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Cavaco apela a "novo espírito de cidadania"

"As comemorações do centenário da República poderão ser a semente de um novo espírito de cidadania", disse o Chefe de Estado hoje no Porto.

14:30 Domingo, 31 de janeiro de 2010

O Presidente da República, Cavaco Silva, abriu hoje no Porto as comemorações dos 100 anos da implantação da República apelando a "um novo espírito de cidadania" inspirado nos ideais dos primeiros republicanos.

"As comemorações do centenário da República poderão ser a semente de um novo espírito de cidadania", afirmou Cavaco Silva na cerimónia solene de abertura das comemorações, que decorreu debaixo de chuva na Praça Humberto Delgado e Avenida dos Aliados.

Para o chefe do Estado, o mais de ano e meio de comemorações constitui a "oportunidade ideal" para renovar os valores republicanos, como "o amor à pátria e a ética na vida política".

Espírito de 31 de Janeiro


Cavaco Silva desejou que seja possível "incutir nos portugueses do século XXI o mesmo espírito do 31 de Janeiro" de 1891, data da primeira tentativa fracassada de implantação da república em Portugal.

O Presidente terminou o seu discurso, em que citou Miguel Torga, João Chagas, João de Deus e Guerra Junqueiro, declarando abertas as comemorações "em nome dessa esperança coletiva que se chama Portugal".

O primeiro ministro, José Sócrates, definiu as comemorações do centenário da República como "um momento não de nostalgia, mas de celebração".

"A implantação da República foi muito mais do que uma rutura constitucional. Foi um momento profundamente reformista", afirmou José Sócrates.

Porto é centro de liberdade


O chefe do Governo salientou que a revolva de 31 de Janeiro "não aconteceu por acaso no Porto", cidade que, em sua opinião, "continua a ser um grande centro de liberdade".

José Sócrates apelou aos portugueses para se unirem "numa comunidade com projeto de futuro", lembrando que, com a democracia, são "um povo que em liberdade escolhe o seu futuro".

O presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva, recordou o papel do Porto em momentos
importantes para a implantação do liberalismo e do republicanismo em Portugal, nomeadamente na revolução de 1820, Cerco do Porto, 31 de Janeiro de 1891 e criação do Movimento de Unidade Democrática (MUD), logo a seguir à II Guerra Mundial.

500 iniciativas


Artur Santos Silva lembrou também o papel do seu bisavô (fundador do jornal A República Portuguesa), avô (presidente da Câmara do Porto e ministro da primeira República) e pai (candidato a deputado pela oposição democrática) na luta pelos ideais democráticos e republicanos.

Artur Santos Silva manifestou esperança de ver as "mais de 500 iniciativas" programadas para estas comemorações como momentos de renovação, regeneração, reflexão e procura de soluções para uma República "mais moderna, mais eficiente e mais democrática".

"Impõe-se questionar a qualidade da nossa vida democrática", realçou, recordando que os valores republicanos incluíam o "patriotismo, exaltação do sentido de cidadania e o desapego dos bens materiais".

A cerimónia contou também com a presença de, entre outros, os ex-presidentes da república Mário Soares e Jorge Sampaio, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, vários ministros e autoridades judiciais e militares.

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Cavaco Silva
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:46 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
Este discurso de Cavaco Silva vem na linha daquele que proferiu no início do ano.
Ambos os discursos bem elaborados e com sentido construtivo.
A continuar, neste ritmo, seria uma pena perdermos um Presidente da República, como Cavaco Silva.
E, desde já adianto, que na minha opinião não é qualquer BE e POETA que o vencerão !
Os portugueses, conhecem uns e o outro !
Se o PS, quiser ter algumas hipóteses, terá de arranjar uma alternativa, embora tudo indique que terão de o "ENGOLIR", qual "sapo vivo" !
 
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Espírito de Cidadania
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:50 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
Alegro-me que as comemorações do Primeiro Centenário da Implementação da República se tenham iniciado no Porto neste 31 de Janeiro e que ali, entre outras coisas, se tenha dito, neste caso pelo mais alto representante da República de Portugal, que o nosso País precisa de um novo espírito de cidadania e que um centenário como este pode ser uma boa ocasião para o procurar, o encontrar, o dinamizar, o inculcar. Isto mesmo, portanto, é o que eu também espero. Portugal, de facto, precisa de redescobrir o seu espírito; eu diria mesmo, Portugal precisa de reencontrar a sua alma: a alma de uma nação de gente valorosa e dedicada; de gente honesta e de confiança; de gente séria e de palavra; de gente generosa, mas também exigente (consigo própria e com os outros); de gente voluntarista, mas também capaz de grandes actos de cálculo e de inteligência. E acima de tudo, eu desejo muito que Portugal volte a descobrir-se como aquilo que, de uma forma ou de outra, sempre foi, até por definição: um País de gente solidária; um País Unido no essencial e, acima de tudo, um País de gente de Fé, gente animada por uma Esperança que não morre, um Povo de gente que sabe que, no fundo, só Deus, depois de tudo, de todos os trabalhos e canseiras, realmente nos vale. Mas os Portugueses também sabem que Deus ajuda, antes de mais, aqueles que se ajudam a si próprios; que Deus faz os milagres que nós próprios operamos; que Deus é uma Palavra sem a qual nem Bom Dia se pode dizer. Ora isto tb. é Cidadania!
 
