24/05/2012 atualizado às 13:12
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Experiência nos EUA

Cem famílias testam carros a hidrogénio

A General Motors colocou à disposição de 100 famílias norte-americanas uma centena de Chevrolet Equinox com propulsão a pilhas... de combustível. (Veja o vídeo no fim do texto e leia a opinião de um especialista convidado pelo Expresso, com o título "A miragem do hidrogénio")

12:30 Quarta feira, 27 de agosto de 2008
O teste vai durar três meses e segue-se a outros ensaios já efectuados por empresas, nas suas frotas automóveis
O teste vai durar três meses e segue-se a outros ensaios já efectuados por empresas, nas suas frotas automóveis

O teste vai durar três meses e segue-se a outros ensaios já efectuados por empresas, nas suas frotas automóveis. Desta vez, caberá aos condutores "normais" a última palavra sobre este tipo de automóveis, que só deverão entrar em produção em série lá para 2018.

O primeiro teste com este tipo de veículos, movidos a hidrogénio e com emissões zero (do escape sai apenas vapor de água) foi realizado no Japão em 2003, através de um protocolo entre a empresa americana de distribuição FedEx Express e a General Motors. Dessa feita, o carro utilizado surgiu com base no Opel Zafira, para cumprir com as tarefas de distribuição de correio expresso nas ruas de Tóquio.

Entretanto, outras marcas como a Honda e a Daymler-Chrysler têm também programas de hidrogénio em curso, alguns bastante avançados.

Os carros movidos a hidrogénio utilizam pilhas de combustível (fuel cells em inglês) que convertem em energia eléctrica uma mistura de hidrogénio puro e oxigénio, através de electrólitos.

A primeira pilha de combustível foi inventada por Sir Robert Grove, um juíz escocês, em 1839. Entretanto, várias pilhas de combustível já foram utilizadas pela NASA desde os anos 60 no programa espacial americano. Actualmente existem diferentes tipos de pilhas de combustível, com utilizações que vão da alimentação de geradores para fábricas à alimentação de telemóveis.


Clique para ver o vídeo do Expresso sobre o tema



OPINIÃO

A miragem do hidrogénio

No sucesso de vendas "O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos ( Ed. Gradiva), o tema central das aventuras dos seus personagens são as alterações climáticas e o fim do petróleo, para desembocar no bem guardado segredo (o sétimo selo) de que o futuro da humanidade está no hidrogénio (H2) como fonte de energia e na pilha de combustível como seu conversor em electricidade. Curiosamente, o autor garante que todos os factos científicos que invoca são verdadeiros!

Provindo a energia do Sol da fusão do H2, é sedutor imaginar o H2 como a fonte inesgotável de energia no futuro. Aliás, como a NASA utilizou pilhas de combustível a H2, nas naves do projecto Apolo e a General Motors, a BMW, a Honda e tantos outros grandes fabricantes, desenvolveram já veículos automóveis que utilizam o H2 como a sua fonte de energia, a viabilidade prática da utilização do H2 está provada. Todavia, a questão energética chave não está na utilização do H2, mas sim no modo como ele se pode obter. Efectivamente, o H2 não é uma fonte primária de energia, pois não existe de forma livre na natureza, como a energia solar directa ou a energia solar armazenada ao longo de milhões de anos sob a forma de combustíveis fosseis. Por isso, o H2 tem de ser produzido utilizando outras formas de energia e havendo sempre perdas nessa conversão. É por isso que apontar o H2 como solução para a dependência dos combustíveis fósseis não passa de irresponsável miragem, porventura conveniente para alguns.

Existem várias formas de produzir H2, o qual tem muitas utilizações industriais. Cerca de 90% é actualmente obtido a partir de gás natural. A GM tem mesmo uma solução em que o extrai da gasolina. A forma mais promissora, sem recorrer a combustíveis, fósseis é a electrólise da água. A electrólise consiste em separar o H2 e o oxigénio (O) que se encontram na água quimicamente ligados, utilizando electricidade. Uma vez o H2 e o O separados, pode voltar a obter-se electricidade usando uma pilha de combustível que os recombina, mas a electricidade agora produzida é sempre inferior à inicialmente gasta.

