24/05/2012 atualizado às 13:31
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CGTP: Arménio Carlos desvaloriza abstenções

Arménio Carlos foi designado esta madrugada o novo secretário-geral da central sindical para o próximo quadriénio com 113 votos a favor e 28 brancos.

8:10 Sábado, 28 de janeiro de 2012

O recém-eleito secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, desvalorizou hoje as 28 abstenções na votação que lhe atribuiu o cargo à frente da Intersindical e justifica que a central "é uma organização plural" e não "um projeto individual".

"Parece que estamos a fazer desta votação uma votação em torno de uma pessoa e isto não é um projeto individual, é um projeto coletivo que tem um Conselho Nacional, que tem uma Comissão Executiva e dentro [deste órgão] aparece um secretário-geral que apenas e só tem de coordenar o trabalho coletivo, não é órgão e isto não se pode individualizar, tem de ser visto numa perspetiva coletiva", afirmou Arménio Carlos.

Ao fim de quase três horas de reunião do novo Conselho Nacional, eleito na sexta-feira à noite no XII Congresso da CGTP, Arménio Carlos foi designado esta madrugada o novo secretário-geral da central sindical para o próximo quadriénio com 113 votos a favor e 28 brancos, sucedendo assim a Manuel Carvalho da Silva, que abandona o cargo por uma questão de idade.

Quanto às abstenções, o novo dirigente diz-se confortável e que tal "só demonstra que dentro da CGTP há diversas formas de pensar, de agir e de votar, isso é natural".

Secretário-geral desvaloriza abstenção


"Não houve votos contra, houve abstenções e não há problema nenhum, isso até é um desafio", enfatizou.

E concretizou: "Ou seja, provar efetivamente que esses votos que foram de abstenção, amanhã serão votos de apoio".

Por isso, Arménio Carlos interpreta "com toda a naturalidade" a decisão dos elementos que decidiram abster-se na votação, pois "faz parte de um jogo democrático" Argumentou ainda que "a CGTP é uma organização plural, tem várias opiniões e elas manifestam-se" e reforçou que "este projeto da CGTP vale sobretudo pelo sou todo", garantindo que a central "continuará nessa linha".

Arménio Carlos, 56 anos, substitui Manuel Carvalho da Silva, mas sem a perspetiva de uma liderança tão longa: a manter-se a regra da idade, não poderá cumprir mais de dois mandatos, num total de oito anos.
Manuel Carvalho da Silva, 63 anos, está na direção da Intersindical desde janeiro de 1977 e como secretário-geral desde 1986. Vai dedicar-se ao ensino e investigação na área das ciências sociais.

Há quatro anos, Carvalho da Silva foi reeleito com 120 votos favoráveis, 11 brancos e quatro nulos.

Lusa
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Reparem
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 8:46 | Sábado, 28 de janeiro
Que o trabalho dá saúde e olhem para CS como se apresenta aos 63 anos, muito trabalho, uma vida cheia de trabalho?
E o projeto não é individual é da democracia toda e vejam que o país está fenomenal?
 
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Perfil
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 8:49 | Sábado, 28 de janeiro
Independentemente das qualidades pessoais de cada um, a impressão que deixa é de um certo cinzentismo de funcionário e eficaz e cumpridor.
Julgo que a CGTP precisava de se libertar dos seus ideais de comunismo, propriedade colectiva, planos quinquenais, nacionalizações,etc e entender de vez que as sociedades democráticas , de cidadãos livres, de opiniões diversas,com iniciativas próprias e individuais, são uma realidade que veio para ficar.
As relações capital/trabalho têm que ser feitas nessa base e um sindicalista já não é o que transporta a bandeira maior à frente da manifestação.Tem que ser alguém que defenda os trabalhadores até ao limite, antes que o patrão feche a a porta e vá embora. São precisos conhecimentos económicos e sageza negocial.
Um discreto funcionário do PCP, à primeira vista, não será a pessoa indicada para a função.
 
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    Re: Perfil    Ver comentário
alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:19 | Sábado, 28 de janeiro
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vvvieira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:31 | Sábado, 28 de janeiro
Os 28 que não 'valem' nada
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 12:35 | Sábado, 28 de janeiro
Os 28 "esbirros" ficarão 'vivos' na CGTP?

Eu se fosse eles, teria cuidado, porque a 'sorte' não dura sempre...

