24/05/2012 atualizado às 18:56
Página Inicial » Opinião » Editorial » Confrontar ou resolver?
EDITORIAL

Confrontar ou resolver?

Resolver um problema real, como o da coabitação gay, não implica abrir uma guerra. Se houver inteligência e vontade, é possível chegar a uma solução consensual.

(www.expresso.pt)
8:00 Domingo, 8 de novembro de 2009

A ideia do casamento gay ameaça tornar-se uma guerra surda entre a Igreja (ou as igrejas) e as diversas esquerdas que a defendem. Mas nesta polémica existem dois aspectos distintos: um, é o da desigualdade de tratamento dos gays perante o Estado; outro, é o da simbologia religiosa e mesmo social da instituição casamento.

Digamos que o Estado, ou seja, o Governo e o Parlamento, apenas se devem preocupar com o primeiro aspecto. O segundo é próprio da sociedade civil. Por isso mesmo, entendemos que o Estado deve assegurar coisas tão basilares como a possibilidade da economia comum a casais gays e, como é óbvio, aspectos ainda mais básicos como a possibilidade de visitas nos hospitais, de herança de arrendamentos e de outras pequenas e grandes vantagens próprias dos casais.

Na realidade, o Estado não pode e não deve discriminar ninguém em função da sua sexualidade.

Porém, o segundo aspecto não é da esfera de intervenção do Estado. O casamento (e as palavras têm um conteúdo preciso) tem sido sempre associado à união entre homem e mulher. Claro que nada impede que o conceito possa ser alterado, mas não devia sê-lo por decreto ou por decisão de uma maioria. O casamento é uma construção social natural e não algo que flutue ao sabor de quem legisla.

Por isso mesmo, em França, o Governo socialista de Lionel Jospin decidiu em 1999 introduzir o Pacto Civil de Solidariedade. Este pacto estipula que quaisquer duas pessoas, independentemente do sexo, podem estabelecer um pacto de união (desde que o registem na conservatória) que lhes confere todas as garantias do casamento, excepto a de adopção de filhos.

E assim a discriminação sobre casais gays ficou resolvida (do ponto de vista exacto em que o PS a propõe) e a simbologia do casamento ficou intacta.

Quando se pretende resolver um problema, procede-se assim - com inteligência. Quando, pelo contrário, se pretende esconder problemas com uma questão que não é, nem de longe nem de perto, uma questão central da política portuguesa, faz-se um pé-de-vento. Para que se discuta isto e não o que é essencial à nossa vida colectiva.

Limitação de mandatos

Uma das propostas positivas do PS para a revisão constitucional é a de limitação de mandatos para os cargos de primeiro-ministro e de chefe do governo das regiões autónomas. Da última vez que esta proposta apareceu, o PSD recusou-a por causa de Jardim. Veremos, agora, se os sociais-democratas colocam o bom senso acima dos pequenos interesses.

Palavras-chave  opinião
Relacionados
09 novembro 2009

Fundamentalismo matrimonial

2
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
O casamento é uma construção social natural...
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 6 pontos (Bem Escrito), 13:00 | Domingo, 8 de novembro de 2009
"O casamento é uma construção social natural e não algo que flutue ao sabor de quem legisla.

Nada disso! O casamento tem sido muito diversificado ao longo da História e das culturas humanas. Tem assumido muitas formas, tipologias, regras e costumes. Trata-se de algo que resulta precisamente das disposições legais, isto é de quem legisla ou de quem detém o poder.

Terá sido por mera disposição social que determinadas sociedades ou culturas abandonaram a poligamia ou terá sido por efeito de uma imposição legal?

Deixemo-nos de hipocrisias! O casamento homossexual não vem destruir a sociedade nem os seus fundamentos.

A não ser que haja por aí alguém disposto a defender a tese de que os países que o adoptaram viram os fundamentos das suas sociedades ruírem. Mas, curiosamente, existem países onde o casamento homossexual foi adoptado e não consta que tenham entrado em colapso, em ruína ou na decadência.

Mas fica muito bem fechar os olhos à realidade e fingir que não se passa nada, para se erguer a bandeira da intolerância e do preconceito e para se levantarem supostos fantasmas sobre uma sociedade que perde os seus fundamentos.

Além do mais, se dizem que o conceito de casamento não pode ser mudado pelo legislador, porque razão admitem como lógico o conceito actual, já que ele foi formulado numa época em que a religião exercia um poder absoluto e determinava o conteúdo da legislação?

O actual legislador deve ter menos poder do que o legislador antigo? Ora!
 
