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A esmagadora maioria dos portugueses, 70,4%, considera que o Presidente da República devia abdicar de receber o subsídio de férias e de Natal a que tem direito como reformado do Banco de Portugal. Dos inquiridos, apenas 22% consideram que o antigo primeiro-ministro não deveria recusar o valor referente ao 13.º e ao 14.º meses.
O Banco de Portugal tem um regime especial podendo, por isso, decidir sobre a aplicação da medida do Governo que corta o subsídio de Natal e de férias aos funcionários públicos e pensionistas. A instituição vai ainda decidir se os pensionistas vão receber o 13.º e o 14.º meses Os membros do conselho de administração do Banco já abdicaram de receber os subsídios.
"Pieguice" de Cavaco Silva foi "infeliz"
Os portugueses não concordam com as declarações do Presidente da República referentes às suas remunerações. Quase 25% dos inquiridos classificam como inadmissível o facto de Cavaco Silva ter dito que o que ganha não iria chegar "para pagar as despesas" e 49,1% qualificam de "infeliz" o seu depoimento. O Presidente da República só recebe complacência de 20.9% dos inquiridos, que consideram as palavras "compreensíveis".
Alegada má relação institucional é culpa de Cavaco
Depois de notícias recentes que deram conta de um "mal-estar" entre o Presidência da Republica e o Executivo, 42,1% dos inquiridos consideram que Cavaco Silva é o responsável pelo atual estado das relações.
Já Passos Coelho é apontado por 15,5% dos portugueses como o culpado pela eventual tensão entre Belém e São Bento. Mais de 40% dos entrevistados responsabilizam ambos, Presidente da República e primeiro-ministro.
A avaliação negativa dada nestas três respostas poderá estar relacionada com a perda de popularidade do chefe de Estado. De janeiro para fevereiro, Cavaco Silva perdeu quase 12 pontos percentuais na sua popularidade e 31,8% dos portugueses consideram a atuação do Presidente da República como negativa.
Ficha técnica
Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso e SIC, de 2 a 7 de fevereiro de 2012.
Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.
O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa.
A amostra foi estratificada por Região (Norte - 20,0%; A.M. do Porto - 13,5%; Centro - 30,4%; A.M. de Lisboa - 26,6%; Sul - 9,5%), num total de 1010 entrevistas validadas.
Foram efetuadas 1269 tentativas de entrevistas e, destas, 259 (20,4%) não aceitaram colaborar neste estudo de opinião. Foram validadas 1010 entrevistas, correspondendo a 79,6% das tentativas realizadas.
A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo.
Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (feminino - 52,0%; masculino - 48,0%) e, no que concerne à faixa etária (dos 18 aos 30 anos - 16,2%; dos 31 aos 59 - 50,8%; com 60 anos ou mais - 33,0%).
O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95,0%.
Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.