24/05/2012 atualizado às 13:44
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Cientistas descobrem o fim do Mundo na poeira das estrelas

As anãs brancas podem conter os últimos vestígios de sistemas planetários como o Sistema Solar.

Virgílio Azevedo
21:35 Segunda feira, 20 de abril de 2009
Como uma borboleta, a anã branca inicia a sua vida libertando-se do seu "
casulo"
Como uma borboleta, a anã branca inicia a sua vida libertando-se do seu " casulo"
NASA

As partículas de poeira das estrelas conhecidas por anãs brancas podem ser os últimos vestígios de planetas como a Terra, concluiu uma equipa internacional de cientistas liderada pelo britânico Jay Farihi, da Universidade de Leicester (Reino Unido).

Os investigadores descobriram, através do Telescópio Espacial Spitzer da NASA , que entre 1% e 3% das anãs brancas tiveram os seus próprios sistemas solares, isto é, um conjunto de planetas, satélites e asteróides a orbitar à sua volta.

Com efeito, as poeiras observadas são basicamente feitas dos mesmos materiais que os planetas rochosos e asteróides conhecidos, o que significa que as estrelas observadas os terão absorvido antes de se transformarem em anãs brancas .

Quando se esgota o combustível das estrelas - o hidrogénio, o elemento mais abundante no Universo - estas morrem. Mas a maneira como morrem depende da sua dimensão.

Se uma estrela moribunda tem uma massa mais próxima da massa do nosso Sol, o núcleo contrai-se, as camadas exteriores expandem-se e forma-se uma gigante vermelha, que pode engolir os planetas rochosos como a Terra e outros astros mais próximos que orbitem à sua volta.

Entretanto, as camadas exteriores da gigante vermelha vão-se afastando do núcleo e formam uma nebulosa planetária, enquanto o núcleo se transforma numa anã branca, assim chamada devido ao tipo de luminosidade que emite. A anã branca é muito densa e tem uma dimensão semelhante à da Terra.

Os astrónomos calculam que 98% das estrelas conhecidas do Universo irão evoluir até se tornarem anãs brancas. Nas estrelas com uma massa muito maior que a do nosso Sol, a morte segue um caminho diferente.

Na primeira fase o núcleo contrai-se e as camadas exteriores expandem-se, formando-se uma supergigante. Mais tarde acontecem violentas explosões muito brilhantes, que projectam as camadas exteriores no espaço, e que são conhecidas por supernovas.

O núcleo sobrevive como estrela de neutrões (onde já não há explosões nucleares) se a estrela que a originou tinha uma massa entre duas e oito vezes a massa do nosso Sol. Se essa massa for superior, o colapso gravitacional da estrela moribunda levará à formação de um buraco negro.

Os astrónomos calculam que, quando o nosso Sol se transformar numa gigante vermelha dentro de alguns milhares de milhões de anos, o seu raio irá ultrapassar as órbitas de Mercúrio, Vénus e talvez a da própria Terra. Mas mesmo que tal não aconteça as temperaturas serão tão elevadas que a atmosfera e os oceanos irão evaporar-se, acabando a vida no nosso planeta.

Jay Farihi afirmou ao jornal britânico "The Times" que as partículas de poeira detectadas nas anãs brancas através do Telescópio Espacial Spitzer "mostram-nos o possível destino para o nosso Sistema Solar".

Palavras-chave  Ciência
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O Fim do Mundo
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:44 | Terça feira, 21 de abril de 2009
Fiquei fascinado com o texto, pelo conteúdo e pela maneira simples e clara como é escrito,pois é perceptível mesmo para o mais ignorante na matéria. Sem duvida que estas questões são apaixonantes, pois envolvem uma beleza imaginável. Se assim é, aqui está a explicação para o fim do Mundo de que a Biblia nos fala. A ciência vai dando explicações para muitas coisas que já tinhamos ouvido falar, apesar de detorpadas. Com toda esta grandeza quem não se sente pequenino? Será que um dia o homem vai ter capacidade para evitar este alaucausto?
 
