CDS dá "apoio condicional" ao pedido de ajuda externa
Paulo Portas anunciou hoje que o CDS dá "apoio condicional ao pedido de ajuda externa". Segundo o líder centrista esse apoio será apenas na medida em que o acordo com a Comissão Europeia se limite ao financiamento de emergência para acudir às situações mais urgentes de tesouraria do país. Não pode, no entanto, comprometer as opções politicas apôs as eleições legislativas.
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Lembrando que o governo ainda não esclareceu " nem a natureza nem os limites" do pedido de ajuda, Portas estabeleceu a orientação do CDS sobre esta matéria: "Podemos concordar com um pedido de ajuda de emergência para uma situação de emergência, mas não concordaremos que esse pedido substitua a escolha livre dos portugueses".
Em conferência de imprensa na sede do partido, Portas considerou que se enquadra nas competências de um governo de gestão " dar solvência aos nossos compromissos no curto prazo", pois isso "é necessário e urgente" - ou seja enquadra-se naquilo que a constituição define como competência de um governo de gestão. Mas nada mais do que isso. E deixou um recado para ser ouvido em Bruxelas: " a União Europeia junta estados constitucionais e democráticos", portanto não pode forçar os limites da constituição nem condicionar uma eleição que já está marcada.
Paulo Portas reafirmou o compromisso do CDS em relação às metas de redução do défice este ano e nos próximos, mas avisou que a forma de conseguir essa redução será uma questão central no debate até às eleições legislativas. Após esse debate, em que os partidos apresentam as suas propostas para travar a divida, reduzir a despesa e reanimar a economia, o novo governo " terá legitimidade reforçada" para definir o que fazer.


