China: menina atropelada por jipe é salva por transeuntes (vídeo)
Depois do atropelamento fatal de Yue Yue em outubro, a China volta a assistir a um novo atropelamento de uma menina. Mas, desta vez, a criança sobreviveu graças à ajuda conjunta das pessoas que iam a passar.
Começou com uma birra e podia ter acabado em tragédia. Um jipe atropelou uma menina de cinco anos, em Wenzhou, na China, mas a criança sobreviveu com a ajuda dos muitos transeuntes que passavam na rua.
A imagens foram captadas pelas câmaras de vigilância e correm agora na Web. A menina começou por fazer uma birra e foi deixada para trás pela mãe. Sentada no chão, a criança acabou por ser atropelada por um jipe que estava a fazer uma curva e não a viu.
A menina acabou por ficar presa debaixo do carro, que foi imobilizado de imediato pela sua condutora. As pessoas que assistiram ao atropelamento acorreram para levantar o Honda CRV 4x4, de forma a conseguirem tirar a criança lá de baixo. Embora sem ferimentos graves, a menina foi levada para o hospital pela mãe, que estava em choque.
As imagens deste atropelamento trouxeram à memória o caso de Wang Yue
, a menina de dois anos que foi atropelada e ignorada durante sete minutos pelas pessoas que passavam ao lado do seu corpo moribundo. O caso, que terminou com a morte da criança oito dias depois, chocou o mundo e estimulou o debate sobre a apatia social chinesa.
Este caso não tem nada a ver com o horror a que assistimos há poucas semanas.
Nessa altura a criança foi atropelada e verificou-se a indiferença de algumas pessoas, que para nós é incompressível.
Hoje é diferente, até porque se vê a aflição da mãe e a movimentação voluntária das pessoas para levantar o carro.
A condutora do veículo estava totalmente distraída.
Claro que não quero comentar a atitude "pedagógica" da mãe que deixa a filha por uma birra desta. E nota-se claramente que a mãe ficou arrependida e muito aflita.
Há um tempo atrás veio da China um vídeo grotesco de uma bebé a ser atropelada, não uma, mas duas vezes, sem que as pessoas que passavam fizessem alguma coisa. Muita gente houve, infelizmente, que culpasse os chineses e a sociedade chinesa em geral por tal frieza. Pois bem, a indiferença não conhece credos, fronteiras, "etnias" ou culturas. Felizmente, embora em raras ocasiões, há pessoas que provam que a bondade também não.