24/05/2012 atualizado às 13:12

Cemitério "pequeno" para última homenagem (vídeo)

O corredor central do cemitério do Alto de São João foi pequeno para acolher as largas centenas de pessoas que quiseram assistir à ultima cerimónia fúnebre do escritor José Saramago.

15:04 Domingo, 20 de junho de 2010
Caixão de Saramago coberto pela bandeira portuguesa
Caixão de Saramago coberto pela bandeira portuguesa
Andre Kosters/Lusa

O corredor central do cemitério do Alto de São João, em Lisboa, foi pequeno para acolher as largas centenas de pessoas que quiseram assistir à ultima cerimónia fúnebre do escritor José Saramago.
 
Pelas 13:10, a urna do Prémio Nobel da Literatura entrou, carregada em ombros, no cemitério da capital.  
 
A passagem do corpo de Saramago foi acompanhada de fortes aplausos, que duraram mais de 10 minutos e, com os populares a atirarem cravos vermelhos ao caixão.  
 
"Saramago: a Luta continua", foi a frase mais gritada pelas centenas de pessoas, que se concentravam à entrada do crematório.  
 
Várias personalidades portuguesas juntaram-se a este momento, como o secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, também ele fortemente aplaudido quando chegou, e Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda.  
 
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*** 


Lusa
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A Luta jamais cessará...
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Domingo, 20 de junho de 2010

Sempre Respeitado e Amado José Saramago, Vai à Sua Eterna Viagem e Siga na Paz das Suas Palavras que o Mundo Consagrou como o Prémio da Verdade Escrita... Das suas Cinzas o Sonho de um Novo Mundo Reinará...

Obrigada, José Saramago!
 
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Até sempre
shag (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Domingo, 20 de junho de 2010
Estou tiste com a morte de José Saramago. Não a do escritor, que esse permanecerá vivo para sempre a inspirar muitas e muitas gerações, mas com a morte do homem que pensava o mundo e não tinha medo de levantar a voz quando achava que algo não estava certo, não queria saber do politicamente correcto. José Saramago era autêntico e apesar do seu ar austero e da sua fama de pessimista julgo que ainda tinha capacidade de sonhar e acreditar num mundo onde os interesses económicos não estivessem a cima da dignidade do ser humano. Esse homem que quando recebeu o Nobel da literatura fez questão de dizer que o seu maior prémio era o amor da sua mulher Pilar Del Rio e lembrou os avós analfabetos que disse, era a quem devia toda a sua sabedoria!
 
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