18 de abril de 2014 às 20:05
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Colin Firth em campanha para salvar índios brasileiros

ONG Survival International inicia quarta-feira uma campanha contra o "genocídio" da tribo amazónica Awá-Guajá, considerada a mais ameaçada do mundo. Ator britânico Colin Firth dá a cara pela causa.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)
Ator britânico de "O Discurso do Rei" abraça a causa dos índios Awá Getty Images Ator britânico de "O Discurso do Rei" abraça a causa dos índios Awá

Colin Firth, o protagonista do filme "O Discurso do Rei" distinguido com um Óscar, é a cara da campanha da ONG Survival International para acabar com o massacre dos Awá-Guajá, tribo da floresta amazónica que já só conta com 355 indígenas, e é uma das poucas que restam no Brasil.

Segundo a ONG, que na quarta-feira inicia a campanha, se não se fizer nada, os Awá-Guajá poderão desaparecer devido ao desmatamento e à chegada dos tratadores de gado e madeireiros.

Os índios, que dependem da floresta para sobreviver, estão confinados a espaços cada vez mais restritos, sendo alvo destes invasores, que abrem estradas na floresta e caçam os animais, expondo os índios a fome, doenças e violência.


Grandes fazendas de gado ocupam extensões consideráveis do território dos Awá e já destruíram grande parte da floresta.

Além da destruição da floresta amazónica, os madeireiros, tratadores de gado e colonos são acusados, pela ONG, de "genocídio". A Survival International aponta também para o "completo fracasso das autoridades brasileiras" na proteção dos índios.

Colion Firth quer medidas das autoridades brasileiras


Num vídeo a ser difundido quarta-feira, Colin Firth exigirá ao Governo brasileiro a adoção de medidas urgentes para salvar os Awá-Guajá. O ator - que ganhou fama na série de televisão Orgulho e Preconceito, no papel de Mr. Darcy, em 1995,- pedirá ao ministro da Justiça para enviar polícias para o Estado do Maranhão - onde vivem os índios - a fim de expulsar os invasores.

Uma parte da comunidade Awá (60 ou 100 indígenas) nunca teve qualquer contato com a civilização. Os efeitos da convivência com os colonos, pecuaristas e madeireiros  podem ser "devastadores".

A região da floresta habitada pela tribo Awá habita foi a mais devastada pelo desmatamento em 2009. A Survival estima que 31% da sua superfície já não tem árvores. A queima de árvores para extração da madeira gerou uma escassez de alimentos. "Não há animais para caçar, e os meus filhos têm fome", disse Pire'i Ma'a, um membro dessa tribo contactado pela ONG.

"Passa-se uma tragédia diante dos nossos olhos devido ao completo fracasso das autoridades brasileiras",  disse Stephen Corry, diretor da Survival International, acrescentando que é urgente o Brasil aumentar os esforços para combater as atividades ilegais nos territórios dos Awá, assim como dar mais condições a FUNAI- Fundação Nacional do Índio, órgão estatal que desenvolve a política indigenista no Brasil.

"O tempo é crucial. O momento de fazer alguma coisa é agora (...). E nós temos responsabilidade moral sobre o que está a acontecer. Dinheiro da UE e do Banco Mundial financiaram projetos no Brasil que têm expulsado os Awás das suas terras e construído infraestruturas de acesso para os invasores", diz um comunicado da Survival International.

Na década de 1970, enormes depósitos de minério de ferro foram descobertos na região. A descoberta levou à criação do Programa Grande Carajás, um projeto de desenvolvimento financiado pela União Européia e pelo Banco Mundial, que incluiu a construção de uma mina e de uma ferrovia. Desde então, os Awá e outros povos indígenas viram suas terras abertas para invasões sem precedentes.

 




Comentários 15 Comentar
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A bem da verdade,
a questão indígena no Brasil e as florestas, têm na especulação o maior interesse. Muitas e muitas ONGs são o que consideramos arapucas, armadas por interesses que violam fronteiras e, para o grande público e imprensa, uma encenação geralmente pálida e destituída de fraternidade. Ou, no caso de artistas, pura promoção pessoal pela pretensa benemerência. Nem sei o que é pior. Na América, como um todo, temos consciência de que aconteceu o maior genocídio planejado pelo homem e, os que restaram, não têm garantido coisa alguma. Francamente, eles serão dizimados, vencidos pelo novo habitante vindo de diferentes partes do mundo. O local habitado, por exemplo, pela tribo denominada Montauk (que é uma federação de tribos), nos EUA, é hoje uma área de propriedade do governo dos EUA. E, a tribo Montauk ainda existe, mas legalmente - por uma decisão da Suprema Corte - não há mais índios Montauk. Deste modo, o domínio e a posse daquelas terras, pertencem ao Tio Sam. Certamente que o índio não é bem visto, quer aqui, nos EUA ou no resto do mundo, mas serve de fachada para a piedade, ou mesmo para forçar decisões que favoreçam bons negócios. A hipocrisia dita as normas e muita gente vai na crista da onda, sem saber exatamente o que está fazendo ou defendendo. Também gostaria de que os índios tivessem melhores condições, mas a verdade é que o sistema pouco liga para isso e, como branco, não sou a maior autoridade para defender essa bandeira. Rio Grande
Re: A bem da verdade, Ver comentário
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Caro Rio Grande Ver comentário
Re: Caro Rio Grande Ver comentário
O MENTIROSO ACTOR
O Mentiroso actor quer levar consigo todo o fingimento da sua cultura de rapina e extermínio e pregar moral como um hipócrita.

  Está o boneco falso-moralista bem a borrifar-se para a cultura ameaçada dos "índios" brasileiros ! Tantos "índios" a sua cultura anglo-saxónica já devastou... Acordou, nasceu agora o idiota?

 
Re: O MENTIROSO ACTOR Ver comentário
Colin Firth en campaña para salvar indios brasileñ
Es todo un tema la situación de los indígenas en la selva amazónica de Brasil. Es muy triste ver que se les restringe cada vez más la zonas donde vivir ante el avance de intereses económicos de otros grupos sociales, llámense estancieros, inversionistas extranjeros, et, etc.
A diario se asiste por la TV enfrentamierntos entre grupos de ambos bandos, cada vez con más violencia.
  No debe ser tarea fácil para el gobierno resolver estos viejos diferendos, pero sí se advierte que sigue pasando el tiempo y el pueblo indígena está en su gran mayoría aislado y sin acceder a derechos fundamentales.
Re: Colin Firth en campaña para salvar indios bras Ver comentário
Re: Colin Firth em campanha para salvar índios br
É preciso campanhas para salvar índios e florestas no Brasil?
Mas quem é que governa o Brasil?
Ele representa biopiratas travestidos de ONG's
O biltre, na verdade, representa países estrangeiros interessados em fazer biopirataria na floresta amazônica, isso é pano de fundo para tentar internacionaliza-la.
Os chamados 'indios' vivem à beber alcool o dia inteiro, são considerados incapacitados para os atos da vida civil, e se aproveitam dessa condição.
O índios são, em sua maioria, violentos, e aqui o biltre não disse as invasões feitas pelos índios em terras agricultáveis no sul do estado da Bahia.
Como já disseram, pq não vai nos EUA ou na Austrália defender os aborígenes de lá, pq lá eles não tem interesse em fazer biopirataria.
São ladrões de riquezas minerais e da flora que esse paspalho vem defender, tentando agredir a Soberania Brasileira, tentando desestabilizar o Estado Brasileiro.
Mais um idiota à serviço de países estrangeiros interessados em fazer BIOPIRATARIA na AMAZONIA BRASILEIRA.
Re: Ele representa biopiratas travestidos de ONG's Ver comentário
Desmontado as mentiras dos BIOPIRATAS
Belo Monte
Norte Energia diz que 60% da área da obra já estava desmatada.
Greenpeace publicou fotos mostrando impacto da construção no Rio Xingu.
Do Globo Natureza, em São Paulo

A Norte Energia, empresa responsável pela construção e futura operação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, divulgou nesta sexta-feira (27) imagens das obras do empreendimento realizadas na região de Altamira.
A ação é uma resposta à organização ambiental Greenpeace, que distribuiu nesta quinta-feira (26) fotos aéreas que mostram o impacto da construção na região. As fotos divulgadas pela empresa foram feitas entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012. Já os dois sobrevoos do Greenpeace foram realizados em janeiro e em abril de 2012.
A empresa afirma que parte da área que abrigará o complexo hidrelétrico já estava desmatada antes mesmo do início da instalação dos canteiros e das barragens, em 2011 e 2012, respectivamente.
As imagens do consórcio mostram áreas de pastagem e fazendas próximas à região denominada “Volta Grande do Xingu” que, segundo a Norte Energia, foram adquiridas pela empresa após já terem sido "antropizadas" (quando a vegetação nativa foi removida para dar lugar a atividades agrícolas). A Norte Energia diz que 60% da área ocupada por Belo Monte

g1.globo.com/natureza/noticia/2012/04/em-resposta-ong-consorcio-divulga-fotos-de-ob ras-de-belo-monte.html
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