 Regras da comunidade
    e keres casar peala igreja ou pelo registo??    Ver comentário
SSPORTING (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Bjorn Borg - LOVE FOR ALL    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:20 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    "face off"    Ver comentário
SSPORTING (seguir utilizador), 1 ponto , 14:31 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re:    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:44 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Bjorn Borg - LOVE FOR ALL    Ver comentário
Utente (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Sábado, 14 de novembro de 2009
    Re: Bjorn Borg - LOVE FOR ALL    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 10:02 | Domingo, 15 de novembro de 2009
    Re: O casamento é uma construção social natural...    Ver comentário
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 22:39 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: O casamento é uma construção social natural...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 8:54 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Caro Paulo,    Ver comentário
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Caro Paulo,    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:30 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Caro Paulo,    Ver comentário
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 17:11 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Caro Paulo,    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:53 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Caro Paulo,    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:02 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Caro Paulo,    Ver comentário
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 20:54 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    O problema é a designação    Ver comentário
josebda (seguir utilizador), 1 ponto , 16:15 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: O problema é a designação    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:29 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: O problema é a designação    Ver comentário
josebda (seguir utilizador), 1 ponto , 18:29 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Não há problema nenhum...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:16 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Não há problema nenhum...    Ver comentário
LMartins (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Eis, por uma vez, a grande questao
Miranda07 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 11:47 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Este Editorial merece o meu aplauso. Desde logo porque o ponto de partida é correcto: Resolver um Problema nao é o mesmo que abrir uma guerra. Por outras palavras, a guerra, só por si, nao resolve coisa nenhuma. E, quanto a mim, em relacao a questao da co-habitacao gay, nós temos em Portugal duas coisas: um problema que é preciso resolver; uma guerra que é preciso evitar. E eu penso que, de facto, a guerra se pode evitar resolvendo de forma inteligiente e dinamica, respeitadora de todos, o problema que temos em cima da mesa. Pelo que, dado que o casamento só pode ser entre um homem e uma mulher; dado também que os cidadaos com orientacao homosexual que optem por viver em conjunto tem nao so o direito de nao viverem em situacao de descriminacao em relacao a lei positiva, mas tambem tem o dever de participar em igualdade de circunstancias para o bem comum da sociedade, o problema passa pela conciliacao destes dois aspectos: que quem opte por uma co-habitacao gay veja a sua situacao regulada de modo a que as pessoas envolvidas possam ter todos os direitos que pertencem a dois seres humanos adultos, incluindo os direitos de visitacao em hospitais e de heranca de bens, sendo essa a vontade das partes; e que, por outro lado, nem sequer se pense na possibilidade de um "casal" gay poder adoptar criancas atendendo ao direito mais elementar e fundamental que toda a crianca que vem a este mundo tem de ter apenas um Pai e uma Mae que lhe sejam modelo da Diferenca humana mais fundamental.
 
 Regras da comunidade
    Citação    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:12 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Esqueci-me da página    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:12 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Segunda citação    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:08 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Eis, por uma vez, a grande questao    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:35 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Eis, por uma vez, a grande questao    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:21 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    DEMOCRACIA ??? QUAL DEMOCRACIA ????    Ver comentário
NoReply (seguir utilizador), 2 pontos , 9:14 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: DEMOCRACIA ??? QUAL DEMOCRACIA ????    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 23:51 | Sábado, 14 de novembro de 2009
Bizantinismos...à beira do desastre total.
impertinente (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 19:33 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Quando as hordas de bárbaros estavam às portas de Bizâncio e se preparavam para conquistar a cidade e derrubar assim o Império, os teólogos bizantinos discutiam encarniçadamente se os anjos seriam do sexo masculino ou feminino.
Esta discussão tem algo de bizantino neste aspecto.As ameaças reias que pesam sobre o país, podre de corrupto desde a cúpula e à beira da bancarrota depois de vários anos de desgoverno, não se compadecem com o arrastar de discussões que verdadeiramente muitíssimo marginais ( a vários títulos...) na nossa sociedade.
A Igreja devia estar calada porque sempre desprezou o casamento civil. O referendo não tem cabimento. E a solução mais óbvia e que devia ter sido adoptada é a de Jospin e que poderíamos chamar União Civil, concedendo aos unidos os direitos dos casados, excepto a adopção. Mas pare-se com isto já. E mobilize-se o país para o que interessa!
 
 Regras da comunidade
Abre a polémica
caprylm56 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 9:40 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Então porque motivo não posso casar com várias mulheres?
 
