24/05/2012 atualizado às 18:48
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Confirmadas valas comuns em Treblinka

Arqueólogos forenses britânicos são autores da primeira tentativa científica de localização de restos mortais de vítimas do Holocausto, no campo de concentração de Treblinka, na Polónia.

Sofia Natálio (www.expresso.pt)
18:39 Segunda feira, 23 de janeiro de 2012

Entre 1942 e 1943, mais de 800 mil judeus foram mortos em Treblinka. A existência de valas comuns neste campo de concentração era apenas conhecida pelos relatos de sobreviventes, o que originava dúvidas acerca da veracidade dos mesmos. 

Um estudo conduzido pela arqueóloga britânica Caroline Sturdy Colls, da Universidade de Birmingham, veio comprovar esses testemunhos. Novas tecnologias aplicadas na investigação - que incluem imagens de satélite, GPS, radar de penetração no solo, levantamento de resistência do solo e aparelhos de imagens elétricas - permitiram localizar seis valas comuns nas áreas referenciadas pelas testemunhas.

Uma destas valas tem 26 metros de comprimento, 17 de largura e, pelo menos, quatro de profundidade. 

A pesquisa no terreno permitiu também localizar construções que aparentam ser estruturais, sendo que duas delas são provavelmente restos das câmaras de gás. De acordo com as testemunhas, estas eram as únicas estruturas feitas de tijolos.

De forma a respeitar as tradições religiosas dos judeus - que não permitem a exumação dos corpos - não foram feitas escavações no local. As descobertas foram feitas através do contraste detetado pelas tecnologias modernas entre as propriedades físicas do solo e as características no interior do mesmo, como perturbações causadas por algo enterrado.  

Pesquisas anteriores


Um relatório de 1946 encontrou no local "restos de postes queimados, pedaços de arame farpado e secções curtas de estrada pavimentada" e ainda "grandes quantidades de cinzas humanas misturadas com areia e ossos". Apesar de terem sido detetados restos humanos no local, nunca ficou comprovada a existência de valas comuns.

Na pesquisa que começou em 2010, Caroline Sturdy Colls deixou claro que é possível ver fragmentos de osso na superfície do solo, especialmente depois de chover, resultantes das cinzas da cremação dos corpos.    

Encobrir crimes de guerra


Ao contrário do campo de concentração de Auschwitz, onde as câmaras de gás e os crematórios continuam de pé, em Treblinka tudo foi destruído.

Hoje em dia, o local onde morreram milhares de pessoas é um memorial de 17 mil pedras com os nomes dos locais de onde eram originários os judeus que para aqui foram transportados.

A decisão de destruir este campo de concentração e cremar os corpos das vítimas aconteceu depois de o Exército alemão ter percebido que deveria encobrir os crimes de guerra.

Em 1943, os nazis abandonaram este campo próximo de Varsóvia. Destruíram todos os edifícios e todos os vestígios que levassem a crer que ali tinha sido montado um campo de concentração. Transformaram então Treblinka numa quinta e plantaram árvores à volta.

Mas para um grupo de arqueólogos forenses todas as provas apontam para o propósito real daquele sítio. O trabalho será hoje apresentado numa reportagem da BBC 4 , às 20h00.  

Fotografias do campo de concentração de Treblinka, atualmente e em 1942/43:

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Imaginar que não aconteceu, é como duvidar do
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 23:30 | Segunda feira, 23 de janeiro
genocídio ocorrido aqui na América, com o advento do Novo Mundo. Um holocausto calculado em perto de cento e cinqüenta milhões de indivíduos de todas as faixas etárias. Rio Grande
 
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Confirmadas valas comuns em Treblinka.
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 12:33 | Terça feira, 24 de janeiro


Never Again...

Masada shall not fall again (Sheynit Metzada lo tipul).

 
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A verdade a vir ao cimo
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Segunda feira, 23 de janeiro
A confirmarem-se estes estudos espero que sirvam de lição para aqueles que andam a negar o Holocausto, para em função disso servirem a sua agenda política de ataque a Israel e aos Judeus.
 
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    Re: A verdade a vir ao cimo    Ver comentário
APNS (seguir utilizador), 1 ponto , 20:24 | Segunda feira, 23 de janeiro
    Re: A verdade a vir ao cimo    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 20:29 | Segunda feira, 23 de janeiro
Stalin...
Tucano (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Terça feira, 24 de janeiro
O secretário geral do PCUS da extinta URSS mandou matar mais russos (soviéticos) que o Hitler, o PC da nossa praça nunca nem quer ouvir falar disto.......aliás quando foi do voto de pesar na morte de Vaclav Havel, os deputados comunas da nossa AR levantaram-se.....e saíram da sala!!!!...grandes democratas que eles são!!!...ainda estão com alguma asia com o fim daquele império facínora.
 
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