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Chipre e o coro politicamente correto

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Eu sei que não se faz o que fizeram a Chipre. Foi um incrível ataque à poupança e, ainda por cima, retroativo, à poupança já feita. Mas deixem-me fazer contas, para ver se isso é pior, ou não, do que nos fazem a nós, cá em Portugal, ou têm feito na Grécia e na Irlanda.

Se me perguntarem: Henrique, preferes que te saquem 6,75% (ou mesmo 9,9%) de tudo o que tens no banco, ou pagar os impostos que pagas? Eu não hesito - levem já os 9,9%

Uma pessoa que ganhe razoavelmente e tenha algum dinheiro arrecadado em contas bancárias, tem quanto em poupanças ao fim de uns largos anos de trabalho? Depende de muitas coisas, como ter ou não filhos e quantos. Mas digamos que tem 20 mil euros ou 50 mil euros? Pagaria, pois, entre 1400 e 3500 euros... 

Os aumentos brutais de impostos fazem-nos perder por ano muito mais. Para quem ganhe 1000 euros e perde um salário ou dois, a diminuição da retribuição é brutal - de 1000 a 2000 euros (e presumo que as contas no banco andem muito pelo vermelho). No meu caso é muito mais do que 10% de todo o dinheiro que poupei em 35 anos de trabalho (e também de gastos, porque nunca fui muito poupado). 

Por isso estranho a indignação de certas pessoas. Vejo-as na televisão indignadas com o que se passa no Chipre, como nunca as vi com o que se passa comigo. Em certos casos, acho tudo isto disparatado para não dizer hipócrita. 

Naturalmente, quem tiver mais de 100 mil euros ou mais perde muito. Mas que trabalhador ou reformado tem assim tanto dinheiro junto? Os impostos que mensalmente nos esmagam, ao ponto de perdermos um mês de salário (ou dois, no caso dos funcionários públicos), ameaçam manter-nos por muitos anos na penúria. Digamos que vão pingando até nos enlouquecer. 

Claro que os cipriotas, além desta dose bancaria ainda podem levar com mais medidas de austeridade. Mas a minha intervenção politicamente incorreta apenas visava comparar estas situações.

Um pouco mais seriamente, gostava de acrescentar o seguinte: se os depósitos nos bancos são intocáveis, o negócio da banca será infalível e os seus prejuízos serão sempre socializados, ou seja pagos por todos. Os défices dos bancos, não podem ser, como até agora, pagos por dinheiro de todos. Não há outro negócio assim! Quem empresta dinheiro aos bancos, a troco de receber juros, tem de estar tão preparado para perder parte dele como qualquer trabalhador por conta de outrem para sofrer um aumento de impostos. O que se diz por aí são disparates puros. E podem dizer que não percebo nada de banca, nem de Economia. Em parte em verdade. Mas eu direi que não percebem nada de ética

Quem se põe aos berros a defender dinheiro acumulado, mesmo quando a banca e o Estado estão nas lonas, e que acha normal que o esforço do trabalho seja taxado ao nível a que é, está doente da cabeça. 

Chego a pensar que alguns deles estão a pensar nas suas próprias contas.

 

PS (dedicado a alguns comentadores): Já estava à espera que me viessem com a questão fiduciária, ou de confiança na banca. Mas a pergunta é simples: se o Estado pode quebrar a relação expectável entre empregador e assalariado com um imposto violento, porque não pode taxar (violentamente) os depósitos? Alguns dizem: já se paga IRS sobre os juros. Claro 25% (salvo erro). Mas quem viver dos juros de 10 milhões ganha muito mais e paga muito menos impostos do que quem ganhar 120 mil euros/ano. Ou seja, a relação religiosa com os bancos tem de acabar. Eu discordo de toda a política de aumento de impostos, seja na banca, seja no trabalho. O que me indigna é a passividade com que se olha para os impostos do trabalho face ao modo tão sensível quando eles incidem sobre depósitos. 