 Regras da comunidade
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
vosley (seguir utilizador), 2 pontos , 12:22 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:41 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
vosley (seguir utilizador), 1 ponto , 13:07 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:27 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
vosley (seguir utilizador), 1 ponto , 13:43 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:13 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
vosley (seguir utilizador), 1 ponto , 16:23 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:07 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:10 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Abre a polémica    Ver comentário
Lopes02 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Editorial
ANO1933 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:22 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Como é óbvio, entre o confrontar e o resolver, eu opto pelo RESOLVER!
 
 Regras da comunidade
Igualdade?
NoReply (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:35 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Em nome do conceito de "igualdade", em nome do estigma de "discriminação", em nome do easy-living, aparecem as fast-medidas ... Claro que esta desiderato do "casamento dito gay" não passa de uma das análises possíveis, já que outra passaria por deixar de considerar como nuclear da sociedade o "Conceito de familia", sendo esta o que cada um de nós quiser - homossexual, hetero, monogâmica, poligâmica ... havendo só que respeitar preceitos relativos à idade dos intervenientes.
E assim, simplesmente, do mesmo modo TODOS ficariam mesmo contentes, e se resolveriam todos os problemas que condicionam a realização não só dos desejos mas também das fantasias individuais ou não.
"Família" seria o que em cartório ou registo civil ficasse estabelecido entre as partes. Se queremos dar ares que o dito "casamento gay" é mesmo um problema, e não a resposta a um grupo de pressão cada vez mais forte, cada vez mais influente, cada vez com maior capacidade económica, cada vez com "militantes" em lugares cada vez mais destacados na nossa sociedade ... se queremos ser coerentes e pragmáticos, aplique-se o conceito que proponho em forma de Lei e arrasem-se todos os preconceitos actuais.
Não se "resolva" o problema na base do "Quem não chora não mama!", pense-se em grande ... haja coragem.
A religião será uma questão de outro domínio.
Que fica salvaguardado, pela abrangência estritamente civil do conceito de casamento e família.
Agora adopção ... isso é um campeonato à parte, fora dos desejos
 
 Regras da comunidade
HAVERÁ CASAMENTOS INTER-ESPÉCIES?
Musoko (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 14:38 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Eu não percebo nada destes assuntos europeus, nem queria debitar, mas olhem lá, a lei civil não tem de ser completamente alterada? Um casamento não é um acto notarial entre 2 pessoas de sexos diferentes para definirem a propriedade dos bens? O notário ou o padre ou o sacerdote perguntam: aceita este homem para seu marido? Aceita esta mulher para sua esposa? Nos casamentos «gay» tem de ser mudada tb a fraseologia...
A minha dúvida tb é esta: dois homens casam; são os dois maridos? quem é a esposa? quem é o marido? Quem define isso? A nomenclatura tb tem de ser alterada...
Uma questão muito prática tb: o IRS. Os casais «gay» apresentam em conjunto os rendimentos e as despesas?
Não há casamentos polígamos, penso, há uniões «poli» (África rural, sobretudo), há «traições» (sociedades europeizadas).
Se houver adopções, a criança tem duas mães ou dois pais?
Olhem, podem pensar o que quiserem, eu vou mais longe: qd vejo o enlevo que certas pessoas põem no tratamento dos seus cães, vestindo-os até qd os levam a passear, não me admiraria nada que daqui a 50 anos fossem aceites os casamentos «inter-espécies», pois os «donos» dos cães começaram há tempos a pôr-lhes nomes de pessoas, o que era impensável há umas décadas (eram os «jolies», os «pilotos», os «neros»).
Estou-me nas tintas que homens casem com homens e mulheres com mulheres e pessoas com cães ou gatos, assim como me estou nas tintas para que as mulheres urinem de pé ou sentadas e os homens sentados ou de pé.
 
 Regras da comunidade
Casamento vs matrimónio
JONYLEO (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 1:37 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
Creio que esta discussão é fruto da falta de conhecimento, informação e honestidade intelectual evidenciada por muitos dos "paineleiros" (comentadores habituais em painéis de discussão pública) que utilizam as suas intervenções públicas, para defenderem unica e exclusivamente os seus interesses, por mais absurdos que estes sejam.

Como é, certamente, do conhecimento dos prezados leitores, o termo casamento refere-se a uma união civil entre duas pessoas, enquanto que o matrimónio significa o casamento religioso, contraído segundo as regras e canônes da Igreja Católica.

No tema em debate, o que se pretende é o reconhecimento de uma união entre duas pessoas à face da Constituição Portuguesa. E, como esta bem indica, no artigo 13º, «Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ... sexo ... religião, convicções políticas ou ideológicas ... ou orientação sexual»

Assim sendo, porque deveremos discriminar dois homens ou duas mulheres, apenas porque gostam um do outro e pretendem que a sua relação seja reconhecida legalmente, com os deveres e direitos a ela inerentes?

