24/05/2012 atualizado às 13:16
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Centros de saúde: custos evitáveis atingem 900 milhões de euros

Estudo aos Agrupamentos de Centros de Saúde calcula que há custos potencialmente evitáveis que podem atingir os 900 milhões de euros.

8:40 Terça feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma análise aos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) apurou que estes gastam de forma diferente com pessoal, medicamentos e exames e que há custos potencialmente evitáveis que podem atingir os 900 milhões de euros.

O estudo, a que a agência Lusa teve acesso, faz parte de uma investigação sobre "Custos e Preços na Saúde", que resultou de um protocolo entre a Escola Nacional de Saúde Pública e a Fundação Francisco Manuel dos Santos, subordinado à pergunta: "Podem a organização, a gestão e o financiamento das organizações de saúde em Portugal produzir resultados diferentes em termos de eficiência?".

As respostas são dadas em vários capítulos, sendo um deles dedicado aos cuidados de saúde primários, o que, entre outros aspetos, pretendeu "dar a conhecer a realidade do recente processo de reforma", tendo concluído que do mesmo "quase nada se sabe", decorridos cinco anos desde o seu início.

546 euros por utilizador


Tendo em conta o ano de 2009, e a utilização de dados dos 74 ACES -- que substituíram as 18 sub-regiões de saúde -- os investigadores apuraram que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou em média cerca de 546 euros por utilizador e aproximadamente 362 euros por cada português, "independentemente de ter utilizado ou não os serviços de saúde", em cuidados de saúde primários.

Nestes cuidados, e "contrariamente ao que sucede na componente hospitalar, em que os recursos humanos representam a maior percentagem relativa na estrutura de custos totais destas organizações", são as prescrições de medicamentos que atingem os valores mais significativos.

Realidades locais díspares, amplitudes significativas entre os valores máximos e mínimos em todas as rubricas, foram alguns dos aspetos identificados pelos investigadores neste estudo.

Ao apurarem os ganhos potenciais nestas estruturas do SNS, os especialistas concluíram que, em termos de volume monetário total, "os
maiores ganhos potenciais absolutos situam-se ao nível dos recursos humanos".

"Apesar de existir margem para intervenção em aproximadamente 35 dos 74 ACES nos custos com recursos humanos, esta é a rubrica em que comparativamente há um menos número de ACES com margem para reduzir o seu nível de ineficiência", lê-se no sumário executivo do estudo
sobre "Custos e Preços na Saúde".

"Mais de 90% dos ACES poderão melhorar o seu nível de eficiência"


Os autores são perentórios ao afirmar que "mais de 90% dos ACES poderão melhorar o seu nível de eficiência" ao nível de recursos humanos, medicamentos e Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT).

Ao analisarem os "ganhos potenciais", os investigadores verificaram que "existe uma margem substancial de ganhos que poderão ser obtidos por ACES".

"Estes valores, em termos totais, ultrapassam os mil milhões de euros numa análise por utilizador e aproximam-se dos 900 milhões na análise per capita", adiantam.

O documento refere que "a análise dos custos potencialmente evitáveis varia entre oito e 38% (sete e 38%, quando se retiram os custos com recursos humanos), respetivamente para um benchmarking da média dos ACES ou para o para o ACES mais eficiente".

Valores que "estão situados entre 186 e 900 milhões de euros", mas os autores do estudo fazem questão de frisar que "os valores mais credíveis se possam afastar dos extremos, considerando o intervalo entre os 300 e os 600 milhões de euros".

Resultados que, segundo os investigadores "necessitam de ser aprofundados e revalidados", embora os mesmos adiantem que, "a confirmar-se esta tendência", o SNS "pode apresentar os mesmos resultados de saúde, com custos significativamente inferiores".

"Parece existir espaço para aumentar a eficiência sem comprometer a qualidade, a acessibilidade e a equidade do SNS", lê-se no documento.

