego na construção atingiu um máximo histórico em 2012 e o setor perde atualmente 90 postos de trabalho por hora.

O desemprego na construção atingiu um máximo histórico em 2012 e o setor perde atualmente 90 postos de trabalho por hora, estimou hoje a FEPICOP (Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas).

Na sua análise de conjuntura relativa ao mês de agosto, a FEPICOP revela que a variação negativa da carteira de encomendas, as perspetivas de evolução de emprego e a confiança dos empresários do setor voltaram a agravar-se.

O desemprego no setor da construção atingiu níveis recorde em 2012, com um aumento de 29,5 por cento no primeiro semestre face ao ano anterior e cerca de 94.600 desempregados inscritos nos centros de emprego, em termos médios mensais.

"Este forte acréscimo no número de desempregados que, no segundo trimestre, atingiu uma variação homóloga de 33,1 por cento, foi naturalmente acompanhado pela quebra do emprego no setor. Segundo o inquérito ao emprego do INE, durante os primeiros três meses do ano, o número de empregados do setor da construção rondou os 387.700, menos 13,3 por cento do que um ano antes", adianta o documento.

Falências sucedem-se 


Na última década, o peso do emprego nesta atividade no total do país caiu de 12 para 8,3 por cento. As falências de empresas evidenciam as dificuldades do setor: entre 01 de janeiro e 25 de julho desapareceram 868 construtoras (mais 60 por cento do que no período homólogo).

Nos primeiros seis meses de 2012, a produção da construção foi negativa em todos os segmentos de atividade devido à forte quebra da procura. Foram licenciados 5.375 novos fogos ao longo dos primeiros cinco meses do ano (-31,4 por cento face ao mesmo período de 2011).

A procura tem sido condicionada pelas restrições à concessão de novos créditos à habitação. Entre janeiro e maio, o montante total dos novos créditos atingiu 802 milhões de euros, o que traduz uma quebra homóloga de 71 por cento.

Também nas obras públicas, o investimento sofreu um decréscimo acentuado, com o montante das obras a concurso até julho a somar apenas 847 milhões de euros, menos 56 por cento do que no mesmo período de 2011.

O indicador de confiança dos empresários do setor evidenciam a tendência negativa, apresentando uma queda homóloga acumulada de 15,4 por cento no primeiro semestre de 2012.

Comentários 79 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Ajustamento
Perde?
É porque se calhar não há muita coisa para construir.
Dantes era só construir, construir. E comprar? E pagar? Ficava-se entalado com o banco para o resto da vida e eles a brincar nos mercados com o nosso dinheiro.
Talvez seja melhor assim. É o tal ajustamento sob a forma de empobrecimento.
Será?
'Tou a brincar.
Boas políticas...
«É tão bom ser pobrezinho
Ter pai ter mãe ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós»

... política da laranjada, cópia do estado novo.
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Boas políticas... Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Re: Décadas de MÁS políticas! Ver comentário
Sócrates prometeu mundos e fundos!
Em seis anos de PS no Governo não houve planeamento! Agora o resultado está à vista!
Re: Coelho prometeu mundos e fundos! Ver comentário
Re: Coelho prometeu mundos e fundos! Ver comentário
Re: Sócrates prometeu mundos e fundos! Ver comentário
A situação está insustentável com este sistema
A tragedia que nos assola com o aumento das desigualdades e pobreza, limitamo-nos a comentar noticias orientadas que só servem para manter uma situação preversa que a nada conduzem. Seria mais importante o debate de alternativas a esta situação e não insistir no ridículo de manter este sistema de ditadura de mercado defendida por politicos ao serviço de interesses que não são os dos cidadãos, mas com interesses transnacionais, para além dos deles próprios, que dominam a actividade económica e os meios de comunicação social. São predadores implacáveis, sendo as presas os cidadãos incautos. Subtraiem ao povo para adicionar à Banca, perante a passividade dos inocentes, O mais preocupante não é a acção dos maus, mas o silêncio dos bons. Assiste-se ao desmantelar e desintegrar da identidade nacional e da prória civilização, ao definhar da Cultura com o advento deste sistema únicamente por razões ideológias ultra liberais. Está a ser corroida de forma larvar os fundamentos da Democracia,transformada em inimiga do povo e não um poder dele emanado. O Parlamento não é mais do que uma central de negócios. Portanto é urgente resistirmos ao pensamento único que nos querem impôr. Mas a primeira condição para alterar a realidade consiste em conhê-la bem como as alternativas. É difícil, mas possivel com uma crescente consciencialização das populações,dado o assalto feito à comunicação social. Instalou-se uma estranha Democracia onde o Socialismo democratico ainda é a única alternativa..

Em vez do empobrecimento e o enriquecimento
dos mesmos o que Portugal precisa é mesmo de um serviço público a sério, um desenvolvimento eficaz para reduzir as importaçoes, criar riqueza. Estamos numa zona previligiada maritima. O que é preciso é investimento tanto público como privado e não esta pobre e vil tristeza das negociatas da venda das empresas estrategicas do País, empobrecendo-o e depois ir ao bolso dos cidadãos para pagarem a crise. O que o País precisa é de gente capaz, culta e patrotica, não destes pelintras que daqui por uns anos estão ricos e o País e os cidadãos mais pobres....
Re: Em vez do empobrecimento e o enriquecimento Ver comentário
SE JÁ NÃO HÁ TRABALHO NA CONSTRUÇÃO ...
Já não podemos dizer para o Coelho, o Gaspar, o Portas, o Relvas ... irem mas é trabalhar para as obras ...
Construção perde 90 empregos por hora

se a construção serve para construir....

e não há quem construa....

estamos a fazer o caminho da desconstrução....

e como diz um paspalho que meteram a governar. .."estamos no bom caminho"!
Só prova que estavam a mais
Esta crise até é benéfica para acabar com a disseminação indiscriminada de betão, a coberto da ganância de patos-bravo e bancos.

Pode ser que a partir de agora se lembrem de restaurar em vez de espalhar novo (e mau) pelas periferias.
Re: Só prova que estavam a mais Ver comentário
...
Isto acontece porque as mentalidades persistem em modelos ... O mundo muda e com a globalização mudou muito mais e enquanto as empresas não mudarem os Modelos de gestão ... visão, surgem em catadupa falências... desempregos ... Uma coisa é certa criou-se uma bolha económica e ela rebentou e este cenário não espanta ... Quiseram ganhar todo ... com a construção mais cara e uma construção que deixa muito a desejar...

O País do betão deu lugar à incapacitação ... e esperam um milagre ...
Re: ... Ver comentário
Re: ... Ver comentário
Re: ... Ver comentário
Re: ... Ver comentário
construcao-perde-90-empregos-por-hora
Ainda há um ano e pouco a culpa era de Sócrates, mas parece que ainda continua a ser, pelo menos para todos os que comem laranjas e gostam de laranjada.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/07/preferia-que-estivesse-aqui-o-socrates.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/08/frases-celebres-de-pedro-passos-coelho.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/08/imobiliaria-psdcds-que-mais-vende-no.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/08/fantasias-orcamentais-jornal-de-negocios.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/08/austeridade-nobel-da-economia-joseph.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/krugman-e-layard-contra-austeridade.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/citigroup-pib-portugues-devera-recuar.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/austeridade-e-uma-ideia-perigosa-mark.html
Não me lixem...
Não me lixem. A situação está péssima, mas isso não significa que se comecem a inventar estimativas só para encher páginas de jornal.

90 empregos por hora em 2012? ok, então vamos lá fazer contas.

isso dá 2160 empregos por dia, o que por sua vez leva-nos a 64800 empregos por mês.

como estamos no final do mês 8, isso significa que até ao final deste mês (daqui a dois dias), teremos 518400 empregos perdidos na construção civil só em 2012. O próprio texto fala que estão 94600 desempregos incritos em termos médios (o que não significa 94600 NOVOS desempregos incritos mensalmente).

A conclusão a que chego é que - tirando a construção civil - o resto da economia está óptima. Afinal de contas, segundo o INE tínhamos este mês um total de 827000 pessoas desempregadas. Ainda segundo dados oficiais, no início do ano tínhamos 771000 desempregos. Se dos 827 mil actuais apenas 309 mil são relativos a tudo o resto (incluindo até o desemprego na construção pre-2012), então significa que o resto da economia gerou 462 mil empregos evitando que hoje tivessemos 1289000 desempregados (se o resto da economia tivesse saldo zero).

Resumindo... a notícia é propaganda pura. A situação está péssima, mas por favor não brinquem connosco.

oreivaivestido.blogspot.com
Helder Antunes
Não, não está a brincar. Falou certo, estivemos (o País) ancorados na construção civil e transformados numa república de patos bravos a que se associou a banca e, claro, muitos portugueses. Era o El Dorado, o New Deal. Pergunto: para onde foi o dinheiro (muitos milhares de milhões de contos, não de euros) que todos este negócio produziu desde 1990? E por que não se requalificaram as cidades, pelo menos as mais importantes como Lisboa, Porto, Coimbra, Braga onde está tudo a cair nalgums bairros supostamente nobres e centrais?
CONFRONTRO DA REALIDADE
ERA DE CONTAR QUE UM DIA A CASA VINHA A ABAIXO.SO ME ADMIRA QUE AINDA HAJA PESSOAS E ORGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE FAÇAM DEMAGOGIA FAZENDO ALERTA. .NINGUEM COME CASAS OU ESTRADAS. TUDO O QUE É DESIQUILIBRADO, OU EXAGERO ACARRETA ESTAS SITUAÇÕES. AGORA SÓ SE FOREM CALCETAR O OCEANO. HAJA QUEM QUEIRA PAGAR. POIS A TETA DO ESTADO E DOS BANCOS SECARAM. SEI QUE QUEM PRECISA ISTO É DURO, MAS É O CONFRONTO COM A REALIDADE.
Re: CONFRONTRO DA REALIDADE Ver comentário
Apertar o cinto
Sim, é um tempo para apertar o cinto, mas estou feliz por o governo nada fazer e reconhecer que, mesmo em tempos de stress económico severo, os desempregados devem de ser tratados de forma diferente. Por outras palavras: continuar na mesma.
Um trabalhador
Isto tinha que acontecer pois o sector estava a viver acima das suas possibilidades, devido especulação que servia a banca e os empresários do sector:
Agora a saída para o mesmo e a reconstrução dos centros históricos, a internacionalização do sector, e a formação profissional pois quando não existe trabalho os profissionais evoluem
PUB
PUB
Expresso nas Redes
Pub