18 de abril de 2014 às 18:17
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Colégios apoiados pelo Estado têm custo médio inferior ao público

Uma turma do ensino básico custa menos numa escola pública do que numa privada com contrato de associação. No secundário é o contrário
Isabel Leiria (www.expresso.pt)

Em média, e entrando em linha de conta com os cortes salariais anunciados e as alterações curriculares para este ano letivo, uma turma numa escola pública custará ao Estado 86.333 euros, em 2013, cerca de mil euros a mais do que nos colégios com contrato de associação. É este o valor apurado pelo grupo de trabalho nomeado em janeiro pelo Ministério da Educação e Ciência e que hoje apresentou as suas conclusões.

Os números devem servir de referência para as verbas que são pagas anualmente a colégios privados que cobrem a falta de vagas na rede pública e que, por esse motivo, aceitam todos os alunos, sem cobrar propinas.

A estes 93 estabelecimentos de ensino que têm os chamados contratos de associação, o Estado está a pagar 85.288 euros por turma, o que representa, em termos médios, menos mil euros do que o custo estimado para uma escola pública.

Mas as contas não são assim tão simples de fazer, alerta o próprio grupo de trabalho, liderado por Pedro Roseta. No ensino básico, o custo de uma turma numa escola pública é inferior em cerca de 10 mil euros ao valor transferido pelo Estado para as privadas com contrato de associação.

A equipa não encontrou estudos anteriores que justifiquem os valores que têm sido praticados para o financiamento destes colégios - e que chegaram a ser superiores a 100 mil euros por turma - nem existe uma "contabilidade analítica" instituída em cada escola. Além disso, o nível de ensino, o tipo de curso (regular ou vocacional), ou a própria região onde se insere a escola influenciam os valores finais.

Por exemplo, uma turma do ensino básico custa bastante menos do que uma do secundário: pouco mais de 70 mil euros no primeiro caso e perto de 89 mil euros no segundo. E uma turma do ensino vocacional fica mais cara ao Estado do que uma do ensino regular.

Outra das conclusões que fica visível no estudo prende-se com o impacto que os cortes salariais na função pública e a retirada dos subsídios (de Natal e de férias em 2012 e apenas um em 2013) tiveram no custo por turma. De igual forma, também a revisão curricular aprovada por Nuno Crato, e que entrou em vigor este ano letivo baixou substancialmente os custos. Houve uma diminuição da necessidade de professores e são os salários dos docentes que acabam por constituir o grosso das despesas, representando cerca de 85% do custo total do ensino.

Para estes cálculos não foram contabilizadas despesas de investimento, nomeadamente com as obras da Parque Escolar e o Plano Tecnológico da Educação. E as contas só entram em linha de conta com as escolas do continente e excluem-se os territórios educativos de intervenção prioritária (que recebem mais recursos) e as escolas com 1º ciclo.

Custos desnecessários


O grupo de trabalho chama ainda atenção para duas conclusões: "o custo elevado do ensino na região Centro" e o tamanho "relativamente reduzido das turmas". Em média, uma turma do ensino básico é composta por 22 alunos e uma do secundário por 21. Ou seja, dizem os autores do estudo, estes factos "indiciam que poderá haver um problema na conceção da rede de escolas, que poderá eventualmente estar a encarecer desnecessariamente o custo com o ensino em Portugal".

O estudo agora apresentado resultado de um compromisso pela tutela junto das associações que representam os colégios com contratos de associação, que têm alegado que o ensino nestes estabelecimentos sai mais barato ao Estado. Cerca de 50 mil alunos frequentam estas 93 escolas privadas que, por receberem financiamento público, têm de aceitar todos os jovens e não podem cobrar propinas.

