O secretário-geral do PCP aguardava a manifestação a meio da avenida
Paulo Cordeiro/Lusa
Funcionários Públicos de todo o país desceram a Avenida da Liberdade, em Lisboa, gritando palavras de ordem contra as medidas restritivas previstas no Orçamento do Estado para 2012 e de apelo à mobilização para a greve geral.
Ao som de frases como "Orçamento de agressão tem a nossa rejeição", "Greve geral é fundamental" e "Não e não ao roubo dos subsídios", os manifestantes deslocam-se para os Restauradores onde terminará o protesto com discursos dos líderes sindicais.
À cabeça da manifestação, segue uma delegação da Frente Comum (CGTP), seguida da Frente Sindical da Administração Pública (UGT), enquanto o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), também envolvido no protesto, marca a sua presença com enormes balões azuis.
O desfile é marcado pelo colorido das bandeiras sindicais e pelo ritmo dos bombos vindos da região Norte.
"Luta é a grande resposta à ofensiva do Governo"
Apesar do céu estar cada vez mais escuro, ameaçando uma chuvada, ainda são muitas as pessoas que estão paradas nos passeios da Avenida para ver passar a manifestação. Como é habitual, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aguardava a manifestação a meio da avenida para manifestar a sua solidariedade para com a luta dos funcionários públicos.
"Os ataques do Governo não são só para os trabalhadores da administração pública, são também para os do sector privado", disse Jerónimo de Sousa à Agência Lusa, referindo-se às alterações previstas em termos de legislação laboral, nomeadamente ao aumento do horário de trabalho em meia hora por dia.
O líder comunista defendeu que a luta dos trabalhadores é "a grande resposta à ofensiva do Governo" e a próxima greve geral demonstra que "há já uma vitória contra a ideologia da conformidade e da inevitabilidade".