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Republica
ricardojlm (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 15:49 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
Vamos festejar a Republica...9 meses antes do tempo. Até dá tempo para nascer mais um republicano.
 
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Durante a ditadura era proibido comemorar o
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:10 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
5 de Outubro e ainda me lembro que muitos cidadãos iam ao cemitério do Alto de S.João, onde sempre estava a PIDE e junto da estátua do Antonio Jose de Almeida para aí colocarem flores, mas sempre lá estava a policia para carregar sobre as pessoas que de forma pacífica queriam comemorar a data da implantação da República. Mas agora pergunto. Onde estava Cavaco Silva durante todos esses anos?...
 
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    Re: Durante a ditadura era proibido comemorar o    Ver comentário
pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
Novo ??!!
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 14:44 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
O novo espirito de cidadania a que estes ilustres se referem tem a ver com o desenvolvimento de um espirito mesquinho e nefasto, designado em termos práticos por BUFARIA.
É convidar os cidadãos a denunciar comportamentes desviantes e que possam ser reprimidos.
Poupa-se em ordenados e empregos e incumbe-se cada um de andar a espiar o que o vizinho anda a fazer.
Mas as denuncias que a classe dirigente quer é as que incidam no zé ninguém que furtou 2 maçãs reinetas para matar a fome.
Se forem denunciados os tubarões (perdoem-se estes animais a nefasta comparação) que roubam o erário público em milhares de milhões, isso não vale. E quem tiver a ousadia de denunciar, ainda pode sofrer represálias e consequências.
Estes apelos desesperados soam-me a perigos iminentes que a qualquer hora podem manifestar-se.
Que saberão estes tipos mais do que o pobre do povo ?
Cheira-me a esturro tanto desespero.
 
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Muito há a fazer
userEX183685 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:51 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
"Impõe-se questionar a qualidade da nossa vida democrática", realçou, recordando que os valores republicanos incluíam o "patriotismo, exaltação do sentido de cidadania e o desapego dos bens materiais
Artur S. S.
.
Para o chefe do Estado, o mais de ano e meio de comemorações constitui a "oportunidade ideal" para renovar os valores republicanos, como "o amor à pátria e a ética na vida política".
-
Duas propostas razoáveis e suficientes para fazer cair esta república que só semeia desigualdades.
Venha uma a sério.
Comece-se já hoje ,ordeira e conscienciosamente,sem os dramas que as revoluções bruscas acarretam .
 
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Novo Espírito de Cidadania...
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
O nosso Presidente apela a NOVO ESPÍRITO DE CIDADANIA que, por outras palavras, quer dizer: portugueses vocês não podem andar por aí a acusar os governos, políticos, justiça, corrupção, ladrões de colarinho branco, jobs for the boys, etc, por incompetência e desonestidade, por que isso fica-vos mal. Vocês têm que adquirir um NOVO ESPÍRITO DE CIDADANIA para que nós, os políticos, os governantes, os ladrões de colarinho branco, os compadrios e tudo o mais possam viver em paz e sossego com os seus milhões escondidos nos OFF SHORES, por que é assim que se pratica a cidadania...
VIVA A REPÚBLICA DAS BANANAS... VIVA...AH...AH...AH...AH...

 
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    Re: Novo Espírito de Cidadania...    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
...
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 22:54 | Domingo, 31 de janeiro de 2010
Porque terá Deus escolhido a Monarquia para o Reino dos Céus?
Se os republicanos meditassem um pouco nisto só lhes fazia bem...
 
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Ética...
alrane (seguir utilizador), 1 ponto , 14:35 | Segunda feira, 1 de fevereiro de 2010
"o amor à pátria e a ética na vida política".
Pois,diz muito bem, mas deve ser para todos, especialmente para os políticos que tomaram conta do país
há mais de trinta anos. É vê-los a crescer à custa de todos
nós.
Amor à pátria é o que não falta a este pobre povo, "comido" a torto e a direito por pessoas que não
merece o pão que comem. Quando ouvimos políticos
a lançar balelas, julgando-se no direito de dar moral aos
outros,melhor fariam se se vissem ao espelho.
Ética na vida política?? Não vale a pena falar de recentes e tristes episódios, envolvendo o PR, que todos conhecemos.
Enquanto há políticos que tem várias reformas,(conseguidas por mordomias,vergonhosamente institucionalizadas e profudamente injustas) a maior parte dos reformados portugueses vive com reformas miseráveis(muitos trabalharam mais de 50 anos).
Não é só o amor à pátria e a ética política.
  Deve-se também reeducar os políticos de todos os quadrantes no sentido de respeitarem quem lhes paga os salários (estes deveria ser definidos por pessoas independentes) e chorudas reformas, reeducá-los, ensiná-los a saber o que é a justiça social, fazer-lhes ver o quão injusto é um idoso não ter condições económicas para comprar medicamentos, ou o essencial para se alimentar com dignidade, enquanto outros vivem à fartazana,
Como dizia António Aleixo: "Quem trabalha e come, não come o pão de ninguém. Quem come e não trabalha, come sempre o pão de alguém".
Gostaria mais de ver exemplos...

 
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