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    O Fim do Mundo??????    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:31 | Terça feira, 21 de abril de 2009
    Re: O Fim do Mundo    Ver comentário
JotaM (seguir utilizador), 1 ponto , 16:19 | Terça feira, 21 de abril de 2009
O INÍCIO E O FIM
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 19:55 | Terça feira, 21 de abril de 2009
Não é assim tão fácil. Se o Universo teve uma origem, o que deu origem a essa origem? E como pode ter fim? O que é o fim? Alguém poderá explicar-me? A Terra poderá ser reduzida a poeiras, é uma transformação, mas permanece em mim o mistério. Toda esta energia descomunal teve um início? Terá um fim? Não consigo imaginar o vazio, o nada. Continuo a pensar em termos de infinito, de eternidade.
 
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    Na natureza...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:42 | Terça feira, 21 de abril de 2009
poeiras...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 22:53 | Terça feira, 21 de abril de 2009
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Nada como uma notícia "cósmica"
inglorious (seguir utilizador), 1 ponto , 22:55 | Segunda feira, 20 de abril de 2009
para aprendermos a relativizar os probleminhas do dia-a-dia.
Pés assentes na Terra, cabeça nos astros.
 
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Lá estamos nós a fazer tragédia,...
jovemvidente (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Terça feira, 21 de abril de 2009
...anunciando o fim-do-mundo,como se o sistema solar ou mesmo a nossa galáxia - a via láctea - não fosse apenas um grão de areia no vasto,imenso,infinito UNIVERSO em que vivemos!
      Não há dúvida:o Homem ainda pensa que a Terra é o centro do Universo e que,acabando a vida na Terra,acaba o Mundo!!!
      O nosso fim,quando chegar,será o início para outros,de certeza,diferentes de nós,porque,se alguma característica nos individualiza,é a SINGULARIDADE ao nível dos diversos sistemas solares que ocupam o imenso espaço cósmico.
      O nosso fim,esse sim,muito próximo se não ganharmos juízo,vai ser consequência da nossa própria acção desbragada na exploração irracional dos meios naturais ao nosso dispor.
      Nunca será por efeito de o hidrogénio se tornar exangue no nosso sol,onde a fusão nuclear (a transformação,grosso modo,do hidrogénio em hélio) continuará por mais umas centenas largas de milhões de anos.Esta seria a maior conquista da ciência humana - o domínio da fusão nuclear a baixos custos - se o Homem não fosse tão trapasseiro.
      Como se sabe,a fusão nuclear caracteriza-se por um alto rendimento energético ao combinar dois elementos de forma a produzir um novo elemento,"fundindo" dois núcleos num,mantendo o mesmo nº de electrões.
      Não sei,porque não sou da área,mas não faria mal se se experimentasse a fusão entre o ferro e o níquel!!!
      Fale quem saiba,porque eu posso estar a debitar uma grande asneira.
 
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    Re: Lá estamos nós a fazer tragédia,...    Ver comentário
pcarv (seguir utilizador), 1 ponto , 11:33 | Terça feira, 21 de abril de 2009
    Re: Lá estamos nós a fazer tragédia,...    Ver comentário
jovemvidente (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Terça feira, 21 de abril de 2009
E quando esse gigante vermelha engolir tudo...
nonamenun0 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Terça feira, 21 de abril de 2009
Já cá não estarei e nem a nossa descendência porque aposto que nessa altura já descobriram maneira de colonizar outros planetas...!
 
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Big bang - O princípio do fim? (1)
PEATRAS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:55 | Terça feira, 21 de abril de 2009
As questões sobre a origem e destino do universo sempre me fascinaram.
Partindo da teoria do "big bang", deixando escorrer o pensamento, surgem questões fascinantes que se multiplicam num rosário interminável de novas questões.
No início era o vazio, vazio esse que encerrava em si mesmo um universo infinito, o nada e o tudo inexistentes, sem tempo e sem espaço que limitassem a sua dimensão.
O meu limitado cérebro humano, tem dificuldade em racicionar sobre algo que não se enquadra nas referências da existência.
Sem tempo, sem espaço, sem príncipio nem fim e sem forma, como organizar e arquivar o conceito?
Mas se penso logo existo, e talvez esta existência seja vitalícia, alternando entre o tudo e o nada, navegando circularmente na linha do tempo, avançando entre dimensões espaciais intermináveis, encerrando em mim um universo infinito.
Imagino o big bang como o ínicio, onde tudo começou com a libertação de toda a imensa energia que ainda hoje existe.
De facto, desde esse primeiro instante não mais se "criou" energia. Ela libertou-se e passeia-se pelo universo desde sempre, alternando entre caos e ordem, materializando-se quando as cargas se "compensam" e se organizam em partículas, dando origem ao "tijolo" fundamental com que tudo se constrói. Deixando controlar-se sob determinadas condições, essa energia permite que tudo o mais exista e continue o seu caminho de "complexização" orgânica.
 
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Big bang - O princípio do fim? (2)
PEATRAS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Terça feira, 21 de abril de 2009
Surgiram assim os elementos, base de infindáveis combinações que proporcionam a imensa diversidade de formas, cores e paladares que estimulam os nossos sentidos.
A posição relativa que ocupamos na escala entre o infinito micro e o infinito macro, é o ponto de onde observamos tudo o resto, e é importante não perder a noção de que o que vemos é uma prespectiva, sendo impossível abarcar toda a complexa realidade.
E chego a mim. Este pequeno universo pouco significante, comunidade de células especializadas que se organizaram para aumentar as probabilidades de sobreviver e desenvolver, atingindo índices de eficiência, mobilidade e gestão que permitiram evoluir até atingir capacidades tecnológicas que possibilitam a exterminação da vida na terra.
Estarei á altura da responsabilidade? Serei digno da herança deste genes, cujo código foi sendo escrito, adaptado e transmitido desde o inicio dos tempos?

E, a partir daqui novas questões se levantam...
 
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Espectacular!
Aleb (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Terça feira, 21 de abril de 2009
Fascina-me o céu. De dia aquele azul tão nosso. De noite, não em Lisboa mas no campo, aquele escuro marcado de luzinhas! Passo que tempos a olhar para o céu e estrelas e penso o que é, como se formaram, porque existem? Os meus conhecimentos de astronomia são muito básicos para não dizer nulos. Ao ler este tipo de informação fico extasiada com a evolução da ciência. Não me preocupa o fim do mundo. Todos nós temos um dia o fim do nosso mundo. Mas é gratificante saber como as coisas acontecem, se possível, saber como começaram mas não me agrada saber como vão acabar. Uma coisa tão maravilhosa não pode acabar!
 
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    Re: Espectacular!    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:12 | Terça feira, 21 de abril de 2009
A questão é onde?
userEX242141 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Quinta feira, 23 de abril de 2009
De facto é complicado para o nossa singela massa cinzenta, compreender que o universo seja infinito. Se o mesmo é infinito e continua em expansão, afinal o que é que existe para além dele? A criação do universo deu-se aquando do Big Bang. Ok, tudo bem, mas onde é que estava. Não tenho qualquer formação em física nem química, consigo compreender o conceito do "vazio", quando existe algo à volta dele, tal como o balde que está vazio, pois este vazio está delimitado pelo balde. Não consigo é compreender que o mesmo balde possa estar inserido num conjunto vazio, um local onde nada mais exista para além do balde. E se o mesmo balde se expandisse, afinal que "território" estará ele a absorver em função da sua expansão. É da facto um exercício demasiado abstrato para a minha compreensão, ou não teremos ainda todos os instrumentos que nos permitam entender esta realidade onde existimos. Não estaremos concerteza vivos para descobrir a nossa existência universal, pois quando ainda tanto temos para explorar neste pequeno grão de areia onde habitamos, como os nossos oceanos, como poderemos nós desmistificar, sem instrumentos válidos, o complexo, transcendente e absurdamente gigante universo que nos rodeia.
 
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Estrelas mortas?
José veloso (seguir utilizador), 1 ponto , 23:11 | Sexta feira, 1 de maio de 2009
Que cientista serão esses, que falam de morte, até das estrelas, como se a morte hesistisse em algum sector do Univer4so, nem mesmo entre nós humanos a morte hesiste, pois a única coisa que morre é o corpo fisico que nós Almas utilizámos durante a existência como encarnados, para cumprirmos as nossas obrigações materiais e pagarmos o mal que fizemos a outros seres no passado. Agora quanto à mortes de estrelas, é uma aberração tão grande da parte daqueles que dizem que TUDO SE TRANSFORMA NADA SE PERDE, dessa forma não adianta comentar mais nada.
 
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    Re: Estrelas mortas?    Ver comentário
acafs (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Sábado, 2 de maio de 2009
    A Profundidade do Pensamento do dito cujo    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:30 | Sábado, 2 de maio de 2009
    Re: A Profundidade do Pensamento do dito cujo    Ver comentário
acafs (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Sábado, 2 de maio de 2009
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