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Coisas que a razão não alcança

Henrique Monteiro
8:00 Segunda feira, 23 de março de 2009

Confesso que não sou extraordinariamente dotado para entender as subtilezas da nossa Educação. Mas, por mais que me esforce, não entendo por que razão há ciganos à parte e deficientes integrados.

Há uns meses visitei duas escolas. Fui com o dr. José Silva Lopes, entusiasta e impulsionador de um prémio do Montepio, banco a que então presidia, para os estabelecimentos de ensino que mais progrediram nos rankings.

Numa delas deparámos com uma menina com síndroma de Down (trissomia 21), sentada numa cadeira do átrio. Perante o espanto que manifestámos ao saber que frequentava o 2º Ciclo, foi-nos dito que ela pouco mais dizia do que mamã e papá, era muito meiga, mas não conseguia, claro, acompanhar os colegas.

Os professores que nos deram estas informações lamentavam as modificações introduzidas no ensino especial e concordaram com a opinião de Silva Lopes (que partilho inteiramente): a integração das crianças com deficiência no ensino normal, em nome de uma falsa igualdade, acaba por ser prejudicial para essas crianças e para os seus colegas. Além de se tornar um pesadelo para professores que nem sempre estão preparados para ensinar crianças com necessidades, carências, ritmos, afectos e rotinas muito próprias e que carecem de uma atenção especial e de técnicas específicas para poderem progredir.

Vem isto a propósito de ter ouvido a directora da DREN afirmar que o facto de um conjunto de crianças ciganas ter sido colocada numa turma à parte era uma discriminação positiva.

Digo já que não concordo com a ideia peregrina segundo a qual o conceito de igualdade significa que todos - independentemente do esforço ou dos talentos - tenham de ser tratados de forma igual. Não me impressiona absolutamente nada que crianças estejam em turmas à parte como estratégia para as levar à escola de as fazer progredir.

O que me choca é saber que o princípio de igualdade - que pomposamente se aplica a deficientes - fica esquecido quando se trata de ciganos.

O que me choca é a farsa igualitária que o Ministério da Educação representa (no fundo, para poupar dinheiro com o ensino especial). Se deficientes são integrados em turmas normais, porque estranho motivo se deixam ciganos à parte?

Confesso que só tenho uma resposta: o nosso sistema de ensino, determinado pelas DREN deste mundo, não tem regras de bom senso. Baseia-se numa ideologia tosca, parola e ignorante que não procura - mas prejudica - a excelência no ensino.

Puxa os bons para baixo, e resigna-se com os que não aprendem. Poupa onde não deve, gasta onde não é necessário e acobarda-se com ciganos.

É, em suma, uma tragédia antiga que todos vivemos e que é absolutamente necessário mudar.

Henrique Monteiro

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25 março 2009

A escola da discriminação cigana

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EM PORTUGAL... é sempre em frente
odisseia na terra (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 14:00 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Eis um assunto muito complicado e de quase impossível resolução… qualquer analise não está livre de suscitar acaloradas criticas.

O sistema de ensino em Portugal está moribundo e sem cura á vista… para além de currículos notoriamente desajustados da actualidade e do mercado muito de mal se tem feito pelo ensino publico do país… fecharam-se escolas, concentraram-se alunos noutras geralmente localizadas em centros urbanos ou suas periferias, os equipamentos escolares ou estão obsoletos ou quase podres, as condições de ensino são na generalidade más, os professores são muitos mas o ensino não é eficiente, desconhecesse a qualidade do professorado, os professores perderam a autoridade fruto das balelas esquerdistas de um modelo de ensino mais teórico que pratico, relativizou-se a cultura do esforço e da disciplina, desvirtuou-se de forma radical o papel da escola seja ela inicial, média ou superior.

Vivemos num país em que o ensino deixou de o ser … já quase ninguém vai á escola para aprender mas sim para poder dizer que por lá esteve.

Todos sabemos que aprender não é fácil e que ensinar muito menos.

Os políticos do poder, sejam eles disto ou daquilo, fizeram do ensino um tubo de ensaio para a experimentação das mais mirabolantes teses… vamos crescer em harmonia, dizem uns, vamos socializar o ensino, dizem outros… tudo sempre feito em continuo prejuízo dos alunos e seus respectivos pais.

