Os centristas foram os primeiros a disponibilizar as assinaturas dos seus doze deputados para viabilizar a comissão de inquérito, e dão hoje mais um passo em frente nesse sentido. No entanto, o CDS não pode forçar sozinho a constituição da comissão de inquérito, para o que necessitariam de 46 deputados (um quinto do total da Assembleia da República).
A iniciativa do CDS ficará, assim, à espera de ser agendada para debate e votação no Parlamento. É provável que recolha os votos do PCP e do Bloco de Esquerda, e a oposição do PS, mas não é certo qual o sentido do PSD - cujos votos são indispensáveis para a realização do inquérito parlamentar.
Os social-democratas já ameaçaram com um inquérito, pela voz do próprio Luís Filipe Menezes, mas têm sido pressionados, nomeadamente pelos sectores cavaquistas, no sentido de não tomarem atitudes que fragilizem ainda mais a situação do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.
Depois de Constâncio ter dado explicações ao Parlamento, na sexta-feira passada, esta tarde é a vez do presidente da CMVM, Carlos Tavares.