24/05/2012 atualizado às 14:47
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Cimpor analisa nova oferta da brasileira CSN

O conselho de administração da Cimpor reúne-se hoje para analisar as novas condições da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), quando a cimenteira portuguesa é suspeita de cartelização no Brasil.

10:20 Segunda feira, 15 de fevereiro de 2010

O conselho de administração da Cimpor reúne-se hoje para analisar a novas condições propostas pela CSN, devendo pronunciar-se sobre a oferta.
 
A CSN reviu na sexta feira as condições da OPA, aumentando o preço de 5,75 euros para 6,18 euros por cada ação, e baixou a condição mínima de sucesso da oferta de, pelo menos, 50% do capital da Cimpor para, pelo menos, um terço do capital social da cimenteira mais uma ação.   

A reunião de hoje surge numa altura em que as autoridades de defesa da concorrência do Brasil suspeitam do envolvimento da administração da Cimpor em manobras de concertação para impedir a entrada de concorrentes no mercado brasileiro.
 
"Desconfiamos que pode haver uma investida conjunta por parte do Conselho de Administração da Cimpor e cimenteiras no Brasil - pelo menos Camargo Corrêa e Votorantim - para evitar a entrada de um agente não alinhado ao suposto cartel", disse à agência Lusa a responsável  pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça brasileiro, Mariana Tavares de Araujo.  

Cimpor sob suspeita de cartelização no Brasil



A alegada estratégia de concertação visa impedir a entrada do grupo brasileiro Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no mercado de cimentos do Brasil, disse Mariana Tavares de Araujo.  
 
A Secretaria de Direito Económico do Ministério da Justiça brasileiro já anunciou a abertura de uma investigação aos grupos Camargo Corrêa e Votorantim por suspeitas de cartelização na operação de aquisição da Cimpor. 
 
A Votorantim controla cerca de 40% do mercado brasileiro, enquanto a Cimpor e a Camargo Corrêa detém uma cota de nove por cento, cada uma. A CSN tem uma fatia inexpressiva porque iniciou recentemente a sua produção.
 
A Votorantim comprou os 17,3% da cimenteira francesa Lafarge no capital da Cimpor, em troca de activos no Brasil.  
 
A Camargo Corrêa anunciou a entrada na Cimpor, através da compra dos 22,17% que a construtora Teixeira Duarte tinha no grupo português, tendo depois anunciado a compra de mais 6,46%, pertencentes ao grupo espanhol Bipadosa. 
 
O conselho de administração da Cimpor recusou a oferta inicial da CSN, lançada a 18 de dezembro, tendo recomendado aos acionistas da cimenteira que não vendessem as ações a "preço de saldo".   
 
As ações da Cimpor fecharam na sexta feira a subir 6,2% para 5,84 euros na Euronext Lisboa. 
 
 
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

 

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

Lusa
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E tudo a crise levou
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 16:13 | Segunda feira, 15 de fevereiro de 2010

O Brasil para construir as suas infra-estruturas para o mundial de futebol, e logo a seguir os jogos olímpicos, vai precisar de todo o cimento que o país pode fabricar.

Seria então uma boa altura para a Cimpor ser vendida, com cotações na bolsa altíssimas devido aos seus altos lucros no negocio do cimento brasileiro.

Não, agora vai ser vendia a preço de uva mijona, não vai aproveitar o boom da construção no Brasil e nem vai aproveitar a alta cotação que isso lhe vai proporcionar.

Se hoje vai ser vendia abaixo dos sete euros por acção, essa mesma acção pelo efeito da alta procura de cimento no Brasil deve levar a cotação da Cimpor para o dobro de hoje.

E mais ainda, a desvalorização do euro e a valorização do real, vai ser outro negocio que vai passar ao lado da Cimpor.

Os lucros da venda de cimento no Brasil traziam muito dinheiro para a cimpor europa.

Cimpor vai ser mais uma Petrogal. Vendida por 900 milhões de euros, hoje vale mais de 6 mil milhões.

Enfim, empresários portugueses sem soluções.
 
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O País está à venda ou a saque...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Quinta feira, 25 de fevereiro de 2010
Não sou economista mas entendo que os investimentos produtivos em Portugal devem ser de raíz ou seja: todo o investidor que queira investir em Portugal deve construir a sua própria empresa ou, eventualmente, reabilitar outras que estejam à beira da falência.
O investimento em Portugal, na última década, é apenas para roubar as empresas de capital português que, pela sua natureza, geram milhões todos os anos.
A filha do José Eduardo dos Santos, com o dinheiro do petróleo e dos diamantes, vem a Portugal investir em empresas que geram milhões ou seja: todo o investimento que ela concretiza em Portugal volta para Angola ou para a Suíssa, que é o mais certo, em dividendos. Por outras palavras: investe 100 e depois, a curto prazo, leva 300 todos os anos de dividendos, mantendo sempre os seus 100 investidos.
Esses dividendos não são aplicados em Portugal mas sim vão direitinhos para as contas bancárias da família José Eduardo dos Santos que depois compra palácios na américa e outros continentes, ficando Portugal a chuchar no dedo.
Gostaria de saber para que nos serve este tipo de investimento ?! Não cria emprego por que as empresas já existem e já têm os seus empregados, portanto o que os nossos governantes estão a fazer é a vender Portugal aos estrangeiros que depois põem cá os seus colaboradores, criando efectivamente mais desemprego.
Os outros investimentos estrangeiros só têm um objectivo: mão de obra barata e ao fim de uma década vão-se embora com os bolsos cheios...
 
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