19 de junho de 2013 às 2:55
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Cavaco Silva preside a debate na ONU

Presidente da República faz defesa da língua portuguesa e das intervenções humanitárias.
Luísa Meireles, enviada aos EUA (www.expresso.pt)
Cavaco Silva dirige os trabalhos no Conselho de Segurança da ONU António Cotrim/Lusa Cavaco Silva dirige os trabalhos no Conselho de Segurança da ONU

Cavaco Silva fez hoje uma veemente defesa da língua portuguesa, ao abrir um debate sobre proteção de civis em conflitos armados no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O debate é o primeiro aberto da presidência portuguesa do Conselho de Segurança, que ocorre durante o mês de novembro, e ao qual a presença do chefe de Estado português confere uma importância particular.

O Presidente da República fez questão de salientar que o Conselho de Segurança conta atualmente com dois países de língua portuguesa (Portugal e Brasil), o que, disse, é "sinal expressivo do seu compromisso inequívoco com a promoção dos valores da paz, da segurança e do respeito pelos direitos inalienáveis de todos os seres humanos".

O português é "um dos idiomas em maior expansão no mundo, sendo a terceira língua europeia, em número global de falantes, e a sexta a nível mundial", sublinhou ainda Cavaco Silva, que desde o início do seu primeiro mandato se tem manifestado a favor da elevação do português a língua oficial da ONU.

A favor da intervenção humanitária...


Mas Cavaco Silva aproveitou também para expor a posição portuguesa sobre a temática da intervenção humanitária em situações de conflito, dizendo que Portugal não só condena os ataques que têm os civis como alvo como advoga a intervenção da ONU e em especial do Conselho.

"Portugal condena da forma mais veemente possível todos os ataques que tiveram e têm os civis como alvo", disse Cavaco Silva, destacando em particular os casos da Líbia, da região dos Grandes Lagos, do Afeganistão, do Iraque e da Síria.

"Vítimas não são somente aqueles que são parte no conflito, que são mortos, mutilados ou feridos por integrarem um exército regular ou um grupo de combatentes, são de facto os civis que continuam a sofrer, em larga escala, os efeitos directos das guerras", afirmou.

... mas com mandatos realistas e responsabilidade penal


"É nossa obrigação aprender com as lições do passado", declarou ainda o Presidente português, explicitando que "a inação nunca é uma solução e jamais poderá ser a resposta das Nações Unidas (...) sob pena de sermos coniventes com aqueles que violam o direito humanitário internacional e os Direitos Humanos".

Cavaco Silva manifestou ainda a preocupação de que devem ser elaborados mandatos de proteção de civis realistas, bem como a necessidade de "aprofundar a responsabilidade por violações dos Direitos Humanos", através do Tribunal Penal Internacional, "para prevenir violações futuras.

No debate intervieram também o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navanethen Pillay, e o director do Direito Internacional e Cooperação do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Philip Spoerri.

A presidência do debate aberto pelo Presidente português é o primeiro ato oficial de Cavaco Silva durante a sua visita aos EUA. Hoje à tarde (16h15 locais, 21h15 de Lisboa) será recebido pelo Presidente Barack Obama.

Comentários 7 Comentar
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Prestigio para Portugal,Cavaco na ONU
Na afirmação da nação lusiada na Assembleia das Nações.
Quantos integram a sua comitiva esta vez ?
Quantos integram a comitiva de Cavaco ?

Isso é que interessa saber , o resto não passa de palhaçadas na sua maior parte e a andar-se a divertir e a passar férias com o dinheiro de Portugal.

Presidência da República no Paraguai com comitiva de peso

Enquanto Passos Coelho se faz acompanhar de quatro pessoas, Cavaco Silva leva 23 para uma cimeira de dois dias
 
Se a importância que os nossos governantes dão aos países que lhes cabe visitar se medisse pela dimensão da comitiva que os acompanha, ficaríamos a saber que a 21.a Cimeira Ibero-Americana, que decorre entre os dias 27 e 28 de Outubro, em Assunção, no Paraguai, é muito mais importante para o Presidente da República que para o primeiro-ministro ou para o chefe da diplomacia, Paulo Portas.
Enquanto Pedro Passos Coelho leva consigo quatro pessoas, incluindo segurança, Aníbal Cavaco Silva arrasta atrás dele um séquito de 23, no qual se incluem mordomo e médico pessoal. O Presidente, que se eternizou na célebre frase “Ninguém está imune aos sacrifícios”, já tinha suscitado consternação aquando da visita aos Açores em Setembro, por se ter feito acompanhar de uma comitiva de 30 pessoas, entre as quais estavam o chefe da casa civil e sua esposa, quatro assessores, dois consultores, um médico pessoal, uma enfermeira, dois bagageiros, dois fotógrafos oficiais, um mordomo e 12 agentes de segurança.

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http://goo.gl/edmnc
Re: Quantos integram a sua comitiva esta vez ? Ver comentário
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Para que levou tanta gente?

Para que insiste em gastar, como se fossemos ricos?

Porque não faz sacrifícios, como nos pede?

Não vai deixar saudades!

PORRA !!! DESTA VEZ NÃO SE PODE CRITICAR ...
Esteve bem o Sr. Presidente da República Portuguesa ...
e isto sem qualquer tipo de ironia ...
Os "lomites" foram ultrapassados à muito...
"Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo", defendeu Otelo, em entrevista à Agência Lusa, num comentário à "manifestação da família militar", no sábado, em Lisboa.
 
"Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas", disse.
 
Mas diz compreender as suas razões e considera que as mesmas podem conduzir a "um novo 25 de Abril".
 
"Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à actuação da classe política". Esse limite, considerou, foi ultrapassado em 1974 e culminou com a "revolução dos cravos".
 
Hoje, Portugal está "a atingir o limite", disse, corroborando o que há seis meses dissera à Lusa: "Se soubesse o que sei hoje não teria possivelmente feito o 25 de Abril".
É SÓ FESTANÇAS!!!
Isto é só rir!
Então os portugueses têm que fazer sacrificios e andam os que deveriam dar o exemplo em passeatas?
Um presidente duma ilhita a fazer festanças?
Assim não!!! Assim ninguem nunca acreditar que falar a sério!
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