Cavaco compromete-se a intervir mais
Cavaco Silva prometeu hoje mais uma vez que vai exercer uma "magistratura activa para que Portugal encontre um rumo de futuro". O candidato presidencial, que falava num almoço em Portalegre com apoiantes, respondia assim ao repto do seu mandatário distrital, José Roquete, a "intervir mais".
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Roquete incentivou mesmo Cavaco a "levar as suas convicções até ao fim". "Exerça os seus poderes sem medo e na altura altere o rumo deste país", disse-lhe perante um pavilhão repleto de apoiantes que o aclamaram.
O candidato voltou entretanto a insistir que é preciso dar mais atenção aos agricultores e ao mundo rural, e que os responsáveis políticos têm de ouvir e auscultar os problemas desta zona: "Portugal precisa hoje, mais do que nunca, da agricultura, silvicultura, pecuária e turismo de qualidade desta região", disse.
Apelo ao voto "definitivo"
Tal como ontem em Alcobaça, onde também falou aos agricultores, o candidato presidencial salientou a importância de não serem desperdiçados os fundos europeus e da negociação da Política Agrícola Comum, que agora se inicia, envolver os agricultores. O mesmo recado e a mesma crítica à anterior direção do Ministério da Agricultura.
Apelando diretamente ao voto "definitivo", já a 23 de Janeiro - "não podemos perder tempo", afirmou, uma frase que vai repetindo - o candidato qualificou esta campanha como "uma jornada patriótica por Portugal, em que ninguém pode ficar de fora".
Depois do almoço o candidato segue para a Covilhã e o Fundão, bastiões do poder socialista, e fará um jantar-comício em Castelo Branco.


Alberto Frias
Cavaco Silva disse que campanha é uma jornada patriótica por Portugal, em que ninguém pode ficar de fora
