Hugo Chávez não acredita na versão oficial sobre a morte de Simón Bolívar, em 1830. O atual Presidente da Venezuela insiste, desde 2007, que o fundador da pátria não pode ter sucumbido à tuberculose. Para descobrir a verdade, mandou exumá-lo..
"Que momentos impressionantes vivemos esta noite! Vimos os ossos do Grande Bolívar", escreveu Chávez na rede social Twitter, esta tarde (manhã na Venezuela). "Este glorioso esqueleto tem de ser Bolívar, pois sentimos a sua chama. Bolívar vive!", acrescentou o Chefe de Estado, que confessou ter chorado de emoção durante a exumação, uma operação que decorreu no Panteão Nacional, em Caracas, ao longo de 19 horas.
Uma equipa multidisciplinar, que inclui investigadores criminais e médicos legistas, está a examinar o cadáver do fundador. O objetivo é, segundo a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, averiguar se Bolívar terá sido envenenado, em consequência de uma conspiração de colombianos, como acredita Chávez. "A partir desta madrugada iremos informar sobre o procedimento científico que está a decorrer com os restos mortais de Bolívar", prometeu Chávez. Até ao momento, porém, não foram divulgados quaisquer resultados.
"É um dia de júbilo no marco do bicentenário da nossa independência", regozijou-se o ministro do Interior, Tareck El Aissami. Cognominado "o Libertador", Simón Bolívar liderou a guerra contra a colonizadora Espanha no século XIX. Morreu aos 46 anos, na Colômbia, depois de ter contribuído para a soberania da Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e Peru. Hugo Chávez afirma que Bolívar é a sua inspiração, chama "bolivariana" à revolução que quer levar a cabo e até acrescentou esse adjetivo à designação oficial da República a que preside.