25 de abril de 2014 às 8:33
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Chimpanzés também usam ferramentas sexuais

Subsistência, socialização, sustento pessoal e também... sexo. Tal como os humanos, os chimpanzés utilizam ferramentas que lhes facilitam a vida quotidiana.
Paula Cosme Pinto (www.expresso.pt)
Os chimpanzés usam ferramentas na vida quotidiana, incluindo para o sexo Martin Meissner/AP Os chimpanzés usam ferramentas na vida quotidiana, incluindo para o sexo

Em 1960, Jane Goodall deixou o mundo de boca aberta ao relatar o comportamento de um chimpanzé no lago Tanganica, que utilizava uma folha para melhor extrair de um carreiro as formigas que queria comer. Cinquenta anos depois, os primatologistas voltam à carga: ss chimpanzés inventam ferramentas para "diversas funções da vida quotidiana, incluindo subsistência, socialização, sustento pessoal e... sexo".

Na revelação, publicada inicialmente na revista "Science", o investigador William McCgrew conta que estes animais usam artifícios para atrair e reter a atenção das fêmeas, com o intuito de acasalarem. "Uma das técnicas consiste em manusearem folhas, o que resulta num barulho característico", detalhou McCgrew posterioremente ao jornal "New York Times". "Imagine que está a rasgar uma folha de papel ressequida ou áspera. O som não tem nada de espectacular, mas é característico".

No mundo dos chimpanzés, os machos apanham essas folhas e sentam-se de pernas abertas, de modo a que a fêmea possa ver a sua erecção. Nessa posição, rasgam as folhas aos poucos, atirando para o chão os bocados que arrancam. "Às vezes ele precisa fazer esta operação com meia dúzia de folhas até que ela perceba", conclui o primatologista.  

Acasalamento facilitado


A partir daqui, o passo para o acasalamento é simples: "Presumivelmente ela percebe a erecção do macho, soma dois mais dois e, se estiver interessada, aproxima-se".

Em caso de dúvidas sobre a importância da suposta ferramenta sexual, McCgrew esclarece que o método atende à definição antropológica de ferramenta: "Ele usa um objecto portátil com um propósito. Neste caso, o objectivo não é comida mas sim o acasalamento".

Comentários 14 Comentar
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Teses de doutoramentos para inglês ver!
Gosto destas teorias cientificas, e de uns estudiosos que dizem aquelas coisas que todos sabemos, mas eles pensam que não.
Já estou a ver o chimpanzé com o dito cujo enrijecido, lendo no Jornal "A Bola", muito concentrado na vitória do FC Porto por 3-1 sobre o SL Benfica, ou vice versa, e a fêmea sem saber se tudo aquilo não passa de adrenalina provocada pelos comentários ao Jogo, ou fome de sexo!
Dizem as más línguas que os machos primatas da classe dos heterossexuais coçam o escroto, para chamar atenção do conjugue, e os homossexuais têm comichão no “Tutú” quando estão na ressaca!
Será que isto também vem nos livros?
Re: Teses de doutoramentos para inglês ver! Ver comentário
Cerca de 1% de diferença do nosso ADN
O Chimpanzé diferencia-se de nós em pouco mais de 1% do ADN. Essas diferenças podem duplicar se tivermos também em conta o ARN. Em todo o caso, é ónvio que somos primos afastados dessa espécie e que, algures no passado (não muito distante), tivemos os mesmos antepassados.

A existência humana tem sido marcada por todos os tipos de Antropocentrismo, nas suas diferentes manifestações (Antropomorfismo, Antropometrismo, Etnocentrismo, etc.), pelo que temos tido a tendência para colocar a nossa espécie no centro de tudo: o centro do Universo, o centro da criação, o centro da vida, o centro da História.

A nossa perspectiva antromocêntrica tem sido progressivamente questionada pela ciência que, através do seu método e dos seus estudos, tem combatido os discursos mitológicos que nos querem vender a tese de que somos uma espécie especial, protegida por deuses e razão de todas as coisas.

A Ciência tem derrubado os discursos antropocêntricos e tem-nos confrontado com realidades menos fantasiosas e mais duras. Uma das conclusões do conhecimento científico é o de que nós, enquanto espécie, fomos eliminando os menos evoluídos. Não há Homo Erectus, Homo Habilis ou mesmo Neandertais a caminhar entre nós.

Se o Neandertal tivesse sobrevivido até aos nossos tempos, seria tratado como um animal de circo e de zoológico ou seríamos capazes de lhe conceder direitos de cidadania?

(...)
Re: Cerca de 1% de diferença do nosso ADN Ver comentário
Re: Cerca de 1% de diferença do nosso ADN Ver comentário
Re: Cerca de 1% de diferença do nosso ADN Ver comentário
Re: Cerca de 1% de diferença do nosso ADN Ver comentário
Re: Cerca de 1% de diferença do nosso ADN Ver comentário
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Cada um sabe de si? Claro que sim! Ver comentário
Cerca de 1% de diferença do nosso ADN...
(...)

Mesmo que a solução adoptada fosse a segunda, teríamos de recuar até um momento preciso no nosso passado evolutivo a partir do qual poderíamos ter de decidir que uma etapa evolutiva específica determinava o momento em que passámos a ser humanos.

A determinação desse momento nunca seria fácil, principalmente se tivessemos à nossa volta descendentes das diferentes espécies e etapas evolutivas porque passámos.

Mas, a nossa consciência enquanto espécie, a nossa consciência sobre o nosso lugar no Universo, na vida e na História, seria completamente distinto.

Pode ser que um dia possamos conversar com um chimpanzé (pelo menos um que não se chame Miranda!). Nesse dia, muitos se interrogarão sobre as lógicas antropocêntricas que as mitologias nos querem vender.
Quem tem razao
Será o Pedroso ou o Miranda ???

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Re: Quem tem razao Ver comentário
Re: Quem tem razao Ver comentário
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