19 de maio de 2013 às 23:11
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Conselho de Ministros extingue oito caixas de previdência

Caixas de previdência hoje extintas pelo Conselho de Ministros serão integradas no sistema de Segurança Social
Lusa

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o diploma hoje  aprovado determina a extinção da Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas, da Caixa de Previdência do Pessoal da Empresa Portuguesa das Águas Livres S.A., da Caixa de Previdência do Pessoal das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade e da Caixa de Previdência do Pessoal dos Telefones de Lisboa e Porto.  
 
A lista de caixas de previdência extintas inclui ainda a "Cimentos" - Federação de Caixas de Previdência, a Caixa de Previdência do Pessoal da Companhia de Cimento Tejo, a Caixa de Previdência da Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento e a Caixa de Previdência da Empresa de Cimentos de Leiria.  
 
Em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Presidência afirmou que "as caixas de previdência que são agora integradas definitivamente na Segurança Social são todas aquelas que já estavam, de resto, a funcionar sobre gestão da própria Segurança Social".  
 
A sua extinção acontece "no curso de legislação já aprovada há alguns anos, nomeadamente legislação que vem desde 2006, e que previa expressamente toda a integração destas caixas de previdência que já estavam a ser geridas parcialmente pela Segurança Social", acrescentou Luís Marques Guedes.

Advogados autónomos


Questionado se o Governo tenciona manter a Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores, o secretário de Estado da Presidência respondeu: "Não há interesse financeiro do Estado nem foi manifestado interesse financeiro por parte da Ordem dos Advogados nessa integração. Portanto, não há nenhuma negociação com o Estado relativamente a essa caixa".  

 
A Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores "não tem nenhuma ligação ao Estado e não foi manifestado nenhum interesse em haver qualquer tipo de negociação com o Estado", reforçou Marques Guedes, depois de referir que "a sua integração, a existir, pressuporia uma negociação semelhante àquela que foi feita com os fundos de pensões da banca".  
 
Marques Guedes sublinhou que "a Caixa de Previdência dos Advogados é uma caixa completamente autónoma, que não tem nenhuma relação com o Sistema de Segurança Social, é completamente privada" e "distingue-se, por esta razão, de todas as demais".

Manutenção dos direitos


Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, a extinção de caixas de previdência hoje aprovada "é efetivada por integração no Instituto da Segurança Social, I.P., que assim sucede àquelas instituições nas respetivas atribuições, sendo os beneficiários e contribuintes integrados total e definitivamente no Sistema de Segurança Social".  
 
O mesmo comunicado refere que, "para tanto, garante-se aos beneficiários das caixas de previdência extintas a manutenção dos direitos adquiridos e em formação", tanto "no âmbito da aplicação dos regimes de segurança social" como "da proteção social complementar", e que "o quadro de pessoal destas caixas é integrado no Instituto da Segurança Social, I.P."

Comentários 35 Comentar
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E o Banco de Portugal??
Só não mexem no Banco de Portugal coma s reformas milionárias após seis meses de trabalho que dão para a vida inteira? É a podridão da politica
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Vitor Constâncio (PS) é que sabe ! Ver comentário
Re: Vitor Constâncio (PS) é que sabe ! Ver comentário
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Já ouviu? Ver comentário
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Não ??? Ver comentário
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Conselho ministros extingue 8 caixas previdência
Pessoalmente sou a favor de no máximo de duas caixas, ou seja uma para os privados e outra para os funcionários de Estado, mas não me repugnava nada que existisse só uma, com os mesmos privilégios para todos. Não me parece correcto esta maneira de tratar uns como filhos e outros como enteados. Aliás em Países muito mais evoluídos como a Suiça tudo é bem diferente.

http://www.youtube.com/wa...

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Re: Conselho ministros extingue 8 caixas previdênc Ver comentário
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Re: Conselho de Ministros extingue oito caixas de
a noticia do dia é que o "nosso" presidente da república que jurou (quem mais jura mais mente...) defender a constituição, depois de dar uma de ofendido com algumas medidas do orçamento, deixou passar os prazos sem remete-lo ao tc. grande vergonha, perdi totalmente o respeito por essa pessoa enquanto presidente da república, de resto já era pouco mas confesso que ainda me conseguiu surpreender pela negativa.

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Aldrabões
"...garante-se aos beneficiários das caixas de previdência extintas a manutenção dos direitos adquiridos e em formação..." - diz, com toda a lata, o SEPCM. Mas alguém acredita nestes gajos?
Integraram os fundo de pensões da CGD, PT, CTT... e, agora, espetaram com o confisco dos subsídios aos pensionistas destes ex-Fundos. Que não teria acontecido se não tivessem sido sugados por estes gulosos. Agora vêm, candidamente, dizer que respeitam os direitos adquiridos? Mas, neste país e com estes ladrões, esse principio ainda existe? Safaram-se os reformados da banca porque o processo de "integração" do findo de pensões da banca ainda estava em negociaçoes - caso contrário, tinham comido a pastilha como os outros.
Isto leva à contatação de que o roubo do Estado é casuístico e não tem como base qualquer preocupação de equidade ou de justiça social.
LADRÕES e aldrabões são todos estes gajos deste (des)governo!!!
Re: Aldrabões Ver comentário
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Este governo é a versão moderna...
... do Dum!... Dum!
Caixa de previdência dos advogados.
Segurança Social funciona como um sistema mutualista em que os associados descontam uma percentagem fixa do seu rendimento mas que depois gozam de alguma regalias (comparticipações em despesas de saúde) por igual, assim favorecendo as classes profissionais de menores rendimentos e por essa razão a classe profissional dos advogados, porque na generalidade os seus membros auferem rendimentos mais elevados que a média nacional, opta por ficar de fora e ter a sua própria caixa. Este privilégio não se justifica e só se compreende pelo forte poder de influência que esta classe profissional tem na cadeia de decisão do estado. Há que mudar!
ORA AQUI ESTÁ UMA REFORMA URGENTE.
O Governo devia ACABAR com todas as caixas de previdência e obrigar a toda a gente a passar a descontar para a CNP, com a mesma percentagem para toda a gente. E que fosse proibido receber reformas para as quais não tivesse descontado do seu próprio bolso. Seria ainda obrigatório toda a gente trabalhar até aos 65 anos ou 40 anos de desconto, sem os quais não podiam ser reformados.
O grave é...
O grave é até agora terem coexistido tantos esquemas paralelos. Nós como em tudo somos um país em que cada caso é um caso diferente, em que há cunhas e regalias específicas para tudo e mais alguma coisa e não há políticos com o espírito (e tomates) para rectificar e harmonizar as coisas. Nesse aspecto aplaudo este governo. Contudo é de criticar que só o faça porque não tem remédio e já dá as sondagens como perdidas. Só tem é esperança de fazer tudo o que é mau nos primeiros 2 anos, para ver se na 2ª metade do mandato consegue subir nas sondagens de opinião a tempo de não perder as próximas eleições. Neste país governa-se tentando agradar o máximo número de minorias e não a maioria dos eleitores... Enfim... É por causa disso que há um acumular de esquemas, regalias, especificidades, carreiras especiais, caixas de previdência específicas, etc... Já devia de ser tempo dos subsídios sociais do Estado serem pagos todos pela mesma entidade e com regras comuns.... Obviamente deve ser dada a hipótese a quem (em acréscimo) queira participar de cxs de previdência privadas... Essas devem ficar intocadas, nem o Estado as deve absorver com o intuito de fazer dinheiro, porque só vai é atirar o ónus paras as gerações vindouras....
Conselho de Ministros extuingue...

Porque não extinguir também o Conselho de Ministros?
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