Comentários 82 Comentar
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Abram os olhos aos dinheiros gastos.
Há falta de disciplina nas escolas e os professores do oficial, a maioria, anda lá para encher balões porque não tem mais nada que fazer, para além de faltarem muito.
Re: Abram os olhos aos dinheiros gastos. Ver comentário
Mitos
Lá se vai mais um mito, tão caro à designada esquerda. É possível contratar privados para prestar serviço público a melhor preço. Há que preservar a qualidade......aí é que pode estar a diferença...
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Como é que emagrece o estado? Ver comentário
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É exactamente o contrário Ver comentário
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Lavagem ao cérebro.Não se deive tentar... Ver comentário
Re: Lavagem ao cérebro.Não se deive tentar... Ver comentário
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Privada 'explora' o povo, muito menos que o Estado
Isso só é possível porque o desperdício e maus resultados da Escola Pública são reais e bem conhecidos por quem por lá anda.

E ainda falam que a privada é exploradora!

Afinal quem explora o zé povinho?
Re: Privada 'explora' o povo, muito menos que o Es Ver comentário
Re: Privada 'explora' o povo, muito menos que o Es Ver comentário
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E porque será que a Isabel Leiria não colocou
no titulo da noticia assim: "O ensino básico tem custo inferior ao privado"?...Faz-me elembrar os ministros que no passado e no presente privatizam tudo e depois são compensados com grandes tachos nessas grandes empresas, que a DECO acaba de contestar....
E o valor que os pais pagam?
Até parece que não tem importância mas o Estado paga o que paga. Mesmo que no público pague um pouco mais na realidade o custo é inferior pois os pais não pagam mais nada. No privado o custo é suportado pelos pais e pelo Estado que como é óbvio não sustenta o colégio sendo a maior parte para pelos encarregados de educação.
Senhores jornalistas: Informem!
Re: E o valor que os pais pagam? Ver comentário
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?????
..."estas 93 escolas privadas que, por receberem financiamento público, têm de aceitar todos os jovens e não podem cobrar propinas.
Ahahaahah.
Que espécie de imbecilidade é esta?
Nem as escolas ditas públicas aceitam todos os alunos. As melhor classificadas nos rankings como têm muitas solicitações já estão a seleccionar alunos quanto mais estas.
E com a cereja no topo que é não cobrarem propinas! São só mesmo para a creme de la creme da cunha.
Têm as vantagens das privadas e são de borla como as públicas. O melhor de dois mundos.
Aceitam mesmo todos os jovens!!!???
É assim que se enganam os tolos e temos um país de faz de conta.
Re: ????? Ver comentário
Vamos la ver ensino privado
Tem logica que tenha menos custo para o governo que o publico.

Aos os contribuintes vão andar a subsidiar uma escola privada a 100%?

Estas nem apoios deviam receber do estado, como máximo o estado comparticipava o ensino de algum aluno que não possa frequentar o ensino publico.
Re: Vamos la ver ensino privado Ver comentário
Escolas privadas
Não me parece bem, como contribuinte e eleitor, que se ajude a pagar, de alguma forma, a frequência de colégios privados. Numa altura em que a rede publica cobre todo o território nacional ( ao contrário da época em que só havia liceus nas capitais de distrito) quem quer usar o serviço publico usa as escolas publicas, ponto final. Quem não gosta do ensino publico (e note-se que os senhores professores são todos formados nas mesmas universidades e penso que os senhores professores do privado não vem da Sorbonne nem de Oxford) usa o privado. O que não devia acontecer é contribuintes que não têm filhos no privado porque não podem ... ajudem a pagar as regalias dos colégios privados. Quem tem lá os filhos porque quer e não porque seja necessário!!!!! Liberdade de escolha , sim, mas não com a contribuição de eleitores contribuintes que mal ganham para comer. Quem quer escolas privadas, é livre, mas que pague do seu bolso.
Re: Escolas privadas Ver comentário
Privatizem a estupidez, não a educação
Aviso já que não pago a formação de mais um Relvas! Questão: se o privado é financiado pelo público será "privado"?
Re: Privatizem a estupidez, não a educação Ver comentário
Re: Privatizem a estupidez, não a educação Ver comentário
Re: Privatizem a estupidez, não a educação Ver comentário
Re: Privatizem a estupidez, não a educação Ver comentário
Re: Privatizem a estupidez, não a educação Ver comentário
Faltam alguns factos
Esta notícia não explica alguns aspectos relevantes e que influenciam o custo final:
1 - as turmas no privado tem um maior numero de alunos, e muitas vezes ultrapassam o número legal previsto;
2 - o ensino privado emprega muitos professores contratados que recebem menos;
3 - os professores no privado recebem menos e trabalham mais horas que os os professores da mesma categoria do ensino publico ;
4 - as condições das instalações escolares são normalmente inferiores às do público;
5 - a qualidade do ensino é na maioria das situações inferior à do ensino público.
Entendo que estes aspectos devem ser tidos em conta para uma comparação equitativa na comparação de custos.
 
ESQUECEU O MAIS IMPORTANTE,DESCULPE... Ver comentário
QUE BURRICE...BASTA PENSAR...
...POIS SE NUMA TURMA DE 30 ALUNOS,20 PAGAM 200 EUROS/MES (CASO ECONÓMICO),10 ALUNOS SUBSIDIADOS FICARÃO MAIS BARATOS AO ESTADO...E SE O ESTADO TIVER QUE SUBSIDIAR OS 30 ALUNOS ? O CUSTO DISPARA PARA O TRIPLO DO QUE O ESTADO HOJE PAGA...É PRECISO UM DESENHO ?
MAS O POVO GOSTA DE OUVIR SEM PENSAR...
JÁ AGORA, SE GOSTAM DO EXEMPLO ALEMÃO...BASTA SEGUI-LO...

Re: Colégios apoiados pelo Estado têm custo médio
Enfim: lança-se para o espaço mediático mais uma conclusão tão do agrado da direita baixa.

Saber, e explicar, de que bases, de que fundamentos e de que circunstâncias resulta uma tal conclusão é que nada de nada.
Opaisquetemos
EMIGRAÇÃO DE JOVENS AMEAÇA FUTURO DO PAÍS. E O ABANDONO DOS JOVENS QUE FICAM? LER: opaisquetemos.wordpress.com
privados mais baratos
Não me admira. Basta ter um " patrão" para tudo ser diferente.
E na saúde não será o mesmo? Conheço hospitais que funcionam como centros de emprego. Desde administrativos a administradores da " treta"... e depois vem os resultados, quantos morrem como consequencia do internamento?
O Título é enganador
O Estado pagou 85.200 euros por cada turma com contrato no ensino privado. No público, o custo divulgado no estudo feito a pedido do MEC e das associações de escolas privadas projecta um custo a rodar os 70.000 euros para o Ensino Básico. E o título diz que o ensino é mais caro no público. Se pensamos que o dinheiro justifica tudo, então o lógico é só fazer contratos com escolas privadas para ensino secundário. Se o próprio estudo que eles encomendaram diz que o básico é mais barato no público e quando todos sabemos que há MUITAS mais escolas básicas do que secundárias em Portugal não percebo, sinceramente, a lógica deste título. Há mais escolas básicas do que secundárias e há uma diferença de mais de 15 mil e duzentos!!! euros entre escolas básicas públicas (mais baratas) e escolas básicas com contrato e o título diz que as escolas públicas são mais caras?
Onde há uma diferença é entre turmas do secundário em que o público sai mais caro do que o privado (Escolas com contrato 85.200 euros e escolas públicas 89 mil euros). No entanto, os autores do estudo afirmam que não tomaram em consideração uma variável importantes como o facto de as escolas secundárias serem obrigadas a terem turmas de ensino profissional, o que as torna mais caras. Quantas escolas com contrato é que têm ensino profissionalizado e quantas turmas têm? Seria interessante perceber isso de forma a percebermos que serviço realmente prestam a sescolas com contratos. Em nome da clareza que se pretende...
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