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Cavaco otimista sobre as dívidas de Angola (vídeo)

Presidente da República tem fortes indicações de que as situações mais graves de dívidas angolanas às empresas portuguesas estão a ser solucionadas. (Veja vídeo SIC)

Ricardo Costa, enviado a Luanda (www.expresso.pt)
20:54 Domingo, 18 de julho de 2010
Cavaco Silva no avião com os jornalistas à chegada a Luanda
Cavaco Silva no avião com os jornalistas à chegada a Luanda
Miguel A. Lopes/Lusa
O Presidente da República tem fortes indicações de que as situações mais graves de dívidas angolanas às empresas portuguesas estão a ser solucionadas. Este é um dos pontos fundamentais de uma viagem de Estado acompanhada por 130 empresários.

Numa conversa informal com os jornalistas, a bordo do avião que o transportou a Luanda, Cavaco Silva remeteu as respostas a casos concretos para os empresários. Mas mostrou um claro otimismo. O Expresso sabe que nas últimas semanas, o governo angolano deu sinais de que está a resolver as situações mais graves de uma dívida que se deve situar entre os 500 e os 1500 milhões de euros, e que ameaçava paralisar algumas empresas portuguesas, sobretudo do setor da construção civil.

A visita de Estado de Cavaco Silva surge num momento chave para as relações económicas entre os dois países. Depois da euforia de 2006 (que coincidiu com uma viagem de José Sócrates), a crise de 2008 provocou teve um efeito travão no crescimento do PIB angolano: uma queda brutal do preço do petróleo e de outras matérias-primas provocou graves problemas nas reservas monetárias e levou a falhas sistemáticas nos pagamentos numa altura em que muitas empresas portuguesas tinham partido para Angola, rapidamente e em força. A euforia deu lugar às dívidas, o eldorado a uma realidade que os mais incautos não esperavam.

Cavaco Silva pretende, com esta visita, normalizar as relações de confiança entre as duas partes. Angola é o quarto parceiro comercial de Portugal (depois de Espanha, Alemanha e França), e o nosso superavit comercial ultrapassa a soma de todos os outros países com quem temos superavit. Ou seja, numa altura em que as exportações são apontadas como o principal (ou único) caminho para a recuperação da nossa economia, deixar de olhar para Angola pode ser um erro fatal.


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O Presidente
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 22:26 | Domingo, 18 de julho de 2010
Com esta declaração tenta sensibilizar o governo Angolano para que resolva esta situação o mais breve possível.
 
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A política do "toma lá, dá cá"
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:44 | Segunda feira, 19 de julho de 2010
Sim, o Presidente tem razão. Angola está a iniciar o pagamento às empresas de construção civil portuguesas.

Esqueceu-se de dizer: Graças à linha de crédito concedida por Portugal.

Vão pagar-nos com o dinheiro que lhes emprestámos. Dinheiro que... pedimos emprestado.

Sei que a rotura dos contratos, representaria a falência de uma série de empresas e o retorno de milhares de desempregados.

Na prática, estamos com uma política de subsídio "encapotado", para com essas empresas.

Como no fim, somos todos nós que vamos pagar e já somos crescidinhos, que nos digam a verdade.
 
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    Re: A política do    Ver comentário
zorbarex (seguir utilizador), 1 ponto , 10:39 | Segunda feira, 19 de julho de 2010
Quantas vezes ainda cantará o galo negro?
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 12:21 | Segunda feira, 19 de julho de 2010
A elite do MPLA de Eduardo dos SAntos, compra em Lisboa,arredores e por esse País fora, apartamentos no ex-Estoril Sol ,Quintas no Douro e por aí adiante.Os empreiteiros que fiquem para trás, que aguentem mais algum tempo senão vão para o olho da rua.
Vão uns e vem outros, porque até Angola ser um Estado de Direito , ainda o galo negro há-de cantar muitas vezes.
 
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A insustentável leveza das dívidas
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:10 | Domingo, 18 de julho de 2010
Como não podia deixar de ser, o Presidente Aníbal acha que o problema das dívidas de Angola às empresas portuguesas está a ser solucionado. É uma mensagem otimista que o PR está a pretender passar e reveladora de uma esperança que não tem para o país que o elegeu, que por sua vez, na sua opinião, está numa situação insustentável, talvez pela leveza das dívidas de ooutros que se esquecem de pagar o que devem, gesto que não alteraria grande coisa, mas sempre era uma ajudinha para quem tanto precisa.
 
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blá...blá...
leitaojo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:29 | Segunda feira, 19 de julho de 2010
Conheço uma média empresa que a dívida ascende a cerca de 1 milhão de euros há mais de 5 anos!!! o sr presidente está confiante porque não é ele que tem de resolver os imensos casos de dívidas ás empresas portuguesas, mas quem as gere, ele limita-se a conversa de treta á boa maneira dos politicos.
 
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