Construção amiga do ambiente
Como fazer edifícios a custos controlados e que não sejam sorvedores de energia.
O progresso tecnológico conduziu a construção de edifícios a uma situação paradoxal: nunca houve tanta variedade de materiais nem tanta facilidade em construir; paradoxalmente, as novas construções devoram energia para não serem quentes de Verão e geladas de Inverno.
Basta olhar para tempos ainda não muito distantes para descobrir formas hábeis de adequar uma casa aos rigores do clima, jogando com a exposição solar, pátios interiores, varandas, chaminés, janelas, etc. É, por exemplo, o caso da Vila Berta, no bairro lisboeta da Graça (princípios do séc. XX). De resto, a arquitectura popular das Beiras ou do Alentejo tem múltiplos exemplos de habitações adaptadas aos rigores do clima em épocas onde não se sonhava com electricidades ou ares condicionados. Para não falar da arquitectura da antiguidade, dos romanos aos árabes, onde não faltam exemplos de soluções bio-climáticas.
No trabalho aqui apresentado, o arq. João Camacho, que tem dedicado boa parte da sua actividade profissional recente a esta área, explica os fundamentos da arquitectura bio-climática e dá alguns exemplos, tanto recentes, como antigos.


