O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu hoje que o "descontrolo das contas públicas" colocou o país "numa situação em que não há outro tipo de terapêutica" a não ser as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro.
"Infelizmente, o descontrolo das contas públicas dos últimos anos colocou-nos numa situação em que não há outro tipo de terapêutica. Não temos escolha, a não ser cumprir ou cumprir", afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas.
Para o CDS, o orçamento anunciado é "obviamente bastante doloroso", com "medidas muitíssimo difíceis que irão afetar de uma forma direta e de uma forma muito dura o quotidiano de muitos portugueses".
"Temos que ter consciência que Portugal atravessa um dos períodos mais difíceis da sua História e ao mesmo tempo temos que estar à altura dessas dificuldades", frisou.
Medidas correspondem à situação do país
Nuno Magalhães considerou que o pacote de medidas anunciado é "correspondente à situação em que o país se encontra e que o primeiro-ministro de uma forma clara resumiu de 'emergência nacional'".
"Significa que estas medidas, que são difíceis, serão duras, mas que são mais do que uma questão de escolha política, são inevitáveis para recuperar a nossa soberania, e voltar a ter esperança", argumentou.
O líder da bancada democrata-cristã sublinhou a "preocupação com os mais desprotegidos dos mais desprotegidos" na atualização das pensões mínimas e rurais.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o Orçamento do Estado para 2012 "prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das empresas públicas acima de mil euros por mês".