O PCP exige unanimidade, bolas!!!!

  - Ou somos colectivos ou individualistas?!!!!!

  - Quem não é por nós, é contra nós!!!

  - E Nós é que somos o POVO!!!!

  - Os outros não contam, são lacaios do Grande Capital !!!

Quando há Congressos destes, recordo sempre os 'gloriosos tempos' daquilo que se designou PREC.

Felizmente a Democracia não morreu...
 
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    Re: Os 28 que não 'valem' nada    Ver comentário
vvvieira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:29 | Sábado, 28 de janeiro
Solidariedade.....
Tucano (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:23 | Sábado, 28 de janeiro
A CGTP vai ser solidária com os funcionários públicos de Cuba.
http://esquerda.net/topic...
 
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Ruído
vvvieira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Sábado, 28 de janeiro
É no mínimo estranho o ruído em torno da CGTP. Parece que não interessa se a central sindical vai ou não opor-se frontalmente ao maior ataque de sempre contra os direitos conquistados desde aqueles dias de 1886 em que iniciou, com tantas vítimas, a luta pela dignidade do trabalhador e pela jornada de 8 horas, finalmente conquistada na segunda década do século XX. Penso que essa é que é a verdadeira bitola, não a pertença partidária de cada um - embora, evidentemente, haja coisas que se entrecruzam. Pelo menos, o anterior e o novo SG da CGTP não se puseram a posar para fotos com o SG do PCP. E desconfio que os elementos da tendência socialista da CGTP não devem ter gostado muito de fazer o frete ao Seguro, que no fim de contas representa aqueles que se submetem cegamente à Troika. Enfim... estou certo que a veia sindical destes elementos irá prevalecer e não serão "correia de transmissão" da direção do PS..
 
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    Re: Ruído    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 2 pontos , 14:27 | Sábado, 28 de janeiro
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alix07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:04 | Sábado, 28 de janeiro
MAU SINAL
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Sábado, 28 de janeiro

Todos os votos são importantes. Ao fim de 25 anos de concordância, talvez fosse a altura de diversificar os contributos internos. Pretender transformar estes votos em votos a favor é redutor. Pode pensá-lo, mas não convém dizê-lo. Mais do mesmo não vai levar a CGTP a tornar-se um parceiro mais ativo na construção de um futuro. É pena ver esta central a defender os diplomas contra os quais votou e fez greves. Só os defende quando eles são revogados por outros mais penalizadores.
 
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Ensaio sobre a cegueira (de alguns).
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Sábado, 28 de janeiro
Ía responder a alguns, mas como eram quase todos (salva-se um), é preferivel fazer um pequeno comentário .
 
A cegueira ideológica anti-comunista, e, por simpatia, anti-CGTP, é tão grande, que nem à frente dos olhos conseguem alguns comentadores, e até jornalistas, ver a realidade.
Se a votação fosse unanime, diriam que não havia democracia, assim, a falta de democracia, aparece sob a capa de lutas internas.
Bem se têm esforçado os jornalistas ao falar do Congresso, porque não o podem calar, como uma discussão de nomes e de lutas partidárias..., no entanto, não o conseguem. Estou a lembrar-me de uma mini entrevista, feita pela jornalista da RTP no local, ao dirigente socialista na CGTP, Carlos Trindade, onde tentou em minuto e meio, pouco mais, fazer o dito falar sobre as conflituidades internas. Mas este Homem, com H grande, deu-lhe uma lição de democracia e a todos os portugueses que o ouviram, mais ou menos com estas palavras:
«houve uma discussão interna, onde exposemos livremente os nossos pontos de vista, que seriam a dúvida sobre se Arménio Carlos teria capacidade para unir as diversas tendências. (no movimento sindical, não pode haver tendências, pois o inimigo é comum - digo eu). Chegando o momento da votação, uma grande maioria votou favorávelmente; e, agora, temos uma CGTP unida em volta do seu SG e da Comissão Executiva, na sua luta pelos trabalhadores.»
Mais claro sobre democracia e da praticar, não podia ser.

 
 
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    Re: Ensaio sobre a cegueira (de alguns).    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Sábado, 28 de janeiro
    Re: Ensaio sobre o inimiguismo    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 1:42 | Domingo, 29 de janeiro
    Re: Ensaio sobre o inimiguismo    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 17:51 | Domingo, 29 de janeiro
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