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Ministros
moncarapacho (seguir utilizador), 5 pontos (Interessante), 12:42 | Terça feira, 7 de fevereiro
Faz parte do papel de ministro arcar com as responsabilidades do bom ou mau funcionamento dos seus serviços.

Mas, muitas vezes, são tarefas ciclópicas as que enfrentam, com pouca hipótese de vitória, por irem encontrar uma máquina de desperdício e compadrio, bem oleada, e de difícil derrube.

Refiro-me a um comentário aqui presente, que numa célula do imenso MS, denuncia abusos e apropriações indevidas,que custam milhões ao erário público. Tornando isso extensível a todo o país, imagine-se o banquete.

Este ministro teve boa actuação numa área também bastante sensível e há que esperar que tenha arcaboiço para enfrentar milhares de pequenos interesses, que vêem o doente como um empecilho que só incomoda e não como o fim último do seu serviço.

Independentemente das ideologias, estes ministros que aceitam a tarefa de limpar tanta porcaria, devem ser louvados.....
 
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    Re: Ministros    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 2 pontos , 15:49 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: Ministros    Ver comentário
PANTE44 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Ministros    Ver comentário
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:53 | Quinta feira, 9 de fevereiro
Os direitos adquiridos tanto podem ser postos em
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 12:25 | Terça feira, 7 de fevereiro
causa no que diz espeito aos salários, reformas e subsidios, mas também às privatizações das empresas estrategicas da econiomia que empobreceram mo País e enriqueceram uma minoria e que teve como consequência a inevitável redução dos direitos adquiridos de quem trabalha...
 
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Concordo
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:29 | Terça feira, 7 de fevereiro
Que possa existir má gestão, e agora pergunto de quem é a culpa?
Mas verificamos que a AR é por onde começa o maior desperdicío de dinheiro público.
 
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Parece...?
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Terça feira, 7 de fevereiro
"Parece existir espaço"...?
Parece?
Já se sabe que nem tudo o que parece, é.
Que estudo fabuloso.
Num país em que só uma parte relativamente reduzida da população ainda recorre aos centros de saúde e mesmo assim as ineficiências são gritantes, desde a qualidade dos espaços, o seu número e dispersão territorial (não esquecer, portugal não é só Lisboa) à qualidade do atendimento especialmente se tivermos em conta o factor "tempo", etc, etc.
Ainda assim este estudo aponta margem de redução de custos de milhões, muitos, de euros!
Estudo fabuloso!
E que vem mesmo a calhar, por sinal.
Poderia-se pensar, bem existe ainda muito investimento a fazer em saúde. Mas não, afinal ainda se pode é poupar imenso.
E ter mais qualidade ao mesmo tempo!!!
Onde andaram estes investigadores até agora?
Eu por exemplo que não sou investigador destas coisas também vos posso adiantar que uma boa maneira de poupar com os meios complementares de diagnóstico é...
e com medicamentos é...
Os médicos não os pedirem. Não se fazem. Não se gasta.
Milhões que se poupam.
Tomem lá.
Não são precisos estudos da escola superior xpto.
 
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Podem começar pelo Agrupamento do Alentejo Litoral
josevanzeller (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Terça feira, 7 de fevereiro
Podem começar por poupar pelo Agrupamento do Alentejo Litoral. Por lá é tanto o esbanjamento que até nos arrepiamos. Ao ponto de haver médicos que se dão ao luxo de se gabarem de comprarem carros da gama média alta só com o que recebem em horas extraordinários NUM MÊS. Podem também por começar por enviar os luxuosos equipamentos comprados e subaproveitados, para onde são muito mais necessários a começar pelo equipamento de imagiologia e do gabinete de medicina dentária (criado a pensar na filha da enfermeira chefe que está a acabar a licenciatura de medicina dentária) mais de não sei quantas viaturas, do parque informático de luxo e principalmente de "especialidades" de duvidosa pertinência, como é o caso da higiene oral (???!!!), com excesso de médicos dentistas no país ??!!!) ou de técnicos de fisoterapia (com não sei quantas clínicas à volta ???!!!) ou dos vários (?????!!!) técnicos de imagiologia e PRINCIPALMENTE do "batalhão" de administrativos, "técnicos" e principalmente chefes e chefinhos colocados pelos colaboradores do anterior governo e mantidos pelos seus colaboracionistas que se mantêm (??? !!!) na Administração Regional de Saúde do Alentejo .
 
