É entregue amanhã à presidente da Assembleia da República, a proposta que pretende uma "Lei contra a precariedade". A iniciativa apresenta um conjunto de medidas contra "os falsos recibos verdes, a contratação a prazo para funções permanentes e o recurso abusivo ao trabalho temporário".
O movimento, que tem como objetivo principal combater a precariedade laboral, recolheu mais de 35 mil assinaturas, as exigidas, para que o Parlamento analise esta iniciativa legislativa de cidadãos.
Tiago Gillot, um dos organizadores, referiu ao Expresso que, "depois de muito tempo de silêncio sobre a precariedade", a proposta apresenta-se como "uma oportunidade para o assunto ser resolvido".
A recolha das assinaturas começou em abril. Desde então, salienta Gillot, "a iniciativa tem recebido apoio de várias personalidades", entre as quais Carvalho da Silva, que já participou num debate promovido pelo movimento.
No final do ano passado, e com a recolha das assinaturas completa, foi feito o pedido de audiência para que a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, recebesse, em mão, as propostas da lei contra a precariedade.
"A confluência de esforços", como lhe chama Gillot, entre "os organizadores da manifestação de 12 de maio" e "os movimentos contra a precariedade", pretende, agora, obter uma reposta concreta para o problema.