24/05/2012 atualizado às 13:07

Cegos de Santa Maria: Farmacêuticos acusados pelo MP

O DIAP de Lisboa concluiu hoje a acusação contra dois funcionários do Hospital de Santa Maria, que responsabiliza pela cegueira causada a seis doentes no Verão passado. A troca de um produto terá estado na origem do incidente. Clique para visitar o dossiê CEGUEIRA EM SANTA MARIA

14:40 Terça feira, 15 de dezembro de 2009

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa concluiu as investigações sobre o caso da cegueira causada a seis doentes do Hospital de Santa Maria.

Um famacêutico e uma técnica de farmácia e de diagnóstico foram considerados responsáveis pelo crime de "ofensa à integridade física grave". 

Clique para aceder ao índice do dossiê CEGUEIRA EM SANTA MARIA

Eis o comunicado divulgado no site da Procuradoria-geral distrital de Lisboa:

"O Ministério Público encerrou o inquérito e deduziu acusação contra duas pessoas no caso da cegueira de doentes no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, verificada no Verão do corrente ano.

O inquérito foi instaurado por iniciativa do Ministério Público, por despacho de 17.07.09, na sequência da pública notícia de factos ocorridos com as intervenções cirúrgicas nos serviços de oftalmologia do Hospital de Santa Maria.

Foi apurado que, em consequência de uma troca de produto ocorrida na fase de preparação do fármaco a utilizar, seis dos intervencionados com o suposto (mas não real) AVASTIN, sofreram lesões graves que produziram a cegueira, a perda de visão ou a afectação grave do sentido da visão.

Tendo em conta o conjunto de provas periciais, documentais, reais, pessoais, profissionais e circunstânciais recolhidas, foi deduzida acusação contra dois arguidos, um deles farmacêutico, a outra técnica de farmácia e de diagnóstico, pela prática como autores, na forma de dolo eventual e em concurso real, de seis crimes de ofensa à integridade física grave, p.p. pelo art. 144º al. b ) do Código Penal.

A investigação revestiu-se de especial complexidade, só tendo sido possível este resultado através, designadamente, dos seguintes elementos de prova:
- Reconstituição do ciclo hospitalar de preparação do fármaco, sua origem e modo de funcionamento orgânico da Unidade de Preparação dos Produtos Citotásticos - UPC, produtos usados em tratamentos oncológicos e no caso do AVASTIN em tratamento off-label, com a inoculação ocular.
- Reconstituição do circuito interno na Unidade de Preparação dos Produtos Citostásticos-UPC e sua ligação ulterior com o bloco operatório;
- Informação clínica sobre a preparação do produto Becizumab em ordem à sua aplicação nos seis doentes intervencionados, informação clínica sobre a existência de alíquotas enquanto produto remanescente de citostáticos anteriormente usados e destinados a tratamentos oncológicos principalmente, como foi o caso;
- Análise do Manual de Procedimentos em arguidos dentro da aludida UPC - Unidade de Preparação de Citostáticos;
- Recolha da necessária informação clínica sobre as propriedades do AVASTIN-Bevacizumab, não só com base na bula do medicamento, como na prova produzida através da inquirição dos especialistas médicos - de oftalmologia e de oncologia;
- Levantamento clínico exaustivo sobre as patologias de cada um dos ofendidos à data da intervenção;
- Concreta reconstituição da preparação da prescrição médica para cada uma das intervenções clínicas, sua preparação na UPC e circunstâncias que originaram a troca do fármaco a utilizar nas intervenções cirúrgicas do dia seguinte;
- Reconstituição das alíquotas existentes à data, com base nos mapas elaborados sobre a produção de citotóxicos dos dias 10 a 16 de Julho de 2009.
- Produção de pareceres médicos periciais, quer pelo Professor responsável pela equipa de Oftalmologia do HSM , quer pelo Professor responsável pela direcção da Delegação de Lisboa do INML, sobre o estado actual de cada um dos intervencionados.

Com base no conjunto vasto de provas circunstanciais, documentais, reais, pessoais, periciais, ficou indiciado que, as graves lesões provocadas aos seis intervencionados, foram consequência necessária de um erro ocorrido na fase de preparação dos produtos citostáticos, dentro da UPC, por incumprimento das normas obrigatórias de preparação desses mesmos fármacos, imputável a cada um dos arguidos acusados.

A troca do fármaco (do AVASTIN por outro produto), uma vez ocorrida, não era perceptível pela equipa médica que fez as intervenções, apresentando-se o fármaco trocado, tal como o AVASTIN, como um líquido incolor e transparente. A troca terá sido provocada por falta de cumprimento dos deveres impostos pelo manual de procedimentos, originando a aplicação errada de um fármaco não destinado aquele fim, o qual uma vez inoculado directamente nos olhos provocaria, como sucedeu, lesão grave ou morte das células com produção de cegueira.

Na célere conclusão da investigação, o MP contou com a prontidão de recolha de provas por parte da PJ (Brigada de Homicídios), bem como com a colaboração institucional da IGAS, do INML e do INFARMED, além da colaboração prestada pela administração do HSM e pela equipa médica de oftalmologia.

O responsável pela equipa de oftalmologia reuniu com celeridade toda a documentação clínica indispensável, que enviou ao MP acompanhada dos respectivos pareceres clínicos e a Delegação de Lisboa do INML apresentou, nos autos, os pareceres necessários, em tempo mínimo.

O inquérito correu termos na 6ª secção do DIAP de Lisboa, que tem competência especializada para os casos de notícia de crime na prestação de cuidados de saúde e foi deduzida em 14.12.2009 pela Procuradora da República que dirige a secção, coadjuvada por procuradora-adjunta da mesma unidade."

Também a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) instaurou processos disciplinares aos dois arguidos, depois de ter recebido hoje de manhã o relatório do Ministério Público, apurou o Expresso.

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Cegueira
ANO1933 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 16:24 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Do mal o menos. Mas não há qualquer penalização que "pague" a cegueira dos seis concidadãos !
Infelizmente, foram privados para o resto da vida de um bem precioso e de que nunca voltarão a usufruir.
Esta, é que é a realidade!
E o processo resume-se ao farmacéutico e à tecnica de farmácia e de diagnóstico ?
Não há mais ninguém, responsável ?
 
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Cegos de Santa Maria Farmacêuticos acusados
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:24 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Trata-se de uma tragédia para todos e a mim é-me difícil de a comentar. Por um lado sinto uma pena imensa das vítimas que deixaram de ver e nem quero imaginar como é. Por outro lado não consigo deixar de lamentar os culpados, que independente da pena que lhe venha a ser aplicada, há sem duvida a da conciência que pode não ser menos pesada. Todos cometemos erros ao longo das nossas vidas, mas há enganos cujas consequências são trágicas. Infelizmente foi o caso.
 
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Pior cego é o que não vê...
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 21:56 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Num país civilizado estava tudo preso de a contas com monumentais indemnizações; num país incivilizado, como a China, os responsáveis eram mortos.
No entanto, como Portugal não é civilizado nem incivilizado, nem carne nem peixe, tudo continua como antes, cada um em seu sítio, como se nada se tivesse passado, e os únicos "presos" para sempre a toda esta irresponsabilidade são as vítimas que ficaram sem ver ou com a visão muito limitada.
Um horror.
Porém, repugnante mesmo, foi ver há pouco na SIC-Notícias, salvo erro, um JUIZ admitir que este caso em tribunal terá poucas hipóteses de sucesso. A não ser para os irresponsáveis, claro.
Isto já não é um Pântano, é uma imoralidade organizada, o que é muito pior.
Vergonha de Justiça esta e de Leis!!!
 
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    Re: Pior cego é o que não vê...    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 1:21 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
    Re: Pior cego é o que não vê...    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 1:41 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
O que se espera agora
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 15:10 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009

... é que a "justiça" seja cega e julgue este dramático caso de negligência grosseira de que resultou a cegueira de várias pessoas!

E com mão pesada!

Cumpts
 
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Pois é ...só espero o mesmo peso e medida...
lsreis (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:00 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
...Agora é que quero ver a Justiça a actuar.
O próprio despacho já é uma pronúncia do que vai acontecer, haveria necessidade de tanto auto-elogio? Pelo que vejo, cumpriram a sua obrigação! Foram céleres, mas isso é o que qualquer cidadão exige da Justiça ou não será?
Não se esqueçam é que a mesma Justiça que vai julgar estes senhores agora indiciados, julgou há pouco tempo um acidente rodoviário na A23 do qual resultaram se não me engano 18 mortos... Poucos foram os que ficaram indignados com o resultado. O próprio MP não terá recorrido da sentença!
Agora, como cidadão só espero da Justiça o "mesmo peso e a mesma medida", sob pena de ser ela própria a criar injustiça...
Mas o comunicado, só pelo facto de ter sido feito e enviado para as redacções, já não pronuncia bom augúrio...
Afinal quem anda a falar demais?!
 
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DESTA VEZ A CULPA NÃO MORRE SOLTEIRA
THUNDERS (seguir utilizador), 1 ponto , 14:55 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Considerando que nenhum dos acusados agiu de má fé,não deixamos de estar perante um caso de òbvia negligencia e assim sendo terão de ser punidos.
A moldura penal deste caso é de 2 a 10 anos de prisão,neste caso acreditamos que a pena aplicada será suspensa.
O "mal" foi de quem ficou cego,e a esses não há dinheiro ou penas de prisão que lhes reparem os danos causados.
 
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    Re: DESTA VEZ A CULPA NÃO MORRE SOLTEIRA ?    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 23:41 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
    Re: DESTA VEZ A CULPA NÃO MORRE SOLTEIRA    Ver comentário
ManuelVilarinhoPires (seguir utilizador), 1 ponto , 0:58 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Vou esperar
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Para ver qual a sentença.
 
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Há a responsabilidade do estado
istoeumcaos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:08 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Há, em primeiro lugar, a responsabilidade do estado já que são funcionários públicos.

Em segundo lugar estas pessoas têm que ser despedidas para que as pessoas estejam sossegadas. De outra forma vão estar a pensar que o medicamento que lhe vão administrar foi preparado por alguma dessas pessoas.

E por fim, como é que isto se passou ? Tinham mais medicamentos em cima da mesa e trocaram tudo ? É importante saber isto com detalhe para evitar que volte a passar o mesmo. E, já agora, tirar todo o tipo de distracções dessa sala para que estejam com a cabeça num só sitio.
 
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Cegueira
malacostumado (seguir utilizador), 1 ponto , 15:34 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Compreendo que o que aconteceu foi feito sem intenção, mas a verdade é que as consequências foram muito gravosas para os doentes em causa. As pessoas têm que ser responsabilizadas pelos seus actos e se isto é verdade para todas as profissões, mais ainda o deve ser para quem tem que lidar com a saúde - a vida, até - dos outros.
 
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Surpreso resumiu bem...
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 17:02 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
..."..É evidente que a gestão do Hospital e dos serviços não instituiu métodos de segurança ,que salvaguarde erros humanos..."...

"Tiro-lhe o meu chapéu"..essa é que é a verdeira razão do problema..
Noutros meios gastam-se balurdios em procedimentos para ir de X a Y..no caso concreto da saúde publica há que ir pela via mais rápida (e mais barata)..
Eu admito que ocorram erros clinicos em que a velocidade a que a morte se aproxima é superior aos meios..este não é certamente o caso..eram intervenções programadas atempadamente..
Mas como já vai sendo costume a responsabilidade recai apenas sobre os mais fracos..não sobre os reais responsaveis pela logistica e administração hospitalar..

cumprimentos..
 
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    Re: Surpreso resumiu bem...    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:02 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
    Re: Surpreso resumiu bem...    Ver comentário
Goodwaves (seguir utilizador), 1 ponto , 20:24 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
A cegueira desta justiça
sousaalmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Os erros humanos são cada vez mais e há uma explicação para este fenómeno, é que a culpa continua a morrer solteira. Senão vejamos: As pontes caem, os erros médicos multiplicam-se, os acidentes ferroviários e rodoviários aumentam, as farmácias enganam-se, os roubos, as fraudes, a criminalidade, são em catadupa, enfim, uma quantidade de coisas que só acontecem derivado ao sistema judiciário que prevalece neste malfadado País. Toda a gente sabe que pode fazer o que quiser, que nada lhe acontece, sendo assim, para quê estar preocupado ou com atenção? Quem vier atrás que feche a porta é com este espirito que vamos vendo os nossos parceiros da UE a passarem-nos à frente, alguns, aquando da sua integração, encontravam-se num subdesenvolvimento bastante inferior ao nosso. A grande preocupação, que deveria ser a de todos nós, é quem é que vai tomar conta deste barco, até agora só vejo, uns oportunistas e outros com uma ambição desmedida para encherem os bolsos, nada mais.
 
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Só exijo que a justiça;cumpra e faça cumprir a lei
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:24 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Só exijo que a justiça faça justiça;pois em respeito ás vítimas que ficaram cegas;e não só ás vítimas;pois as famílias;também já sofreram com os erros destes irresponsáveis da saúde;em que cometeram tantos crimes;contra pessoas inocentes;e afinal estes inompetentes;e até criminosos;pois não podemos admitir que a nossa saúde continue na mão de pessoas sem preparo;e até pessoas sem respeito ao povo português.. ESPERO QUE A JUSTIÇA;AO LER ESTE MEU COMENTÁRIO;QUE EU AQUI REPRESENTO;PRATICAMENTE OS 10 MILHÕES DE PORTUGUESES...VIRAM..??? Senhores da justiça...??? espero aqui lhes dar os meus parabéns á justiça do meu país que me víu nascer;pois é a missão e obrigação da nossa justiça..É para isso que nós todos os portugueses contribuímos;para que cada organismo que fazem parte do aparelho dos organismo do estado;que todos cumpram com a sua missão..Só assim poderemos construir um país mais fraterno e mais justo..Se todos cumprirem com as suas obrigações.. obrigado.. até mais.. saudações.. kantiflas.
 
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Remédio Santo
Luís, Oeiras (seguir utilizador), 1 ponto , 18:43 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Há animais que só aprendem com psicologia comportamental: acção, reacção - que é como quem diz: balela, chapada. Os nossos médicos são charlatães vaidosos que se riem de serem pagos por nós para nos encurtar a vida. Estou-me a referir a uma cultura médica que abrange a maioria destes profissionais no nosso país. Enquanto continuarmos a credibilizar as suas intrujices a situação não mudará. A culpa é dos pacientes que se comportam como bananas frente à presunção autoritária do médico.
O médico é especialista da cura, mas o paciente é o grande especialista na sua dor - se não disser onde lhe dói dificilmente o outro adivinhará. Um médico que não sabe isto não é um médico - é um bidet.
 
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A irritação vai subindo de tom ...
lsreis (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
... cada vez que leio o comunicado da Procuradoria-geral distrital de Lisboa!
Não estou contra as vítimas nem a favor dos indiciados, estou contra este "comunicado"! Irrita só de ler!
Mas para saberem o meu estado de "alma" vou contar mais um episódio da minha vida, mas daqueles que nunca esquecerei. Finais dos anos 80, construcção da A1 e do "viaduto" sobre o "vale do Mondego", um Sábado ou Domingo de madrugada, nevoeiro na estrada, vai uma família portuguesa de cinco membros, passam por "algo de sinalização" na auto-estrada, mas passam, e 50 metros à frente um buraco de 25 metros, voam e esmagam-se contra o pilar de cimento do dito viaduto! Resultado não recebemos cinco "vítimas", mas cinco cadáveres! Paz à sua alma! Deu-me tal volta ao estômago que indaguei ao certo o que tinha acontecido. A "sinalização" era para mudar para a faixa contrária, porque as duas vias no sentido sul-norte estavam interrompidas pela queda de cerca de 25 metros do viaduto. A sinalização era tão eficaz que estava colocada a cerca de 50 metros do "buraco" e tão eficaz que permitia passar um carro sem qualquer sobressalto! Não sei o resultado da Justiça, mas presumo que estes cinco portugueses deveriam, infelizmente, fazer parte do "caderno de encargos" da A1.
Isto porque também já aprendi que em grandes obras são sempre calculadas umas "vidazitas", quer de trabalhadores, quer de "acidentais" que por lá passem!
Quando é que vamos ter coragem para mudar isto?
 
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    Re: A irritação vai subindo de tom ...    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 19:48 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
    Re: A irritação vai subindo de tom ...    Ver comentário
lsreis (seguir utilizador), 1 ponto , 21:29 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
    Re: A irritação vai subindo de tom ...    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 17:50 | Quarta feira, 16 de dezembro de 2009
Triste a nossa sina!...
lsreis (seguir utilizador), 1 ponto , 20:46 | Terça feira, 15 de dezembro de 2009
Quando decidi comentar a notícia, não queria julgar nem inocentar ninguém, não é essa a minha função de cidadão! Infelizmente, para outros parece que é! Mas também felizmente que não são juízes, senão voltaríamos à Idade Média e aos tempos da Inquisição, a analisar alguns comentários atrás! Só digo, a Filosofia no antigo 7º ano do Liceu faz muita falta a muita gente, infelizmente a começar pelo topo! Mas vamos ao que interessa! O Direito na sua essência consegue distinguir bem os "bens" mais essenciais! O "bem" maior é o direito à vida! Está consignado na nossa Constituição, na Carta dos Direitos Humanos da Onu, etc! Portanto, a "vida" vale mais que um "orgão do sentido"! Por isso, é que os assassinos têm as penas mais pesadas, ou não será? Os srs. conhecem o despacho de acusação do acidente da A23? O MP de Castelo Branco fez algum comunicado? Em termos concretos, os "indiciados" do acidente da A23 eram acusados de 18 crimes de homicídio "involuntário", por "dolo" não seria, por "negligência grosseira", talvez! Resultado da Justiça, um foi "inocentado", o outro condenado a pena suspensa de 4 anos e não sei quantos meses ... já agora, pergunto, com ou sem inibição de conduzir?
Então, se a Procuradoria distrital de Castelo Branco não sentiu necessidade de "publicitar" um despacho de acusação, porque, raio agora, a de Lisboa teve essa necessidade?
Será preciso ter a cadeira de Filosofia para perceber o que está por trás disto? É a mesma Justiça ou não é a mesma Justiça?
 
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