O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje que vai ser oposição responsável ao próximo Governo, afirmando que não está obcecado por cargos ou por lugares.
"Confirmei ao primeiro-ministro indigitado que o CDS será oposição. Foi esse o mandato que recebemos. Seremos uma oposição à política socialista no Governo de Portugal", declarou Paulo Portas.
"Sempre disse que não estava obcecado nem por cargos nem por lugares. Podem hoje confirmá-lo", afirmou, acrescentando que o CDS-PP "tem um caminho próprio" e que a sua independência se estende "a qualquer outro partido político".
Fidelidade ao programa do partido
O líder do CDS-PP reiterou que o seu partido será "oposição responsável" e com sentido de compromisso no Parlamento e o único critério para decidir o voto será a fidelidade ao "caderno de encargos" do partido.
"O CDS verificará lei a lei, proposta a proposta, com atitude responsável, a qualidade do que for proposto e a possibilidade de as nossas propostas avançarem", disse.
Questionado sobre se o primeiro-ministro nomeado lhe perguntou se estaria disponível para coligações ou acordos, Paulo Portas confirmou que sim.
Portas deu nega a Sócrates
"Sim, perguntou, e eu disse que não", afirmou Paulo Portas. Sobre esta matéria, Paulo Portas disse que "ficaria surpreendido" se o chefe do Governo quisesse fazer coligações à esquerda.
"Ficaria surpreendido que um chefe do Governo propusesse coligações a todos os partidos independentemente da sua orientação. Estará mais preocupado com a manutenção do poder do que com as políticas", afirmou Paulo Portas.
Paulo Portas esteve hoje reunido durante duas horas com o primeiro-ministro, José Sócrates, na residência oficial do chefe do Governo, e apresentou as conclusões desse encontro na sede nacional do CDS-PP.