Tendo em conta toda a cadeia de processos (e as perdas de energia associadas) que vai da energia primária até às rodas do veículo, constata-se que utilizar o H2 como vector energético agrava os problemas globais de poluição e de emissão de CO2, a menos que a energia primária tenha origem em fontes renováveis. Todavia, pode ter interesse nos transportes, se for obtido localmente por electrólise, utilizando a electricidade produzida localmente ou da rede eléctrica geral. A associação de electrolisadores com fontes intermitentes de energia renovável, como a eólica ou a fotovoltaica, permite também eliminar os efeitos da intermitência, pois utiliza a electricidade, quando produzida em excesso, para obter H2. que é armazenado. Este H2 será posteriormente utilizado para produzir a electricidade em falta por ausência de sol ou de vento suficientes.

José J. Delgado Domingos

Prof. Cat. de Termodinâmica do Instituto Superior Técnico

Presidente do C.A. da Lisboa E-Nova

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04 setembro 2008

Carros híbridos ganham quota no mercado europeu

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O Mercado da Treta
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
Como é que uma "empresa privada" que não dá lucro desde 1994, continua a funcionar?
 
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    Pergunta estupida    Ver comentário
Marianito (seguir utilizador), 1 ponto , 10:20 | Quinta feira, 28 de agosto de 2008
    Re: Pergunta estupida    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 19:42 | Quinta feira, 28 de agosto de 2008
Perguntas.
Grace_Slick (seguir utilizador), 1 ponto , 13:26 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
É óptimo começarmos a ver esforços para diminuir significativamente a nossa dependência do petróleo. Ainda para mais vindo da parte dos americanos, que são os maiores responsáveis pelo grande consumo mundial e emissões de CO2. Ainda assim, há muitas questões a serem estudadas/resolvidas... como por exemplo as tais estações de abastecimento de hidrogénio.

Não serão potenciais bombas, constituindo locais perfeitos para ataques terroristas ou puro vandalismo? E os próprios tanques de hidrogénio (as "cells" como eles lhe chamam), também são tão seguras e fiáveis como as baterias que se usam nos híbridos?
Uma altura vi um filme com um teste a uma dessas baterias (dos híbridos), que constituía em atirá-la de um declive (bem pronunciado...) abaixo, e o raio da bateria nem uma racha fez.

E como será para obtenção do hidrógénio? Serão precisas centrais nucleares para cada cidade, para abastecer toda a gente?
Gostaria de saber mais sobre isto. Vou pesquisar.
 
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    Re: Perguntas.    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 12:39 | Sábado, 30 de agosto de 2008
Sócrates = Vicente Moura (a mesma pa_te_ti_ce) ?
Joao Cruz (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
do carro eléctrico tipo TATA ao carro a hidrogénio tipo Chevrolet

se quiserem pilhas de hidrogénio há uma fábrica em Torres Vedras

hihihi
 
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E a seguir aumenta o preço da Água
pmagmarques (seguir utilizador), 1 ponto , 17:09 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
 
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MENOS EMISSÔES DE EFEITO DE ESTUFA?
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
Ninguém duvida que o hidrogénio vai ser o "combustível" do futuro, com pilhas de combustível ou com motores de combustão internos modificados na concepção. Os EUA já há muitos anos que investigam e testam os veículos a hidrogénio, ultrapassando os problemas da combustão, do armazenamento seguro, do uso em condições climatéricas extremas. O NREL e a NASA têm vasto envolvimento nessa investigações.
A questão ainda não resolvida é a tecnologia para produção e distribuição de hidrogénio limpo sem geração de gases de efeito de estufa, estando, por agora, o hidrogénio como vector energético a ser produzido com energia da rede eléctrica, maioritariamente derivada da combustão de hidrocarbonetos. Isto significa, de facto, que nas cidades as emissões dos veículos são limpas, constituídas por vapor de água, mas algures na central termoeléctrica onde se queima o combustível fóssil emite-se gases de efeito de estufa e partículas, o que se traduz num deslocamento da localização das emissões para fora das cidades. Ainda assim bom em termos de qualidade do ar urbano.
O hidrogénio obtido a partir de fontes de energia renovável é sedutor mas a electricidade verde não chega para o consumo da rede, logo seria uma substituição para camuflar o problema real. O hidrogénio por via química ou por via microbiológica ainda estão longe do patamar para satisfação das necessidades de consumo dos transportes.
Aqui os defensores da energia nuclear surgem com a vantagem de se produzir electricidade que não gera emissões, mas ainda gera muitos outros efeitos como a segurança dos resíduos e a fiabilidade dos equipamentos das centrais nucleares.
A alternativa parece ser reordenar o território aproximando o posto de trabalho de casa, andar a pé ou de bicicleta e para o que der apostar nos veículos eléctricos carregados a partir de painéis fotovoltaicos ou microgerações em casa ou no local de trabalho. As nanobaterias dão um contributo óptimo ao fotovoltaico.
O hidrogénio é o futuro mas ainda falta bastante para se generalizar, até porque os construtores de automóveis e as petrolíferas não estão interessadas em novos produtos que canibalizem o que agora se produz. A economia do automóvel é inexorável e tem regras e tempos próprios, pelo temos que viver com o dilema contra a nossa vontade e prioridade.
 
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    Re: MENOS EMISSÔES DE EFEITO DE ESTUFA?    Ver comentário
bonjardim (seguir utilizador), 1 ponto , 19:19 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
    Re: MENOS EMISSÔES DE EFEITO DE ESTUFA?    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 0:12 | Quinta feira, 28 de agosto de 2008
    Energia geotérmica, já que ninguem fala nela.    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:18 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
    Re: Energia geotérmica, já que ninguem fala nela.    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
    Penso que se trata de um modelo diferente...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 22:51 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
    Re: Penso que se trata de um modelo diferente...    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
    Re: Penso que se trata de um modelo diferente...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:41 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Re: Penso que se trata de um modelo diferente...    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Psiquiatria online...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Re: Psiquiatria online...    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 8:45 | Segunda feira, 1 de setembro de 2008
    Re: MENOS EMISSÔES DE EFEITO DE ESTUFA?    Ver comentário
furacom (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Sexta feira, 29 de agosto de 2008
Vestir o urso com a própria pele.
C$ (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
Ma o hidrogénio que moverá os ditos carros não poluentes é obtido por queima de combustíveis fósseis cujo rendimento final actualmente é menor do que se queimasse directamente os combustíveis fósseis nos motores dos automóveis!
E a produção de energia eléctrica, que em larga percentagem é produzida com combustíveis fósseis, também não é suficiente para ser desviada para produzir hidrogénio em quantidades suficientes que permitam reduzir substancialmente o consumo dos combustíveis nos veículos automóveis. O aumento da produção de energia eléctrica será possível queimando mais combustíveis fósseis ou construindo mais centrais nucleares.
As produções de energia eléctrica por geradores eólicos e por painéis fotovoltaicos ainda são gotas no oceano.
E as filosofias de café continuam até que os cientistas e os engenheiros descubram processo que permita obter hidrogénio em quantidades industriais que satisfaça as necessidades da população deste planeta sem recurso aos combustíveis fósseis e a custos comportáveis e compatíveis.
 
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    Re: Vestir o urso com a própria pele.    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Re: Vestir o urso com a própria pele (cont.)    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 12:37 | Sábado, 30 de agosto de 2008
Excelente!
oquemevierarealgana (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008
O conceito não é novo, novo é o interesse reiterado pelasrandes multinacionais do sector. Muito bem!

Visite o blog: oquemevierarealgana.blogspot.com

Obrigado!
 
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Não vão querer outra coisa...
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:47 | Quarta feira, 27 de agosto de 2008

Imaginem um carro silencioso, que não faz fumo, com mecânica simples, sem embraiagens, diferênciais, caixa... Com possibilidade de utilizar um motor em cada roda, com tracção total mas muito poucas engrenagens?

Esqueça a água do radiador, o óleo do motor, a valvulina da caixa, o motor de arranque, o alternador, o focinho do carro com um motor enorme lá dentro que faz abanar o carro todo.

Esse seu topo de gama a gasolina ainda vai ser motivo de anedota entre os seus netinhos...

Ah, e esses árabes sauditas, com resmas de notas de mil a cheirar a petróleo, e com imensos haréns, com todas as mulheres bonitas que o dinheiro pode comprar (e muitas à força também, mas ninguém quer saber deste tipo de escravatura), que lindo vai ser vê-los a juntar uns trocos para comprar bonecas insufláveis, que nenhuma mulher diga desse nome vai dar uma borla a esses atrasados mentais.
 
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    Re: Não vão querer outra coisa...    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Ok, desligue e volte a dar á chave...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:56 | Sábado, 30 de agosto de 2008
    Re: Ok, desligue e volte a dar á chave...    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 8:57 | Segunda feira, 1 de setembro de 2008
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