Admito que muitas pessoas não gostem da homosexualidade e que até tenham uma certa repulsa, ou nojo, perante a perpectiva de serem confrontados com um casal homosexual.

Mas e aqueles que não gostam de roxo, amarelo ou cor-de-laranja? E os que não gostam de magras ou gordos, altos ou baixas?
 
 Regras da comunidade
o Estado e o povinho...
vasil (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:18 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Aqui e agora, Não exponho nada sobre os gays, a sua união ou seja o que for...

A questão que se coloca neste artigo é grave, e é uma questão de concepção da sociedade e do Estado...

O Estado, somos nós todos (o povinho sobretudo, a maioria)... O Estado não é o seu Governo (este ou aquele), nem é o Parlamento, nem os Juízes, etc., muito menos os Partidos, etc....

O que o artigo coloca é um dicotomia entre o que considera Estado (os organismos políticos eleitos) dos politiqueiros, e aquilo a que chama 'sociedade civil', o povinho... Esta é a concepção aberrante dos que se julgam acima da 'sociedade civil'... Sim porque consideram que a comunicação social está acima da 'sociedade civil' (leia-se povinho).

Inversamente, ou pensando de outro modo, que não imponho, penso que do Estado, fazemos todos parte, católicos, ateus, judeus, muçulmanos, budistas, agnósticos, mas também noutros aspectos, filósofos, parvos, tolos, snobs, e aquele homem comum (hetero), que não se preocupa tanto com as minorias e que até as aceita quando essas minorias não o provocam...

Penso que chega de provocações, e é tempo de o Estado e não os 'eleitos' (como despotas esclarecidos), ou os seus papagaios, solicitarem a opinião do Estado, como povinho, 'sociedade civil', como lhe queiram chamar!

Sou agnóstico, e considero que se deve dar a palavra também a quem pensa de outro modo!
 
 
 Regras da comunidade
Citação
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:31 | Domingo, 8 de novembro de 2009
"No dia-a-dia, chega a parecer que a tolerância da Igreja para com os homossexuais era bastante notável. Boswell, um americano estudioso de assuntos medievais, demonstrou que a Idade Média foi mais benevolente para com os homossexuais do que o que possa parecer. No seu livro intitulado em francês Mariages du même sexe figuram mesmo contratos que atestam que a Igreja continuou até muito tarde a casar pares homossexuais masculinos. Deste modo, Montaigne pode assistir na Igreja de S. João Porta Latina, em Roma, a um dos últimos casamentos homo da Renascença." (isto é, na segunda metade do Séc. XVI)

BANTMAN, Béatrice; (1998); "Breve História do Sexo"; Terramar, Lisboa; p. 112
 
 Regras da comunidade
Segunda citação
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:15 | Domingo, 8 de novembro de 2009
"As coisas mudam de facto no reinado de Justiniano que vê a homossexualidade como responsável por fomes, tremores de terra e outras epidemias que dizimam o mundo bárbaro. Com a grande peste de 541, que matou um terço da população da antiga Istambul, o povo começa a acreditar nas previsões do seu imperador. É assim que, pouco a pouco, a partir de uma anedota até então desconhecida da Bíblia, a homossexualidade ameaça não só o Estado mas toda a Terra. E os homossexuais encontram-se promovidos ao nível de perigo universal. Toda a gente se une contra eles, com a Igreja na primeira fila, que lhes recusa o baptismo e mesmo o catecismo, enquanto não renunciarem ao seu «vício». É uma mudança brutal, porque os homossexuais são numerosos e oficialmente admitidos no seio da própria Igreja."

"No dia-a-dia, chega a parecer que a tolerância da Igreja para com os homossexuais era bastante notável. Boswell, um americano estudioso de assuntos medievais, demonstrou que a Idade Média foi mais benevolente para com os homossexuais do que o que possa parecer. No seu livro intitulado em francês Mariages du même sexe figuram mesmo contratos que atestam que a Igreja continuou até muito tarde a casar pares homossexuais masculinos. Deste modo, Montaigne pode assistir na Igreja de S. João Porta Latina, em Roma, a um dos últimos casamentos homo da Renascença." (isto é, na segunda metade do Séc. XVI)

BANTMAN, Béatrice; (1998); "Breve História do Sexo"; Terramar, Lisboa; P. 110
 
 Regras da comunidade
Confrontar ou resolver?
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:47 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Não estou contra nem a favor é um problema que a mim não me diz respeito. Façam como na França, porque me parece uma boa solução. No entanto já que estamos com a mão na massa eu também quero reenvindicar poder casar com mais que uma mulher ou seja com as que me apetecer sem ser preciso estar a divorciar-me. Os Muçulmanos é que têm razão e todos estão felizes eles e elas.
 
