24 de abril de 2014 às 16:39
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Clientes do BPP querem Estado a gerir mega-fundo

Os clientes do BPP pretendem que o Estado assuma a gestão do "mega-fundo", em sintonia com a solução defendida pelo presidente do BPI.
Lusa

O porta-voz dos clientes do BPP, Durval Padrão, disse à Lusa que os clientes apoiam a solução defendida pelo presidente do BPI, Fernando Ulrich, que apontou para a necessidade de ser o Estado a gerir o "mega-fundo".

O presidente executivo do BPI defendeu na terça-feira que o Estado deve comprar os títulos dos clientes do Banco Privado Português (BPP) considerados de retorno absoluto e apelou às autoridades para que resolvam depressa a situação.

"O Estado deve comprar os títulos que estão nas carteiras", disse Fernando Ulrich, salvaguardando que não conhece a qualidade do produtos.

Ainda assim, o presidente do BPI considerou que estes activos "têm grandes probabilidades de serem reembolsados pelo seu valor nominal na data de reembolso".

Assim sendo, frisou, a única entidade com capacidade para esperar pela maturidade dos títulos é o Estado.

"Nós vamos morrer, mas o Estado está cá para sempre. Há clientes do BPP com 80 anos que sabem que o tempo escasseia e querem deixar tudo resolvido o quanto antes", sublinhou Durval Padrão.

"Temos indicação que o Governo tentou na segunda-feira junto dos banqueiros [das maiores instituições financeiras privadas] encontrar uma solução, mas que os bancos privados só estarão disponíveis para fazer a gestão dos nossos títulos se houver um aval estatal a um eventual diferencial de preços na maturidade das aplicações", acrescentou Ruy Ribeiro, um dos clientes mais activos junto da sede do BPP em Lisboa.

"Gostámos de ouvir os grandes nomes da banca portuguesa a distinguirem aquilo que é o problema do banco, do problema dos clientes. Para nós, é totalmente indiferente que o banco sobreviva ou não. Só queremos o nosso dinheiro", frisou Durval Padrão.

"Pessoalmente, não acredito que o BPP vá à falência", finalizou.

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O Estado? Enlouqueceram?
Vejam lá onde é que se vão meter!!! O Estado não dá. Tira. Vejam o que aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos! Vejam lá mas é se conseguem o vosso rico dinheirinho, e de ora em diante, sejam menos gananciosos e invistam os milhares que vos sobram com maior rigor, porque Donas Brancas acabam sempre na falência, inlcuindo as que se disfarçam melhor. O BPP parece ter sido sempre um travesti. Quem apostou e perdeu... tenha agora paciência. Chorar não acorda morto!
Espertalhões
Quando foi para andar a meter a massa a render bem, tudo ia de vento em popa, qual estado qual quê! Agora que deu para o torto querem o carimbo estado?

Amigos, correu mal! É a lei da vida, e a lei de mercado! Quando se tem sementes não se coloca todas no mesmo buraco... quem o faz tem mais colheita!

Agora vão chorar para outra freguesia faxâbôr que para enterrar dinheiro já chega o Constanças e o Freenóquio terem nacionalizado o BPN em cima da perna para encobrir sabe-se lá o quê.
Poupanças
Segundo creio, o Estado responsabilizou-se pelo capital dos depósitos, mas não pelo capital de risco, e os clientes do Banco sabiam de antemão o que queria dizer "capital de risco". Como é que vêm agora exigir ( não é pedir, é exigir !) que o Estado lhes pague também o dinheiro que aplicaram naquele tipo de iinvestimento, que tanto pode dar lucros tipo D. Branca, como deixá-los " a ver navios" , que foi o que aconteceu ?
Se lhes tivesse calhado lucros compensadores, tencionavam dividi-los com o Estado ?
Oxalá que as coisas lhes corram de feição, mas receio bem que muitos se venha a arrepender da "ganância", passe o termo, que os levou a acreditar nas promessas do Banco.
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