Certa vez, numa rota 66 deste santo país, assisti a uma cena típica do faroeste: com a lentidão da impunidade, uma claque de futebol pilhou uma estação de serviço. A moçoila que estava comigo ficou chocada. Parece que não havia "daquela gente" nas verdejantes pastagens de onde ela vinha. Ora, para seu grande horror, expliquei-lhe que "aquela gente" existia na minha terrinha. Naquele instante passei a ser um índio, um apache compostinho, um comanche à paisana. Não a censurei: os subúrbios de Lisboa eram mesmo um filme de cowboys. E expliquei-lhe porquê.
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