 Regras da comunidade
    Re: Confrontar ou resolver?    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Domingo, 22 de novembro de 2009
    Re: Confrontar ou resolver?    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:09 | Domingo, 22 de novembro de 2009
Isto é o princípio! Depois alguém vai querer casar
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:41 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
... com o seu animal de estimação e toca de sacar dasd liberdades e direitos e prontos. Homens com cadelas ou cães, nmulhere scom burros (bom, isso já existe!) ou cavalos... e por aí fóra. Há leis e há uma Lei suprema que nada tem a ver com a Igreja e que é a senhora Natureza que nos fez para acasalarmos assim. Porra, que parece que está difícil de alguém ler um compêndio de anatomia. E não me venham com afectos porque isso a gente dá toda a vida independentemente do género na amizade!!! A sociedade tem uma enorme falta de coragem de dizer que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma farça e uma abominação da Natureza!!! Assumam-se os Homens e as Mulheres deste mundo contra essa porcaria que nos querem impingir, refugiados nos direitos que não têm e nos deveres que nós não qualquer direito de aceitarmos porque não são deveres mas apenas conspurcação da realidade! Estou farto de hipocrisias e de andarmos todos a tentar ser social e politicamente correctos enquanto nos defrontam com as afrontas mais tolasd e impróprias, querendo transformar este planeta num eterno filme de terror! Disse!
 
 Regras da comunidade
    Re: Isto é o princípio! Depois alguém vai querer c    Ver comentário
semi (seguir utilizador), 1 ponto , 19:43 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
    Pareamento ou Casamento Homossexual?    Ver comentário
josebda (seguir utilizador), 1 ponto , 13:58 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Pareamento ou Casamento Homossexual?    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:20 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
    Re: Falta de coragem é a ausência de humanidade    Ver comentário
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Terça feira, 10 de novembro de 2009
Frontalmente contra
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 12:12 | Domingo, 15 de novembro de 2009
casamento há só um e todos sabem o que é e do que se trata.

eu, assumo claramente a minha posição contra qualquer forma de revisão do conceito de casamento.

não tenho qualquer receio em que me calssifiquem de retrograda ou de pouco sensivel aos problemas contemporaneos.

tento ir pela vida assumindo principios e valores e para mim existem realidades absolutas que não mudam em função da moda, porque uns dizem ou porque é moderno.

EU SOU CONTRA e não aceito qualquer instrumento juridico que regule uma situação contra natura.
 
 Regras da comunidade
Será importante.....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Domingo, 8 de novembro de 2009
.... que o Estado possibilite a uma minoria "diferente" a possibilidade de ter os mesmos direitos civis que todos os restantes cidadãos?

Claro que não e toda a gente aceita isto. Portanto ficamos por aqui e legisle-se em conformidade.

Agora, controverso sem dúvida é esperar que a Igreja Católica apoie uma iniciativa destas. Nunca o poderia fazer e entende-se também perfeitamente.

Polémico ainda será chamar-se a isto "casamento". Há muita gente que entende apenas o casamento entre pessoas de sexo diferente e, sejamos razóáveis, são opiniões perfeitamente sustentadas.

Agora, inconcebível seria (como alguns pretendem) permitir a adopção de crianças a estes "casais anormaisi.

Aí, sejamos claros, qual seria o trauma de uma ciança quando descobrisse que os seus "pais" não eram "normais" como os pais dos seus amigos.

Isso sim, seria um CRIME....
 
 Regras da comunidade
    Re: Será importante.....    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:46 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Será importante.....    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Será importante.....    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:27 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Será importante.....    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Tem a certeza?    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos , 14:31 | Domingo, 8 de novembro de 2009
    Re: Tem a certeza?    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 1 ponto , 14:37 | Domingo, 8 de novembro de 2009
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




A adrenalina do abismo
0:00 Sábado, 19 de maio de 2012,
Como crescer, eis a questão
0:00 Sábado, 12 de maio de 2012,
O príncipio de Hollande
0:00 Sábado, 5 de maio de 2012,
De eleição em eleição...
0:00 Sábado, 28 de abril de 2012,
O discurso das 'três troikas'
0:00 Sábado, 21 de abril de 2012,
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB