O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Carlos Pinto Coelho, afirmou hoje que, caso se concretize, a greve dos pilotos da TAP
será uma "grande perda" para o setor e admitiu que uma requisição civil seria "bem-vinda".
"O nosso papel é lembrar ao Governo e à TAP a nossa preocupação e já transmitimos a nossa preocupação" com o impacto da greve dos pilotos da companhia aérea, afirmou Carlos Pinto Coelho, durante a conferência de imprensa em que a CTP apresentou as propostas para os próximos três anos.
Prejuízo de €30 milhões
O presidente da CTP afirmou que, caso se concretize, esta paralisação será uma "perda grande" para o setor do turismo.
A greve "vai transformar a Páscoa num inferno e é um problema antinacional", disse, referindo não conhecer "em profundidade" as razões evocadas pelos pilotos.
Questionado à margem da conferência de imprensa sobre a possibilidade de surgir uma requisição civil, o presidente da CTP afirmou: "Se houver, para mim, é bem-vinda".
Páscoa a vapor
Carlos Pinto Coelho disse que o turismo vive "uma das maiores crise de sempre" e afirmou que no ano passado os dois únicos "balões de oxigénio" do setor foram a Páscoa e o mês de agosto.
"No momento atual, nada justifica pôr em causa toda uma economia que precisa de balões de oxigénio", defendeu.
Os pilotos da TAP deverão paralisar nos dias 26, 27 e 28 de março e 09, 10 e 11 de abril.
A TAP, que tem programados para este período 1.500 voos, estima que 150 mil passageiros possam ser afetados.
A companhia aérea estima ainda que a paralisação cause prejuízos de 30 milhões de euros.
Hoje, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), João Passos, manifestou preocupação com a greve e apelou ao "sentido de nação" dos trabalhadores da TAP.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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