O que se fez se está a fazer ao ensino especial é uma asneira imensa… é condenar estes alunos a uma futura exclusão social… só está num ensino especial que é especial por alguma razão. O Estado mais do que ninguém devia ter cuidada sensibilidade para estes alunos especiais, mas pelos vistos nem já para isto serve.
Sob princípios puramente economicistas e altamente insensíveis os governantes querem tratar por igual o que é desigual, não hesitando em destruir relações, afectos, processos de aprendizagem em curso e com resultados objectivos á vista de todos.
Com este politica só se safam os que têm recursos e que infelizmente são cada vez menos.

Mas infelizmente em Portugal as coisas são quase sempre assim…em nome de uma pseudo socialização só se cometem injustiças gritantes

Á erosão consciente do ensino a todos os níveis juntaram-se outros problemas nomeadamente os decorrentes da imigração e integração de comunidades problemáticas tipo ciganos.

Não vale a pena falarmos de integração sob um prisma puramente teórico… em teoria todos deviam ser integrados, mas TODOS também sabemos que tal não é bem assim, nem é assim tão fácil. A questão é só uma, para se ser integrado é necessário querer e, a chegada de crianças desta etnia ás escolas públicas deve-se unicamente ao pagamento do Rendimento Social Mínimo… é um princípio que no meu ponto de vista está errado.

A solução do ensino destas etnias é fazer o que se fez por exemplo em algumas escolas da Andaluzia ou seja criar aulas e inclusivamente escolas unicamente para a etnia cigana com currículos profissionalizantes tendo em conta a sua cultura. Medidas deste tipo não são sectárias nem visam ostracizar ninguém…visam sim possibilitar o degrau para a integral integração, assim se queira.

Já chega de estragar o que estava bem feito…perante a lei e o Estado somos todos iguais mas todos, como pais, sabemos que a vida é um duro campeonato e que nos compete preparara os nosso filhos para a competição da vida e que é na escola que este começa

Tratar igual o que é igual e, encontrar as melhores soluções para o que não é igual devia ser a missão dos nossos governantes que pelos vistos nada aprenderam, nada aprendem e só prejudicam os imensos filhos deste Portugal que gostavam de aprender… sejam eles brancos, pretos ou ás riscas.
 
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    Re: EM PORTUGAL... é sempre em frente    Ver comentário
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 19:56 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Caro Henrique Monteiro.
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 9:35 | Segunda feira, 23 de março de 2009
A ânsia frenética de cobrir o monstro subjugou a razão e o avanço do desenvolvimento, mesmo na educação, onde devia haver mais investimento.

Sendo o caso dos ciganos uma falsa questão, trouxe, no entanto, como prova o seu artigo, à discussão outras vertentes da falência do modelo.

O mais caricato em todo este processo, é o facto de dispormos de professores capazes de sustentar uma rede de ensino especial de grande nível.

Outro caso paradigmático da via economicista na política de ensino, é rede estabelecida na emigração. Só em França o número de professores passou de 750 para 110, havendo no entanto, mais alunos a querer aprender português. Mais ainda, sendo o ensino no estrangeiro assente na aprendizagem de Língua e Cultura portuguesas e História, também para França, foi nomeada uma Coordenadora formada em matemática e um adjunto formado em educação física.

O alcance da tal descriminação positiva assenta numa visão uniforme do ensino. Deixa alunos pelo caminho e corta as pernas aqueles que poderiam ir à frente.

São muitas as injustiças silenciadas. São demasiadas as situações de desleixo pela dignidade e direitos das crianças. São inúmeros os mecanismos que sufocam a ira dos pais. A sociedade, amorfa, mergulhada no seu egoísmo, olha para o lado até que o infortúnio lhe bata à porta.

A razão meu caro HM, alcança sempre, sobretudo a verdade.

Este seu artigo pode ser o começo.

Espero bem que sim...!!!
 
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    Re: Caro Henrique Monteiro.    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 0 pontos , 17:58 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Caro Henrique Monteiro.    Ver comentário
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos , 18:53 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Caro Henrique Monteiro.    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 18:57 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: Caro Henrique Monteiro.    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 22:41 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Analfabetos e iletrados!
Mamaevovo (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:57 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Estou completamente de acordo com a sua opinião.
Em relação às crianças ciganas e sua integração, vi ontem na televisão que existem mais de 60 pessoas de etnia cigana a quem foram ministrados cursos especiais de mediadores, que estão no desemprego.
Não seria uma boa política dar emprego a essas pessoas?
Melhor que ninguém, sabem os caminhos que devem ser percorridos para integrar essas crianças. Para que a integração dos ciganos seja uma realidade não basta "obrigá-las" a frequentar o ensino, é necessário que comecem nos bancos da escola a serem REALMENTE integrados.
A única coisa que se está a atingir com esta “integração” é obrigar as crianças ciganas a frequentarem o ensino até atingirem o limite de idade e não a concluírem a escolaridade obrigatória com aproveitamento e ainda menos a sentirem-se integradas.
Verdade seja dita, que este governo nem sequer está preocupado com o aproveitamento de todas as crianças, o único objectivo é que as estatísticas indiquem que deixou de haver analfabetos mesmo que todos sejam iletrados!
 
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    Re: Analfabetos e iletrados!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 1:41 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: Analfabetos e iletrados!    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:21 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: Analfabetos e iletrados!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Sexta feira, 27 de março de 2009
As crianças ciganas não são deficientes
Manuel Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:22 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Acredito em HM quando diz que há muitas coisas que a sua (dele) mente não alcança. Os seus escritos são a maior prova do que agora acaba por reconhecer.

A comparação de deficientes com ciganos é horrível, maldosa, indigna e imoral. Mas feita de forma consciente e racista. Mesmo que disfarçada de moralista indignado.

Eu concordo que todos os deficientes que possam devem ser integrados nas turmas gerais de alunos da sua idade e que deficientes que não possam ser integrados (como era o caso descrito) devem ter um ensino especialmente a si dedicado.

Nada disso vem a propósito da horrível discriminação que crianças portuguesas foram alvo por parte das entidades oficiais, apenas por serem de uma etnia diferente. A comparação só de si é imoral.

HM finge indignação para melhor vender as suas comparações absurdas. A sua mente não alcança mais.
 
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    Re: As crianças ciganas não são deficientes    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    As crianças ciganas não são deficientes    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:09 | Terça feira, 24 de março de 2009
    VocÊ sabe do que fala?    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 0:51 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Sim sei    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:17 | Terça feira, 24 de março de 2009
Já sabemos somar um mais um....
Jazzy_Blues (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:43 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Realmente, na minha opinião, o grande erro do nosso ensino nacional (e não só…) é a falta de senso, conforme indica o texto.
Claro que a integração de crianças ou cidadãos deficientes deve ser implementada mas com bom senso. A igualdade não é uma “fórmula” fechada que funciona nos moldes de uma conta de somar simples e encerrada na sua metodologia.
Parece-me que quando se afirma igualdade para todos é necessário encarar a situação com capacidade analítica e interpretativa.
A igualdade neste caso é a de acesso ao ensino, se a criança é deficiente deve ter a mesma oportunidade ao ensino que uma outra que não o seja, não significando isto que ambas devem estar no mesmo ambiente escolar, mas sim perante o mesmo grau de acesso ao ensino. Mas isto não devia ser básico? Isto não devia ser ponto assente e sem discussão?

Claro que deve haver um ensino “especial”. Claro que este deve ser impulsionado, organizado e estruturado. Isso sim é igualdade! Igualdade no direito ao ensino, independente de se ser deficiente ou não.

A criação de turmas de ciganos nas escolas é uma situação delicada. Faltam saber quais os motivos que levaram a criação das mesmas, se os alunos conseguem ter mais proveito assim e se existe algum tipo de diferenciação no ensino prestado a estes alunos.

Acredito que a causa seja os vários problemas sociais que normalmente estão associados aos ciganos, a divergência cultural e alguns conflitos que possam ter existido. Mas este tipo de situações não existem apenas com alunos ciganos e mesmo que assim fosse temos que ter cuidado ao criar turmas utilizando critérios que são reminiscências da fórmula de criação de guetos (que em tudo são semelhante ao nossos chamados “bairros sociais).

É mais um exemplo da falta de trabalho ou recursos da nossa segurança social, da necessidade de criação de gabinetes de psicologia nas escolas, da necessidade de criação de órgãos de apoio social nas escolas.

É preciso saber que os nossos professores estão completamente desautorizados perante os alunos. Que reina o facilitismo nas nossas escolas, que existe violência praticada por menores (concordo que não tem plena consciência das consequências dos seus actos, mas tal não é motivo para não existirem consequências).

Chegamos a selva… e um dia estas crianças serão adultos, que foram criados sem noção de autoridade, respeito pela individualidade e etiquetados em guetos…

Cumprimentos.
 
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Historieta alegórica
aguafria (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:50 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Já, em tempos, apresentei a minha opinião bastante divergente da de HM em relação à avaliação dos professores.

Hoje, dado o tema do seu trabalho, dedico-lhe esta pequena história cujo autor desconheço.

-----Assunto: reforma antecipada aos trinta e três anos
E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:
- Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu:
- Temos que aprender isso de cor?
André disse:
- Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou:
- Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se:
- Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber:
- Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão:
- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou:
- Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se:
- Há fórmulas? vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou:
- Mas porque é que não nos dás a sebenta e... pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada... ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

                (continua...)
 
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    Re: Historieta alegórica Ei que desarrumação!!!    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Terça feira, 24 de março de 2009
Ir visitar a escola não chega para entender...
setora (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 0:47 | Terça feira, 24 de março de 2009
Se eu tivesse um filho com síndroma de Down acho que gostaria que ele estivesse com as outras crianças. Claro que também gostaria que tivesse ensino especial que o ajudasse na sua autonomia.
Sem ses, gostaria que os meus filhos soubessem viver bem em todas as situações com colegas com síndrome de Down.

Se fosse cigana não gostaria de ver os meus filhos colocados à margem desde o seu primeiro dia na escola. Não gostaria que fossem de imediato rotulados de incapazes de aprendizagens. Gostaria que tivessem oportunidade de aprender, oportunidade igual à dos meninos não ciganos.
Sem ses, gostaria que os meus filhos pudessem aprender a viver em todas as situações com os seus colegas ciganos.

Não vale a pena fazer de conta que não há discriminação. Claro que há e bem negativa.

 
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    Se vossê fosse cigana,    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 1:01 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Se vossê fosse cigana,    Ver comentário
sortudo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Se vossê fosse cigana,    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:42 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Faça e depois fale    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Professores (com P grande)    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 17:08 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Faça e depois fale - Eu cá tento fazer e falo    Ver comentário
setora (seguir utilizador), 1 ponto , 22:25 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Professores dedicados    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Quarta feira, 25 de março de 2009
    Re: Faça e depois fale - Eu cá tento fazer e falo    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 8:38 | Domingo, 29 de março de 2009
    Re: Se vossê fosse cigana - já pensou?    Ver comentário
setora (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Concordo inteiramente    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Ir visitar a escola não chega para entender...    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 1:50 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: Ir visitar a escola não chega para entender...    Ver comentário
setora (seguir utilizador), 1 ponto , 21:15 | Sexta feira, 27 de março de 2009
De crachá ao peito!
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 9:11 | Segunda feira, 23 de março de 2009
Fechado num contentor
pelos cadeados da incoerência,
este “socialismo” é redutor,
vivendo de muita aparência!

Os gregos criaram a tragédia
há milénios já passados,
nós criámos esta comédia
por políticos atrasados!

A comédia é boa para rir
quando ela tem graça,
o mexilhão gosta de se divertir
para espantar a sua desgraça!

O mexilhão de crachá ao peito
contra a educação “socialista”,
justíssimo é o desrespeito
para com uma farsa miserabilista!
 
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    Re: De crachá ao peito!    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 18:48 | Segunda feira, 23 de março de 2009
    Re: De crachá ao peito!    Ver comentário
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 7:55 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: De crachá ao peito!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:03 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: De crachá ao peito!    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:10 | Sexta feira, 27 de março de 2009
De crachá ao peito! (2.ª Parte)
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:08 | Segunda feira, 23 de março de 2009
A farsa na educação
roça quase a dramaturgia,
a política desta (des)governação
é feita de muita demagogia.

De boas peças teatrais
o mexilhão é apreciador,
de bons princípios ancestrais
este “socialismo” é decapador!
 
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    Re: De crachá ao peito! (2.ª Parte)    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:20 | Sexta feira, 27 de março de 2009
Apoio
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 17:47 | Segunda feira, 23 de março de 2009
"Confesso que só tenho uma resposta: o nosso sistema de ensino, determinado pelas DREN deste mundo, não tem regras de bom senso. Baseia-se numa ideologia tosca, parola e ignorante que não procura - mas prejudica - a excelência no ensino.