Twitter: @HenriquMonteiro  https://twitter.com/HenriquMonteiro

Facebook: http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl  


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Comentários 221 Comentar
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mais votados
Eu vejo outras diferenças...
O dinheiro depositado num qualquer banco é o resultado da nossa personalidade, isto é, tenho amigos que chegam ao fim do mês tesos como virotes, tenho outros que nesse mesmo fim do mês aforram mais 20 ou 30% do fruto do seu trabalho!!! Isto apesar de receberem sensivelmente o mesmo...
Imaginemos agora que esse confisco ia em frente, aquele que passou o mês na galderice contribuía com zero, aquele outro poupadinho e preocupado com o futuro, leva uma talhada de 10%!!! Não é claramente justo.
Uma aposta
Isso queria você...
Escudo volta!
Só tem alguma legitimidade para defender isto
re: Eu vejo outras diferenças...
.
Isso sim,
Estroinas...
...
Quem estoura tudo pode continuar no regabofe...
eh isso aí
Estroinas...
Até que enfim!!!
.
O HM hoje não aarece por cá...
Já apareceu.
O que passou o mês na galderice
Galderices...
re: O que passou o mês na galderice
Agora fez-me rir....
Não penso nada disso
Essa de redistribuir gastando é uma anedota!
JBD35
.
...via muita gente calma???
re: ...via muita gente calma???
Será porque isto não nos diz directa/ respeito??
"Alguém acha moral uma pessoa que trabalhe...
Essa de redistribuir gastando é uma anedota!
Entao pense outra vez
Entao pense outra vez (2. parte)
Entao pense outra vez (3.parte)
Entao pense outra vez (3.parte)
Como?
E, sobretudo, sobretudo...
H M
Tem toda a razão
Hoje H.M. foi por um caminho com muitas pedras...
Isto só mereceria crédito...
Para quem sabe inglês
Apoiado!!!
Ó Joaninha!!!
Teorias Socialistas???
Esta Joana é um autêntico "termómetro"!!!
Não, não é igual!
Imagine um tipo das financas a aborda-la ah saida
Pois...
H M
Tal como o seu nick,
É isso mesmo!
Uma questão de princípio...
Para começar, racionalmente tem razão. O problema é que as pessoas não são na maior parte das vezes racionais nem a maior parte faz contas...
Também é verdade que a maior parte do dinheiro que vão sacar, vai sê-lo a russos mafiosos (vamos ver é se não têm esquemas manhosos que lhes permitam fugir com o dinheiro).
Agora, se para Chipre se pode tolerar esta medida, no nosso caso, seria o "fim da picada".
É que se eu não quiser pagar impostos, basta deixar de trabalhar. É um direito que me assiste. Enquanto que no caso dos depósitos, é dinheiro que amealhei com o fruto do que sobrou do meu trabalho e do que eu gastei e do que o Estado me "sacou".
Não sacou, tivesse sacado! Isto não é um imposto, é um confisco!
O Estado português
?
Claro !!
Mas pode...
+/-
Munições :)
Boas
Mas há mais confiscos ou não?
A seg social
De acordo
O IRS nao incide sobre os descontos para a SS
Quando reformado?
Quando reformado?
Ao menos
Não pense na sua!
Não é o montante sacado é o método!
Penso que qualquer pessoa entende que o que está em causa não é o montante sacado: com impostos altos ou mesmo cortes salaraias/subsídios, ao fim de algum tempo perde-se sempre mais do que com um corte único via taxa sobre depósitos!

O que está em causa aqui é o abalo na confiança que este método provoca naquilo quie é o "coração" dos sistema bancário, que é a confiança.

Se esta medida não tivesse sido travada pelos deputados Cipriotas a partir de amanhã quando os Bancos Cipriotas abrirem, boa parte do dinheiro depositado voava para paragens mais seguras, desde o "colchão", a off-shores, bancos do centro da Europa, etc! E isso poderia ter como consequência o colapso de alguns deles!

