24/05/2012 atualizado às 18:06
Página Inicial » Opinião » Henrique Monteiro » Combater a pobreza e a emigração

Combater a pobreza e a emigração

Sendo um dos melhores países a acolher imigrantes, Portugal continua a ser um país de emigrantes. Isto significa que os melhores vão embora, não por falta de apoios sociais, mas por falta de oportunidades.

Henrique Monteiro (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 13 de outubro de 2009

A distinção com que Portugal foi brindado pela ONU no que toca ao modo como recebe os imigrantes, honra-nos. Pessoalmente, sempre fui a favor da abertura dos países - sobretudo de um país como o nosso - aos imigrantes de todo o mundo, os quais devem usufruir de todos os direitos essenciais, desde que cumpram todos os deveres que são impostos à comunidade.

A minorar esta distinção, que é mérito do Governo - porque o Governo tendo responsabilidades, há-de ter os correspondentes louvores -, temos um número terrível: por cada 15 novos imigrantes que chegam, 100 portugueses partem do país, segundo um estudo de Helena Rato, do Instituto Nacional de Administração.

Ou seja, o nosso saldo demográfico é negativo e, pior do que isso, devemos estar a deixar fugir qualificação.

Mas porque partirão estes portugueses? Por não terem emprego, é quase certo. Mas, acima de tudo, por não haver em Portugal oportunidades suficientes; porque, em matéria de apoio social prestado aos desempregados e pobres não se poderão queixar do país, que os tem disponibilizado de forma crescente. Vejamos, a este respeito, números divulgados esta semana: só o Rendimento Social de Inserção foi este ano distribuído a mais 11,3% das pessoas, atingindo um número recorde de 385 164 beneficiários.

O Governo deveria, pois, dar prioridade não apenas ao emprego, mas ao apoio às famílias e à mobilidade no emprego, para não continuar apenas a subsidiar quase indiscriminadamente quem recorre ao Estado.

Se repararmos bem nos indicadores, verificamos que há imenso a fazer no campo do combate à pobreza e à desistência social, se houver criatividade e, sobretudo, justiça.

O fim da protecção cega ao emprego de modo a permitir que quem não o tem a ele aceda é apenas um exemplo. Outro, é a prevenção da gravidez na adolescência e das famílias monoparentais, que são hoje duas das principais causas de pobreza. Mas há, seguramente, muitos outros aspectos escondidos ou nunca referidos por politicamente incorrectos e se terem tornado dogmas de certa esquerda.

Se o Estado não atender a estes e outros problemas relacionados com a pobreza, limita-se a actuar a jusante, quando eles já são insolúveis. E, de um país assim, fogem aqueles que querem singrar na vida, progredir, ter um emprego, uma casa, uma família.

Como nos anos 60 fugiram das aldeias os melhores, hoje em dia fogem dos subúrbios aqueles que não se rendem a uma vida de dependência, sem rumo, sem luta e sem dignidade.

Henrique Monteiro

Texto publicado na edição do Expresso de 9 de Outubro de 2009

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
A fuga de quadros também é questão de dignidade...
Brilhantina (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:08 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
O clientelismo em Portugal já se sente ao nível do acesso ao emprego de escalão mais baixo para os Portugueses de formação superior.
Há concursos para determinadas instituições cujos os lugares requerem pessoas com certas qualificações. Quando esses concursos são abertos já práticamente os lugares estão ocupados por familiares e amigos de personagens detentoras de certos poderes, inclusivé governamentais.
Não só no Estado se faz sentir esse clientelismo, há empresas, onde o Estado tem uma determinada posição accionista, cujas vagas estão pré-destinadas antes dos concursos terem lugar.
Se observarmos os nomes desses felizardos protegidos por uma certa sociedade verificamos que são nomes sonantes, são nomes de gente que gravita à volta do poder não só do Governo como também de uma Banca accionista de muitas empresas.
Lembro-me de quando uma familiar qualificada foi a uma entrevista a uma grande empresa da nossa praça. Quando saiu da entrevista cruzou-se com uma ex colega da fac., sem curso concluído, a qual perguntou-lhe quais tinham sido os temas da referida entrevista porque dentro de minutos seria entrevistada.
Essa minha familiar alertou o pai para aquela situação esquisita o qual por sua vez telefonou para o Administrador da empresa para terem cuidado na selecção. Para espanto, depois do Administrador ter indagado o que se passava, receberam um telefonema deste a dizer que a filha não tinha sido seleccionada porque não tinha qualificações (cont.)
 
