Chipre anuncia pedido de resgate
O governo cipriota anunciou, esta tarde, a intenção de Chipre pedir um resgate financeiro a Bruxelas, anuncia o jornal "Cyprus Mail".
O comunicado do governo alega que o propósito da assistência é conter os riscos para a economia cipriota derivados da crise das dívidas soberanas na zona euro. Os efeitos negativos têm sido sentidos através do sistema financeiro, largamente exposto à economia grega. Não foram fornecidos mais detalhes.
Chipre é governado por um presidente comunista, faz parte da zona euro, tem subsistido graças a um empréstimo russo de 2,5 mil milhões de euros (14% do PIB) concedido em dezembro do ano passado para as necessidades de financiamento de 2012, e vai presidir à União Europeia por um semestre a partir de 1 de julho.
Especulou-se que Chipre voltaria a recorrer exclusivamente a um empréstimo junto da Rússia, mas essa opção não foi, agora, seguida. O governo cipriota necessita, até final da semana, de recapitalizar em 1,8 mil milhões de euros (10% do PIB) o banco Popular.
A Fitch, entretanto, tinha cortado, hoje de manhã, a notação da dívida cipriota de BBB- para BB+, já em terreno de dívida especulativa (vulgo "lixo financeiro"). A Fitch acabou por acompanhar os cortes de rating para dívida especulativa realizados anteriormente pela Moody's e Standard & Poor's. A Fitch calcula as necessidades totais de recapitalização da banca cipriota num montante de 4 mil milhões de euros.
Não estão descartados empréstimos bilaterais a Chipre por parte da Rússia, uma vez mais, e por parte da China, para as necessidades de financiamento globais. Esta última hipótese foi levantada hoje pelo ministro do Comércio cipriota na sua visita a Pequim.