Depois há um outro aspecto a considerar quanto à metodologia: uma pessoa que opte por gastar tudo quanto ganha, não tenha poupanças, mas tenha acumulado um grande património com o dinheiro que vai ganhando, casas, carros, arte, etc, com este método seria menos penalizada face a pessoas que ganhem pouco, tenham por isso pouco património, mas que tenham feito algumas poupanças como reserva de segurança para o futuro!

Ou seja: o método para além do mais coloca problemas de equidade!

Isto é elementar meu caro ... Watson!

Até a minha tia Alzira entende e não é economista!
Exactamente!!
Q.E.D.
Elogio envenenado :-)
Lógica
Boas
Ok, acabe-se com os bancos, o dinheiro ..
ahahahahahhah
Você é um patusco!
Eu?
dedo na ferida
:)
A brincar, a brincar...
..
...
Agora é tarde!
Agora é tarde!
Talvez tenha razão.
Acho que tem toda a razão!
A tia Alzira é inteligente...
Obrigado pelo ponto e pelo seu comentário!
...
Em vez de emprenhar pelo que diz o Gaião...
...
Nao, nao diz tudo. Diz apenas (?) 41,5%
?
GANDA LATA 1
GANDA LATA 2
:)
Falamos de Chipre ou de Portugal?
:)
Mais umas hortaliças na sopa
:)
Olhe que não, olhe que não…
:)
Da " sua tia Alzira ",
Minorar impactes económicos negativos e equidade.
Nestas situações de pré falência do estado como a que está a ocorrer em Chipre e que também já atingiu a Grécia, a Irlanda e Portugal é necessário a aplicação de medidas de excepção para evitar o pior. Não há como evitar que delas resultem injustiças, no entanto estas devem ser feitas de modo a minorar os impactes económicos negativos e assegurar alguma equidade na sua aplicação. A receita que queriam impor a Chipre, como demonstrou Henrique Monteiro, até aparentava ser menos violenta para os cidadãos mas peca sobretudo por não respeitar minimamente a equidade já que mistura a poupança dos cidadãos do país com a dos estrangeiro, não distingue as poupanças de uma vida de trabalho das provenientes de ganhos rápidos e especulativos ou mesmo criminosos e favorece claramente quem gastou ou investiu o que ganhou em prejuízo de quem optou por poupar. Porém o maior erro da medida é a não ponderação dos impactes económicos negativos resultantes da inevitável desconfiança que irá provoca no sistema bancário do país e não só. As medidas aplicadas no nosso país para resolver o mesmo problema são mais dolorosas mas mais equitativas e apesar dos visíveis impactes económicos trazidos principalmente ao nível do desemprego, ainda assim estes são menores aos que seriam provocados pelo confisco generalizado das poupanças bancárias.
POLITICAMENTE CERTO!!!
É preciso é acabar com o Euro e voltar a ter fronteiras!!! A CEE baseava-se na cooperação e solidariedade entre nações; a UE baseia-se na concorrência e competitividade num espaço sem fronteiras, com uma só moeda. OBVIAMENTE, o resultado foi os fortes ficarem mais fortes e os fracos mais fracos - NÃO A UNIFORMIZAÇÃO desejada pelos fracos e utilizada como isco pelos fortes QUE SABIAM MUITO BEM QUE ERAM OS ÚNICOS QUE IAM TER BENEFÍCIOS!!! Por isso, quem deve pagar a crise são os que INVESTIRAM NESTE PROJECTO TENDO EM VISTA O LUCRO, ou seja, os BANCOS ALEMÃES. Deve haver é PERDÃO DA DÍVIDA, ou então, devemos declarar incumprimento e SAIR DO EURO!!!

E ainda devíamos ser INDEMNIZADOS!!!!

E A PROPÓSITO, "CHIPRE" NÃO LEVA ARTIGO, tal como ANDORRA, CUBA, MALTA ou PORTUGAL!!!!
Chipre tem lá o gáz e o dinheiro dos russos!
A Gazprom , os russos e os seus interesses financeiros no Chipre chegam e sobram para resolver o que a "ilha" precisa.
Pena é quwe a Sra Merkel e alguém por ela, andem a dormir na forma!
Não se ponham finos e vamos ter as botijas de gáz a subir de preço, qualquer dia nas mercearias do Belmiro!
Chipre tem lá o gáz e o dinheiro dos russos! Ler
Sócrates a Tribunal!
Vira o disco e toca o mesmo
Reza meu filho, reza muito
Ângulo de ataque
HM atacou numa direcção errada , na minha opinião. Não está em causa o interesse da medida, muito adequada, especialmente porque quem tem mais de 100 mil bem pode levar uma facada de 10 mil e no caso de Chipre.muito desse dinheiro é dinheiro negro de mafiosos e gente afim.

Mas o que me parece fatal na medida é a quebra da garantia do bom recato do nosso dinheiro nos bancos. Essa garantia parece-me essencial para segurar a estrutura da sociedade. A corrida aos depósitos é um pesadelo para qualquer pessoa , porque vem sempre acompanhada de tumultos, de barafundas, de quebras de produção e é o caminho mais rápido para uma insurreição, das tais que se sabe como começa, mas não como acaba. Tivemos um cheirinho, com BPP, pequeno, só umas dezenas e viu-se o desespero de quem vê o seu a arder.

Por esse efeito de corrida aos bancos é que acho que a proposta foi irresponsável,especialmente partindo de quem, há anos atrás injectou dinheiro ou nacionalizou bancos,para o evitar. Estamos a arder com o BPN por causa do receio do efeito dóminó (é o que dizem e alguns acreditam)
Certo, garantia dos depositos inscrita no MES, vot
Boas!
Em nome dos princípios!!!
Começo por recordar como princípio de comentário que tudo indica que esta medida de taxar contas não vai ser implementada,e as razões parecem-me óbvias. Os bancos são entidades de direito privado e quando com eles estabelecemos contratos não os autorizámos a fazer pagamentos extraordinários de quaisquer taxas. Eu percebo que através de uma lógica matemática o HM nos leve à conclusão de que seria mais barato, para muitos, particularmente para os mais pobres. Mas será que não tem que haver regras e princípios para o mundo funcionar.Ou a proposta é os países serem geridos de acordo com as circunstâncias....Precisamos de "massa" sacam-se as contas dos clientes dos bancos.Nem sei porque diz HM que é um discurso politicamente correcto, eu que nada tenho fica para mim óbvio que uma medida destas é o princípio da anarquia. Gostava também de recordar uma ideia errada que aqui é exposta, quando as pessoas "abrem", contas nos bancos eles constituem-se como fiéis depositários e portanto numa situação de falência não há qualquer co-responsabilidade dos depositantes. As repercurssões desta "hipótese" de medida em Chipre na credibilidade da banca já são tantas que já ficou claro que foi mais uma gigantesca "burrice" da UE e por aqui ninguém chega a lado nenhum, nem vale a pena discuti-la!!! Nunca será implementada!!
Confiança!!!!
Caro HM, há um aspecto que não pode esquecer e chama-se confiança. O sistema financeiro funciona na base da confiança. Se nesta altura eu conto com determinada quantia depositada e me vejo numa situação de aperto, vou poder utilizá-la na totalidade, caso contrário, onde vou eu buscar os 10% que me retiraram?
Este é o primeiro ponto, contudo, há um aspecto que eu também queria referir, a direita ganhou as eleições em Chipre baseada no pressuposto de um apoio dado pela União Europeia, para resolução de uma crise criada pela própria União Europeia (perdão da dívida grega).

