24/05/2012 atualizado às 13:44

China: Arte contemporânea - um terço dos 100 que mais vendem no mundo são chineses

Pequim, 02 Jan (Lusa) -- Um terço dos 100 artistas plásticos que mais vendem no mundo são chineses, segundo a lista elaborada anualmente pela "Art price" e que em 2003 incluía apenas um chinês.

5:10 Sexta feira, 2 de janeiro de 2009

Pequim, 02 Jan (Lusa) -- Um terço dos 100 artistas plásticos que mais vendem no mundo são chineses, segundo a lista elaborada anualmente pela "Art price" e que em 2003 incluía apenas um chinês.

Quadros de Zhang Xiaogang, Yue Minjun, Wang Guangyi, Zeng Fanzhi e outros autores até pouco tempo desconhecidos são hoje vendidos por milhões de dólares, ilustrando a rápida projecção internacional da arte chinesa contemporânea.

A esmagadora maioria daqueles artistas tem menos de 60 anos -- a idade da República Popular da China -- e começou a expor na década de 1980, quando o país iniciou a política de "Reforma Económica e Abertura ao Exterior".

No balanço de 2008 sobre o mercado global de arte publicado pela revista Caijing, a China já vende mais que a França e está agora no terceiro lugar, atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Segundo a mesma fonte, no primeiro leilão de arte moderna chinesa promovido pela Sotheby's em Hong Kong, em 2004, as vendas somaram três milhões de dólares, e três anos depois, um leilão idêntico facturou 69 milhões de dólares.

Os preços dos mais prestigiados artistas chineses contemporâneos subiram, entretanto, 13 vezes.

Em 2003, a Art Price incluíu apenas um autor chinês, Cao Guoqiang, entre os 100 artistas que mais vendem no mundo, refere a Caijing.

Cinco anos mais tarde, a lista tem 35 artistas chineses e Zhang Xiaogang, nascido em 1958, ocupa o 3.º lugar, logo a seguir a Jean Michel Basquiat e Damien Hirst.

A crise financeira já começou também a afectar a arte chinesa contemporânea e, no final do ano passado, num leilão da Sotheby´s em Hong Kong, 19 de 47 quadros de conhecidos artistas chineses contemporâneos acabaram por não ser vendidos, evidenciando os efeitos da crise financeira global.

Um coleccionador ocidental estabelecido em Pequim, Jerome Sans, director da Ullens Center, continua, contudo, optimista: "Estamos aqui a assistir à explosão de uma nova era e, por isso, o que vemos é apenas um começo."

AC.

Lusa/fim

Lusa
Palavras-chave  Cultura
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB