O Chicago Mercantile Exchange (CME), do grupo que gere a praça de derivados, enviou uma circular
em que comunica a nova política sobre "cortes de cabelo nos colaterais" a partir do fecho do mercado na próxima 5ª feira, dia 28 de julho.
Os aumentos dos hair-cuts ("cortes de cabelo") começam pelos bilhetes do Tesouro americanos que estavam isentos desse corte e que passam agora a ver aplicado um hair cut de 0,5%. Nos títulos do Tesouro a médio e longo prazo o corte aumenta 1 ponto percentual em cada caso.
O CME decidiu, ainda, aumentar em 0,5 pontos percentuais o corte relativo aos bilhetes e títulos do Tesouro da Alemanha, Canadá, França, Suécia e Reino Unido.
Com o risco de uma baixa da notação da dívida norte-americana e de um efeito sistémico global, o CME decide aumentar os custos para quem pede emprestado tornando os títulos do Tesouro mais caros no uso como colaterais.
Impacto de uma baixa de notação
Um estudo do banco JPMorgan Chase estima que uma baixa de notação da dívida americana em agosto - eventualmente para AA - poderá implicar uma subida de 0,7 pontos percentuais nas yields (juros implícitos) dos títulos do Tesouro, o que representaria mais 100 mil milhões de dólares nos custos de financiamento.
David Beers, um dos responsáveis da Standard & Poor's que participará numa eventual decisão de baixar a notação dos Estados Unidos, declarou hoje à noite que um corte no rating para AA significaria um aumento de 0,25% a 0,5% na taxa directora da Reserva Federal.