 Regras da comunidade
Combater a pobreza e a emigração
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 16:58 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Somos e sempre seremos um País de emigrantes. Na decada de 60 emigravam os analfabetos, hoje os qualificados. Foram esses emigrantes analfabetos, que provocaram na sua maioria estes quadros qualificados. Desta maneira os filhos seguem os passos dos pais, mas devido aos seus sacrifícios numa posição que não tem nada a ver. É uma prova do enriquecimento a que chegámos quer se queira quer não. O mal foi o País não ter acompanhado em desenvolvimento, para reter esta gente que fazem o progresso de qualquer Nação. Quer queiram ou não a maior parte dos portugueses já não aceita determinados trabalhos, tal como acontecia com os franceses na época de 60. Por tal facto nos procura uma certa emigração que na sua maioria não precisa ser qualificada. A entrada para a CE veio dar este empurrão.
 
 Regras da comunidade
Cont.
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 13:02 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
É para dizer que aquela que não tinha sido seleccionada por falta de qualificações já tinha tirado pós-graduação e estava a tirar o mestrado e, quem foi seleccionada, foi nada mais nada menos a ex-colega que ainda não tinha saído da faculdade. Veio a saber-se que quem foi seleccionada era a irmã da namorada de um dos Administradores.
Contei este caso porque não é isolado e por constituir um exemplo de muitos e muitos outros casos que eu conheço os quais levam a nossa juventude a ressentir-se deste Portugal que mais parece uma coutada de alguns e da pouca vergonha.
Daqui se compreende porque se vão encontrar muitos quadros Portugueses espalhados por esse Mundo fora tendo a maior parte decidido partir por uma questão de dignidade a nível de oportunidade de emprego.
O incentivo à formação dos nossos jovens para uma igualdade de oportunidades tornou-se numa autêntica farsa, a formação já não chega, é necessário ter-se o beneplácito de uma ''PADRINHO'' ou de um amigo deste.
Outra questão muito engraçada que está a acontecer em Portugal são as empresas Angolanas que aqui estabelecem sedes e um dos requisitos para admitir um trabalhador é que seja Angolano.
Falei de algumas questões que corroem a sociedade Portuguesa as quais devem ser adicionadas à falta de empregos motivado pela fraca economia. O busílis está de facto na falta de empregos motivado pela precária industria, proliferação de empresas inviáveis ou seja, resumindo, falta de desenvolvimento.

 
 Regras da comunidade
    Re: Cont.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Um pouco mais... Prós e Contras
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 13:48 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Para lhe ser franco tenho-o como uma pessoal extremamente válida do nosso jornalismo e por alguma razão me vê aqui a dar-lhe atenção e a rebater ou a apoiar as suas ideias.
Já a algum tempo escrevi sobre a posição de H.M. sobre o caso das escutas.
Mais uma vez ouvi-o com a tenção nos Prós e Contras.
Meu caro, mais uma vez não consegui compreendê-lo, mais uma vez vem com premissas válidas mas depois dá um nó cego nos argumentos e tira conclusões incompreensíveis.
Ninguém o percebe, todos se interrogam o que é que H.M. tem a esconder da Moral Pública?
Pode acreditar numa coisa, eu até já penso que o Jornal PÚBLICO encenou a fuga de informação, neste caso do mail, porque teve a noção da gravidade do caso e da conspiração. O PUBLICO teve a noção que estava a alimentar uma mentira, com a noticia de suspeitas de escutas, e não quis ficar esmagado quando a verdade viesse ao de cima.
Mais, ainda mais incompreensível foi a atitude de H.M. em relação ao Dir. do DN, Marcelino. Como H.M. não conseguiu derrotá-lo na argumentação e nos conceitos tentou, com uma certa sobranceria bacoca, humilhá-lo quando falou do curriculum deste.
Estava à espera muito mais de si e nunca um golpe tão baixo.
 
 Regras da comunidade
    Re: Um pouco mais... Prós e Contras    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Tem lógica no que diz... mas não chega...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 2 pontos , 17:50 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Tem lógica no que diz... mas não chega...    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 22:54 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Tem lógica no que diz... mas não chega...    Ver comentário
Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 0:18 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Tem lógica no que diz... mas não chega...    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:19 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    A defesa das fontes é sagrada: Inalienável!    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:49 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: A defesa das fontes é sagrada: Inalienável!    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009
    Re: A defesa das fontes é sagrada: Inalienável!    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:54 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009
    A defesa das fontes externas (1/2)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Re: A defesa das fontes externas (1/2)    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:14 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Re: A defesa das fontes externas (1/2)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    A defesa das fontes externas (2/2)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:37 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Re: A defesa das fontes externas (2/2)    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:26 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Defesa das fontes externas (Adenda com exercício)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Re: Defesa das fontes externas (Adenda com exercíc    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:31 | Terça feira, 20 de outubro de 2009
    Re: Um pouco mais... Prós e Contras    Ver comentário
Penso, logo existo! (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Em termos globais concordo com a análise...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:15 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
... de Henrique Monteiro. Não creio que a emigração esteja a sugar-nos os nossos melhores. Creio que, por cá, ainda há muita falta de reconhecimento a alguns que, por ventura, nem se conseguem impor porque são excessivamente tímidos para a forma como as relações de trabalho mudaram.
Quanto ao combate à pobreza, não podia estar mais de acordo, no entanto há pessoas que até parece que amam o facto de serem pobres" E para estes o segredo estará no micro-crédito que me parece o futuro...
 
 Regras da comunidade
Conversa da treta
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:13 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
Eu acho que isto é conversa da treta de que não tem mais nada que escrever! Acho pena as pessoas repisarem os mesmos conceitos, a mesma forma de ver as coisas, os mesmos temas... e sempre com a visão de um Mundo que já não existe!
1- Há que considerar que há pessoas que emigram porque querem, porque gostam, porque querem abrir horizontes!
2- Temos um milhar e meio de médicos portugueses que trabalham no estrangeiro. E temos 2 milhares e meio de médicos estrangeiros a trabalhar em Portugal. O que é que isto nos diz? É que a mobilidade, hoje, não tem NADA que ver com a mobilidade há apenas 10 anos!
3- Muitos portugueses que trabalham em Espanha, estão mais perto de casa (onde regressam no fds) que muitos espanhóis a trabalhar ... em Espanha! Portugal é tão pequeno que os pulas se assustam com as distâncias...
4- Mais uma vez, a culpa é do Estado... Nem uma palavra para as empresas, nem uma palavra para as Associações Patronais, nem uma palaavra para os Sindicatos...
5- Meu caro Henrique, com respeito lhe digo que o meu amigo está velho e pensa velho! Não faz NENHUM sentido falar de 'emigração' nos mesmos moldes que há 40 ou 50 anos. NÃO É da mesma coisa que se trata. Nem sei se vale a pena falar de 'emigração' dentro da Europa. Sem fronteiras, trabalhadores com os mesmos direitos, extrema mobilidade, facilidade de lingua que não havia, etc, etc, etc...
Tudo isto é velho!
 
 Regras da comunidade
Porque será!
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
A distinção honrar-nos-ia ainda mais, se por cada quinze novos imigrantes, nenhum português se visse na necessidade de partir pelos mesmos motivos daqueles que nos procuram. Acontece que não é assim e a abertura, a livre circulação de trabalhadores, não é razoável, nem possível, quando uma economia como a nossa não gera emprego para todos os que dele necessitam, sejam nacionais ou estrangeiros. É utópico pensar-se que as fronteiras abertas tudo resolvem, porque receber pessoas que procuram melhorar as suas condições de vida e atirá-las para a miséria, não é justo, nem humano, por mais distinções com que nos brindem. Costumo escrever sobre situações que conheço e fico preocupado com a miséria que atinge alguns imigrantes, o desespero, a fome e as humilhações a que se sujeitam para sobreviver. Ora, aqui reside o problema, não é quem pretende a imposição de regras para a sua entrada, que é xenófobo, é quem sabe não ser possível recebê-los com a dignidade que merecem. É deprimente ver os imigrantes a "assaltar" caixotes do lixo das grande superfícies, a tentarem o suicídio como solução e a cometerem alguns pequenos delitos para garantirem a extradição. Isto sim, é xenfobia e envergonha-nos a todos e acntece porque não existe política razoável de imigração. A saída nos anos 60, foi a fuga de todos, de um país onde não havia condições para viver com um mínimo de dignidade e passaram mal. O meu pai morou no "bidonvilles" de Champigny, como outros emigrantes, na maior das misérias.
 
 Regras da comunidade
    Re: Porque será!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:26 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Porque será!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:08 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Pros e contras
combatereresistir (seguir utilizador), 1 ponto , 11:14 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Ontem ficou à vista o que é o jornalismo português. JMF e HM revelaram, atrás de uma falsa conduta etico-deontológica, o seu papel de moços de fretes de interesses políticos.
Uma vergonha.
A critica de Paquete de Oliveira a HM é sintomática.
JMF e HM tiveram um comportamento indecoroso, cínico, hipócrita e nada democrático.
Um é lacaio do Belmiro o outro de Balsemão.
Esta é a verdadeira asfixia democrática. Estes pseudo jornalistas emporcalham a Democracia.
 
 Regras da comunidade
Combater a pobreza: mal explicado (1/2)
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
(1/2)
É curioso como a possibilidade de se comentar muda a atenção que devotamos a um artigo. Li este texto no Expresso e "despachei-o" como um conjunto de generalidades bem intencionadas com as quais genericamente concordo. Li-o hoje sabendo que o poderia comentar, e de repente encontro-o cheio de incoerências e ideias mal explicadas. Peço perdão pela minhas palavras duras, Henrique, mas trata-se da terceira página do Expresso, se queremos atacar os problemas do país é preciso muito mais.

Por exemplo, começa-se por chamar a atenção para a emigração que continua intensa. Aos Portugueses que partem faltaria emprego ou oportunidades. Mas depois pede-se "O fim da protecção cega ao emprego de modo a permitir que quem não o tem a ele aceda". Isto é incoerente senão for bem explicado. Já antes se tinha sugerido que "o governo deveria, pois, dar prioridade não apenas ao emprego, mas ao apoio às famílias e à mobilidade no emprego, para não continuar apenas a subsidiar quase indiscriminadamente quem recorre ao Estado."... isto bate certo? Critica-se a persistência da subsidiaridade do estado mas depois sugere-se a necessidade de novas formas de apoio que o mesmo teria que prestar? E antes começou-se por dizer que os Portugueses partem por não ter emprego, mas depois diz-se implicitamente que o estado não se devia preocupar tanto com ele como faz. Estou confuso, o emprego é ou não é uma solução? Não é ele que nos torna autónomos e livres da necessidade de subsídios de apoio?
 
 Regras da comunidade
Combater a pobreza: mal explicado (2/2)
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 12:24 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
(2/2)
E no fim, esta pequena pérola, "a prevenção "..." das famílias monoparentais, que são hoje"..."das principais causas de pobreza". Omiti a parte da gravidez nas adolescência (quando não desejada) porque esta é consensual, mas o que é que se pretende com a segunda? As famílias monoparentais decorrem de opções pessoais de quem são os pais. Tem a haver com a evolução dos afectos entre pessoas, onde o Estado não pode nem tem nada a haver, logo como é que este pode fazer a prevenção das mesmas? Uma forma que certamente diminuiria a dimensão dos problemas apresentados seria adoptar uma lei de aborto ainda mais liberal, como a do Canadá (livre durante os 9 meses), é isso que se está a propor?

A impressão com que fico é que se está a propor receitas de uma agenda, não uma escondida mas de uma que se acredita enformar uma sociedade global melhor. Depois apresenta-se problemas facilmente reconhecíveis da realidade e emparelha-se estes com medidas a tomar da agenda... se a sociedade descrita por aquela "funciona", então as suas medidas e soluções, também devem resolver os problemas, não? Digo isto à cautela porque não sei se HM já não descreveu e explicou esta agenda noutras crónicas. O que eu sei é que esta crónica, para dar o benefício de dúvida, está muito mal explicada!
 
 Regras da comunidade
    Re: Combater a pobreza: mal explicado (2/2)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater a pobreza: mal explicado (2/2)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater a pobreza: mal explicado (2/2)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater a pobreza: mal explicado (2/2)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (1/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:37 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (2/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (3/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:43 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:50 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 0:42 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:23 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 0:26 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 0:23 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:22 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:59 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:24 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 0:08 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
samueldavid (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 22:50 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... Economia ciência (1 de 2)    Ver comentário
samueldavid (seguir utilizador), 1 ponto , 0:21 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... Economia ciência (2 de 2)    Ver comentário
samueldavid (seguir utilizador), 1 ponto , 0:28 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... Economia ciência info. adicional    Ver comentário
samueldavid (seguir utilizador), 1 ponto , 0:33 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... Economia ciência info. adicional    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:49 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 1/2)    Ver comentário
Venusiano (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 2/2)    Ver comentário
Venusiano (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 2/2)    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 13:46 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 2/2)    Ver comentário
Venusiano (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 2/2)    Ver comentário
rolando stockler (seguir utilizador), 1 ponto , 15:34 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... (Parte 2/2)    Ver comentário
regarding (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
    Re: Combater... discussão dos 3 pontos (4/4)    Ver comentário
maria odete madeira (seguir utilizador), 1 ponto , 0:27 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
VIDEO XENÓFOBO DE MAITE PROENÇA CONTRA PORTUGAL
Hans Landa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:42 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
mandem um mail ao consulado do brasil a exigir um pedido de desculpas publico...VIVA PORTUGAL!!!

http://www.youtube.com/wa...
 
 Regras da comunidade
É inevitável
ora-ai-vai (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Que se comente a intervenção do Jornalista ontem na televisão.

Assim e em directo é mais dificil a coerencia, o Sr Jornalista JMF, emperrou completamente com o caso e os restantes patinavam a torto e a direito.

O que não compreendo nas posições do HM é que todas as criticas que aponta ao DN (Fonte, Timing, Conteudo), são ainda mais aplicáveis ao Publico e quanto a isso nada!
 
 Regras da comunidade
    Re: É inevitável    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:18 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
    Re: É inevitável    Ver comentário
ora-ai-vai (seguir utilizador), 1 ponto , 14:33 | Segunda feira, 19 de outubro de 2009
INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA
J.B.DLEGS (seguir utilizador), 1 ponto , 15:24 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Sem a "inversão do ónus da prova" para os crimes de Corrupção, Tráfico de Influências e Enriquecimento Ilícito (pelo menos estes três) nada mudará em Portugal.
Os mais altos magistrados vêm pedindo há anos aos legisladores e aos governos para que tal seja estatuído, mas tanto a Assembleia da República como o Governo têm decidido...não decidir.
Têm agora o menino nos braços, mais de metade da liquidez do país no exterior de um PAÍS FALIDO.
Se nada mudar ao nível da Justiça, o 'medo de existir' em que vivemos passará a coexistir com outro: o 'medo de investir'.
É nisto que consiste a essência do problema de Portugal há, pelo menos, duas décadas: na IMPUNIDADE que continua a ganhar/comprar "Eleições" !!!
Ou Lisboa e os Centralistas instalados em todos os "Partidos" (encenados) percebem isto e arrepiam caminho ou acordarão um dia destes para esta Verdade/Realidade da pior forma !
Nas eleições de 2009 os Portugueses votaram no ordenadinho ao fim do mês, na pensão e no subsídio.
O que acontecerá quando faltar um destes 3 rendimentos (ou todos de uma vez)?
José Sócrates Pinto de Sousa tem agora talvez a sua última oportunidade política de demonstrar a sua inocência financeira (que a formal está demonstrada). Até porque defendeu no XVI Congresso do PS que «o papel do PS é também ajudar a que a Europa se bata por uma regulação mais forte, uma globalização mais justa e pela eliminação dos off shores».
Quem não deve não teme.
Até lá, Portugal continua adiado... ...
 
 Regras da comunidade
    Re: INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA    Ver comentário
ora-ai-vai (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Portugal rico não precisa dos seus emigrantes
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
A Emigração abre orizontes as pessoas.

Pior é Portugal não receber de volta os seus emigrantes que la fora foram aprender o que podia ser muito util a portugal.

Países como portugal, italia, espanha, irlanda, nunca ativeram e nunca vão emprego suficiente para as suas populações. a emigração faz parte da sua historia e assim vai continuar.

Os netos dos velhos das aldeias portuguesas estão no estrangeiro em massa. quem lucra são os países de acolhimento.

As poupanças dos emigrantes já nem isso portugal cativa.

Um governo arrogante e imcompetente e ignorante quem assim despreza os filhos da nação a criar riqueza la fora.

Socrtes e Teixeira dos Santos vem os emigrantes como uma despeza a menos e não como uma fonte de receitas para a economia.

Nos anos 70 e 80 Portugal foi salvo pelas receitas dos emigrates.

No seculo 21 o Terreiro do Paço não tem uma politica emigratoria, mas sim quase uma politica de expulsão.

 
 Regras da comunidade
    Re: Portugal rico não precisa dos seus emigrantes    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Segunda feira, 9 de novembro de 2009
E se o Dr. Henrique Monteiro...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
... se desse ao trabalho de colher mais informações sobre a nossa emigração?

Já reparaou que poucas são as lojas onde não se pedem funcionários? Quem responde? Brasileiros e afins. Os portugueses não querem. A emigração de Portugal, salvo as devidas excepção, não é de mão de obra especializada... é tal como nos anos 60.

Quem faz os trabalhos que os portugueses não querem? Despejar lixo, lavar ruas, trabalhar nas obras, mulher-a-dias... e porque não considerar os muitos médicos vindos do leste que estão já a exercer nos hospitais portugueses?

É tão simples lançar uma "bocas"... até eu sou capaz de o fazer, não não sou é director de nenhum semanário dito de referência.
 
 Regras da comunidade
    Re: E se o Dr. Henrique Monteiro...    Ver comentário
antespelocontrario (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Quarta feira, 14 de outubro de 2009
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Salvar a Europa
0:00 Sábado, 19 de maio de 2012,
Ok! vamos lá crescer
0:00 Sábado, 12 de maio de 2012,
Lições do Pingo Doce
0:00 Sábado, 5 de maio de 2012,
O PBX e o 25 de abril
0:00 Sábado, 28 de abril de 2012,
Elefantes e galinhas
0:00 Sábado, 21 de abril de 2012, 3
A propósito de um falso desmentido de Sócrates
13:42 Quarta feira, 31 de março de 2010, 124
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB