16 de abril de 2014 às 19:40
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Conciliar a Barbie com a vida real

Carolina Reis (sapato nº37)
Ser feminina não é igual a falta de inteligência
Ser feminina não é igual a falta de inteligência

Tenho ouvido nos últimos dias elogios e ódios a propósito dos 50 anos da boneca mais famosa do mundo, a Barbie.

Por um lado, critica-se a futilidade da vida perfeita da boneca, que apesar das mudanças na sociedade continua a perpetuar estereótipos femininos. Por outro lado, vejo caras de mulheres crescidas a recordarem os momentos de felicidade que viveram com a amiga Barbie.

Quando era pequena tinha uma colecção enorme de Barbies, com quem brinquei até à adolescência. E confesso que se pudesse ainda hoje continuava a colecção.

A boneca nunca foi muito querida lá em casa. A minha mãe, feminista assumida, não gostava do aspecto fútil do brinquedo. No entanto, sempre achou que eu devia poder brincar com tudo, dentro dos limites próprios de uma criança, sem barreiras de preconceitos sobre preconceitos. E assim foi.

Tive muitas Barbies. Brinquei imenso com elas. E isso nunca me fez mal nenhum. Reconheço que a vida cor-de-rosa vendida através da marca é exagerada. Mas se não sonharmos durante a infância quando é que vamos sonhar?

Cresci consciente do lugar da mulher na sociedade. Não tenho medo de ser tida como fútil e oca por usar saltos altos e batom. O lugar que queremos ter no mundo conquista-se por aquilo que se faz. Ser feminina não é sinónimo de burra.

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