Puxa os bons para baixo, e resigna-se com os que não aprendem. Poupa onde não deve, gasta onde não é necessário e acobarda-se com ciganos.

É, em suma, uma tragédia antiga que todos vivemos e que é absolutamente necessário mudar."

                                          x x x

Já, algumas vezes, expressei a dissonância em relação a opiniões do comentarista - senhor Director Henrique Monteiro.

Hoje apoio.
Concordo com o que diz.
Ainda bem que foi à escola.
Viu lá.
Não escreveu "ex cathredra".
A experiência "ainda" é mestra de "muitas coisas".

 
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Historieta alegórica
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Segunda feira, 23 de março de 2009


.......
Um dos fariseus presentes, que nunca tinha estado diante de uma multidão, nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

* Onde está a tua planificação?
* Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
* E a avaliação diagnóstica?
* E a avaliação institucional?
* Quais são as tuas expectativas de sucesso?
* Tens para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
* Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
* Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
* Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
* E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
* Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
* Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:

continua....
 
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Historieta alegórica
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 19:55 | Segunda feira, 23 de março de 2009

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:
* Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado, em devido tempo, pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.

... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

 
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    Re: Historieta alegórica    Ver comentário
sortudo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Terça feira, 24 de março de 2009
    Re: Historieta alegórica    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:27 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: Historieta alegórica    Ver comentário
sortudo (seguir utilizador), 1 ponto , 4:59 | Sexta feira, 27 de março de 2009
Tang queques e pudim Flan...
Filipe Albuquerque (seguir utilizador), 1 ponto , 4:09 | Quarta feira, 25 de março de 2009

Estamos reduzidos a isto:

Reduzidos a parafusos e a interstícios de relógio sem Horas...invocados à espuma do dia das "entrecoisas" por onde não moramos, resignados com a prevalência da forma sobre o conteúdo, depostos ao domínio deprimente do esforço sobre a capacidade, do simbólico e do mágico sobre o Real...
Tang queques e pudim Flan, àguas com sabor ou compal light...somos todos Tecnologia da Embalagem !

Atentamente>FILIPE DE ALBUQUERQUE
 
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    Re: Tang queques e pudim Flan...    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 2:35 | Sexta feira, 27 de março de 2009
    Re: Tang queques e pudim Flan...    Ver comentário
Filipe Albuquerque (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Domingo, 29 de março de 2009
E o que pensam disto os ciganos?
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Quarta feira, 25 de março de 2009

No caso da menina com trissomia 21, admito que não tenha capacidade para reflectir sobre o que seria melhor para si. Cabe ao estado encontrar a melhor forma de a ensinar e, na medida do possível, fazer com que se sinta feliz na escola.

Mas quanto aos ciganos, alguém lhes perguntou o que é que eles preferem? Alguém se apercebe que eles vivem em comunidades pouco abertas? Será que o ensino não resulta melhor para eles se forem criadas turmas de ciganos?

Haverá maior discriminação do que obrigar pessoas diferentes a serem iguais a nós, seguir as mesmas regras que gostamos de seguir e ter as mesmas aspirações que a maioria tem?

Não devemos esquecer que "a democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros".
 
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    Re: E o que pensam disto os ciganos?    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 9:39 | Domingo, 29 de março de 2009
    Pois, mas o que pensam eles?    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:55 | Segunda feira, 30 de março de 2009
Em que ficamos?
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 19:08 | Quarta feira, 25 de março de 2009
"Eu acho abusiva a extrapolação que o autor faz no seu texto, comparando a 'assimilação' das crianças com deficiências cognitivas, ou outras, e os ciganos (ou 'portugueses vagamente diferenciados' como lhes chamou o imbecil do Mário Crespo).
Eu, de facto, acho que a diferença entre uma criança com a doença de Down e uma criança cigana, não é grande!..."

"Meu caro Henrique Monteiro,
Naturalmente que eu estava a exagerar, com alguma perfidía à mistura, concedo...
Mas também não acho que se possa comparar uma situação e outra. É que uns não podem ser assimilados - os portadores de trissomia, enquanto outros não querem sê-lo. Saberá porque é que os ciganos põem os filhos nas escolas - para receber o Rendimento Minimo que a isso obriga."

Afinal em que ficamos?

É preciso ter paciência, Henrique Monteiro...
 
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