16 de abril de 2014 às 10:45
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Cientistas holandeses inventam betão vivo

Lá para 2016 deverá chega ao mercado um "bio-betão" capaz de autorreparar microfissuras que põe em causa a segurança das construções.

Carlos Abreu (www.expresso.pt)
Novo "bio-betão" não é barato mas poderá aumentar a esperança média de vida das construções até 40 por cento Novo "bio-betão" não é barato mas poderá aumentar a esperança média de vida das construções até 40 por cento

Uma equipa de investigadores da Universidade Técnica de Delft, na Holanda, está a desenvolver um novo tipo de betão capaz de se autorreparar. Trata-se de um "bio-betão" que contém bactérias que tapam microfissuras.

Em qualquer altura poderão surgir fissuras muito pequenas nas estruturas em betão armado, que podem durar, em média, cerca de 100 anos. Segundo os cientistas, o novo betão aumentará a esperança de vida destas construções em 20 a 40 por cento.

Os investigadores juntaram à mistura de gravilha, cimento e água, uma microcápsula contendo bactérias "adormecidas" e um nutriente. Nas zonas onde surgem microfissuras, as microcápsulas rompem-se libertando o seu conteúdo. Logo que entrem em contacto com a água, que uma vez infiltrada acaba por ser alojar nestas zonas, as bactérias transformam os nutrientes em carbonato de cálcio, o principal componente das rochas calcárias.

Nos testes já realizados em laboratório, demorou entre um e quatro meses a reparar uma microfissura.

50 por cento mais caro


A equipa liderada pelo microbiólogo Henk Jonkers, de que também fazem parte engenheiros de materiais, colocaram em cada metro cúbico de betão cerca de 100 mil bactérias e para alimentá-las, lactato de cálcio, um conservante natural usado na indústria alimentar.

A investigação entra agora numa nova fase, com a realização de experiencias em ambientes reais que projetam para 2016 a chegada ao mercado deste "bio-betão".

Segundo Henk Jonkers, este novo material de construção destina-se, sobretudo, a "edifícios em que as fugas sejam problemáticas, como por exemplo túneis, bem como aqueles que estejam mais expostos à corrosão, como por exemplo os que estão sujeitos ao ambiente marítimo". Mas quanto custa este "bio-betão"?

Adicionar as bactérias implica um custo acrescido, por quilo de betão, compreendido entre os dois e os três euros, o que deverá aumentar em 50 por cento o preço do betão usado atualmente.

"Isso será compensado com a redução dos custos de manutenção e o aumento da esperança de vida dos edifícios", argumenta Henk Jonkers.

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'Cientistas holandeses inventam betão vivo
É difícil comentar uma ideia tão genial, sem ser para dizer que... parece genial. Mas isso está muito visto, cumprimentar quem não se conhece por boas ideias que todos os dias ocorrem no mundo. É uma certeza estatística. Se a Cimpor ainda fosse uma multinacional genuinamente Portuguesa, seria outra história: uma invenção destas teria aumentado muito o valor da empresa.

Contemplem: chegámos à era dos aditivos do cimento!

E tal como os produtores de combustível têm uma fonte adicional de valor acrescentado nos aditivos da gasolina, assim as cimenteiras vão poder diversificar os seus produtos. Prevejo desde já alguns contra-argumentos com base nos recentes testes da DECO para as gasolinas... mas a verdade é que pelas conclusões destes, a DECO para ser séria tinha que ter movido um processo judicial contra as gasolineiras, não?

Um betão destes pode sair muito barato, mesmo quando é caro. O aumento da sua resistência e durabilidade significa que pode ser usado em obras críticas que usariam normalmente materiais mais caros, ou um betão com especificações mais dispendiosas. E sendo apenas uma componente do custo, 50% mais caro não significa que a obra fique 50% mais cara. Se todos os componentes tiverem mais longevidade que o betão, então se a sua vida média aumentar 40%, ele compensará em obras onde o betão seria até 80% dos custos (+20% de idade, 40% dos custos).

Acima, não levo em conta custos de financiamento... essa "brilhante" invenção para promover lixo.
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Se é 50% mais caro não é tecnologia,é oportunismo
Se é 50% mais caro não é tecnologia,é oportunismo financeiro.O estado portugues,como sempre,vai ser o primeiro a usa-lo em larga escala,o povo é que paga,os comunistas engenheiros funcionarios publicos não querem nem nunca quiseram saber de economizar o dinheiro dos contribuintes,foi sempre gastar até se acabar o credito dos outros!!
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Seu aldrabão, aldrabão, aldrabão! Ver comentário
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