Imagine o agradecimento do povo cipriota!!!
...
E voces insistem...
mas claro que não!
Não são realidades comparáveis
?...
São ambas más, mas...
explique-me a sua visão, eu explico aqui a minha..
Está explicado
Boa Páscoa e boas vendas!
Não tenho nada para vender
não se esqueça... do BPN...
Não conseguiria. Estou a pagá-lo!!!
observo que não quer falar e deixou de fora
Post-scriptum
eu é que sou esquecido?... aquilo que omite é
chipre-e-o-coro-politicamente-correto
Quem vê o seu povo vê o Mundo todo. Desculpem-me o linguarejar, mas inexperientes, incompetentes, mafiosos, mentirosos, aldrabões, não são adjectivos bastantes para estes filhos, cujas mães não tiveram culpa de os ter tido, para que eles estejam a enterrar a Europa e a levar os Povos à miséria e provavelmente à guerra. Não me estou a referir aos cortes nos depósitos, ou nos vencimentos, porque como diz o povo; tanto dá levar no sim senhor, como no sim senhor dar. Pessoalmente acho que há alguma diferença, mas adiante. O que me choca foi deixarem chegar a Europa a este descalabro. Para incompetencia parece de mais e não vejo a razão para ser por maldade, talvez ingenuidade. Aqui têm o resultado de quem sonhou em fazer da Europa uma Praça Financeira e de Serviços.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/12/carvalhas-ha-15-anos-costa-hoje-e-eca.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/03/bancarrota-situacao-do-pais-vai-piorar.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/03/carloscosta-desconhecia-irregularidades.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2013/03/daniel-bessa-estamos-evitar-anunciar.html

são poucos os nomes
Militância
Concordo e já escrevi aqui o mesmo
Parte deste alarido é deslocado, desbocado e hipócrita.

O que se faz (fez) a mim e a milhares por esse país é muito mais gravoso, até porque não está limitado no tempo nem se sabe se fica por aqui ou vai mais além.

Confisco é sempre, seja pela porta da frente (na fonte, nos ordenados ou pensões) ou seja pela porta traseira (depois de depositado).

A nós ninguem deixa sequer depositar, é retirado à má fila logo antes de lhe vermos a cor.

A questão do alarido penso ser outra: é saber se podemos acreditar na UE, BCE e na Comissão Europeia quando diz que é um duplo caso único: por ser Chipre (com a banca a valer oito vezes o pib) e por em Chipre ser one shot, isto é, apenas uma retirada de dinheiro e mais nada, chega.

Depois há a questão de saber se a medida foi bem estudada, calibrada na sua proporcionalidade (penso que não) e comunicada.

Porque se acreditarmos que a UE não mente, se pensarmos que podemos ter confiança no que dizem, o que fizeram em Chipre não sofre grande contestação.

O problema é que já pouca gente acredita em quem nos governa. E isso é um problema mais sério.

E esta medida pode significar (penso que não, mas...) perda de confiança no sistema bancário.. ok. E as outras, não significam quebra de contrato e perda de confiança entre entidade patronal ou fundo pensões e os cidadãos e utentes?...

Sinceramente, não consigo ter pena dos depositantes russo-cipriotas.

Mas isso sou eu que não percebo nada destas modernices...
Apoiado
Bom Dia
Muitos dos Nossos Queridos Indignados Fartam-se de Gritar : OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE!!!
Ora Deveriam Atirar com Este Caso ("Imposto" sobre as Contas Bancarias) à Cara do nosso Governo!!! E Dizer: Estão a Ver!!! Eles é que têm Coragem!!! Vocês São o Governo dos Ricos!!!
Mas Não!!! Claro que Não!!! Porquê??? Porque a Esquerda que Faz Barulho Está Cheiinha de Massa!!!
Só Pode!!!
Deves ser paga para escrever isso
Sr. R Fernandes
POIS É!
Olá Sr. Naif
Olá Sr. Naif
Já Vomito esse viriatoapedrada!!!
Já Vomito esse viriatoapedrada!!! []
Abrela
É uma colega de escola do Relvas...
Os140 pagos a 5.000 por mes andam por ai ....
Tonta
Não percebe nada de Economia?
Mas o seu argumento é tecnicamente perfeito, e deve ter sido o que passou pela cabeça dos Ministros das Finanças do Eurogrupo: esta medida é mais barata para os cidadãos do Chipre do que uma sobre taxa de IRS transversal aos residentes, excluindo da tributação os Russos.

Acontece que ao contrário do que o HM refere, neste caso o problema é mesmo de falta de ética: a decisão mais racional e tecnicamente mais correcta nem sempre é a mais ética, principalmente quado centenas de milhares de inocentes são injustamente penalizados por ela, e se quebra a palavra dada (garantia dos 100.000).

Essa é a lógica do Bloco de Esquerda e PCP: os capitalistas (depositantes) que paguem a crise, pois assim quem nada tem não será afectado.

E os princípios e ética subjacentes às garantias de direito à propriedade (que aliás fazem parte de uma Convenção Europeia, com direito a Tribunal Europeu para questões de litigância, como seria este caso)?

Admito que acima dos 100.000 se perca tudo, mas como consta que o Putin e o próprio Presidente do Chipre têm muito dinheiro nos bancos da ilha, para perder menos este último avança com esta medida injusta, para fazer com que os seus conterrâneos paguem parte das suas próprias perdas.

Incrível!
"Pescadinha de Rabo na boca"
Caro HM, compreende-se o seu ponto de vista, no entanto e como inicialmente concordará, o problema do caso Cipriota, foi o precedente que Instituições respeitáveis como FMI, CE, Eurogrupo (BCE), abriram em todo este processo de "Solidariedade" europeu. Com base nas contas efectuadas, sem dúvida que estaremos a pagar bem mais a factura de problemas estruturais na Economia, bem como casos de fraudes bancárias (BPN´s), PPP`S, e Organismos públicos fantasmas que se sobrepõem muitas das vezes nas funções (Institutos, Instituições, etc.). Não deixa de ser irónico que os Governos tenham nacionalizado bancos devido ao suposto risco sistémico, com o aval das mesmas Instituições, por receio de contágio, e corrida aos levantamentos de depósitos, e agora as mesmas Instituições, porpõem/aceitam uma situação inédita com taxas aplicadas a todos os depósitos sem limite? A isto chama-se confisco declarado e simplesmente caiú o véu. Mais ainda, supostamente muitas das vezes, o "Chavão" utilizado que vivemos acima das nossas possibilidades e que ninguém poupava nadinha, também cai por terra para o actual (Des)Governo. Por outro lado, é sabido que a % daqueles que ainda têm algumas poupanças em depósitos é diminuta e se tivesse sido aplicada, a receita seria muito inferior, á estratégia aplicada pelo Sr.Gaspar (ele sabia disso), o que depois disto tudo e no caso do TC vir com o chumbo, ou ser ainda pedido um 2º resgate, já não haverá desculpas porque fomos préviamente avisados.
"A MEDIDA"
Esta situaçao criada, foi insensata como todos já o admitem e fruto de entradas na UE feitas (como a nossa e não só) em cima do joelho.
As acções a serem tomadas (e até podem ser mais benéficas como diz o HM) têm antes de ser executadas muito bem explicadas à população, que é coisa que não acontece nem no Chipre nem cá nem pelos vistos e nem lugar nenhum.
Limitam-se a tomar decisões a esmo e depois como baratas tontas dáo azo a uma enorme confusão (até entre eles) e a ditos por não ditos o que baralha todo um sistema que devia assentar na confiança.
Ninguém neste momento ao nível dos dirigentes Europeus e Nacionais merece a confiança da maioría da população.
A Alemanha para lá dos seus problemas entrava (com razão dirão alguns) o avanço de medidas mais concretas e acessíveis aos Países em dificuldades e o Povo começa a achar que de facto nada obsta a que se não acredite nas instituíçôes e nos governantes.
Como alguém disse o Povo até estava disposto a ! Mas como se vê o Povo não está mais disposto a ser expoliado para um saco sem fundo nem retorno.
kácus
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Edição Diária 17.Abr.2014

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