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    Re: Podem começar pelo Agrupamento do Alentejo Lit    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 1 ponto , 12:52 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
josevanzeller (seguir utilizador), 1 ponto , 19:45 | Terça feira, 7 de fevereiro
    Re: Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 2 pontos , 9:23 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
SergioT (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
SergioT (seguir utilizador), 1 ponto , 0:13 | Quinta feira, 9 de fevereiro
    Re: Agradeço a recepção do reparo    Ver comentário
peixedaprrecefice (seguir utilizador), 1 ponto , 19:36 | Quarta feira, 8 de fevereiro
    Re: Podem começar pelo Agrupamento do Alentejo Lit    Ver comentário
É só rir LOL (seguir utilizador), 1 ponto , 20:31 | Sexta feira, 10 de fevereiro
    continuação do comentário anterior    Ver comentário
É só rir LOL (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Sexta feira, 10 de fevereiro
    Ainda continuação    Ver comentário
É só rir LOL (seguir utilizador), 1 ponto , 20:35 | Sexta feira, 10 de fevereiro
    Re: Ainda continuação    Ver comentário
userEX186772 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 23 de fevereiro
continuo cético
clash (seguir utilizador), 1 ponto , 12:08 | Terça feira, 7 de fevereiro
Espero que este estudo seja sério e não apenas um pretexto para tratar da saúde aos doentes. Sou totalmente contra o desperdício e crítico do dinheiro gasto a troco de nada, mas o que vejo, e com conhecimento de causa, é que relativamente a este aspeto nada é feito e o que é feito são cortes inadmissíveis em bens e necessidades essenciais.
 
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ALGUÈM PEDIU...
GRIMALDI (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Terça feira, 7 de fevereiro
...Cortes nas gorduras do Estado?

Atenção socretinos, là se vai mais uma têta!
 
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Estudos
Antonio1942 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:16 | Terça feira, 7 de fevereiro
Estes estudos de cuja existência ninguém sabia, costumam vir palpar terreno e preparar novo corte nas despesas.
Evidentemente que nos C Saude , Alentejo ,Algarve ou de qualquer sítio do País, anda pessoal de cuja utilidade ninguém sabe. Até dá para passar horas a fazer crochet.
Mas é a eles que os mais desfavorecidos recorrem.
Todavia o grande cancro das despesas da saúde são os hospitais. Nestes , anda gente , de todos os níveis, a «orientar-se». Nos públicos não dói a ninguém . Nos outros, alguém há-de pagar. Nós, os contribuintes, desta ou daquela maneira. Este SNS não é viável.
 
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E colocar os Centros de saude a trabalhar??
SergioT (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Quarta feira, 8 de fevereiro
Estão a falar em cortar, podem começar por quem gere os centros de saúde, no final do ano passado precisei de ir ao medico, a consulta foi marcada para as 17 horas, mas como o atendimento estava atrasado só fui atendido quase as 19. até aqui tudo bem, mas as 17 a funcionária acabou o horário e abalou ficaram 2 médicos a dar consultas sozinhos no centro de saúde, por acaso um deles precisou de uns papeis, correu o balcão da funcionaria de uma ponta a outra a procura dos tais papeis. O meu medico saiu de lá perto das 20 ou seja esteve 3 horas sozinho a atender doentes, Isto não é normal, mais valia alterarem os horários uns funcionários entravam mais tarde e saiam mais tarde, iam trocando entre eles quem ficava. Outro caso, um médico que tem de começar a atender as 14 no SAP e só aparece ás 15.30 será que recebe as horas todas?? se as coisas começarem a funcionar bem nos centros todos, é mais fácil de gerir e por consequência gasta-se menos, mas eu não sei nada.
 
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