Caso Nuno Simas põe Portugal em 33.º no índice de liberdade de imprensa
Portugal ficou em 33.º lugar no índice de liberdade de imprensa dos Repórteres sem Fronteiras (RSF). A organização denuncia lacunas na proteção das fontes.
O responsável da RSF para a Europa e Ásia Central afirma que o caso de Nuno Simas foi fundamental para esta má classificação de Portugal.
"Consideramos que foi perigoso o que aconteceu, porque a proteção das fontes foi posta em causa." Joahnn Bihr sublinha que sem a garantia de que a identidade das fontes pode ser protegida, os jornalistas deixam de conseguir fazer o seu trabalho.
"A posição de Portugal não é a melhor, mas há países da União Europeia que ficaram abaixo da posição 50", frisa Bihr.
O Expresso noticiou a 27 de agosto que o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) "espiou" o telemóvel de Nuno Simas "com o objetivo de descobrir as eventuais fontes do jornalista", tendo tido acesso à fatura detalhada das chamadas e das mensagens.
No topo da tabela deste ranking estão a Noruega e a Finlândia e no fim a Eritreia. À frente de Portugal estão países como Cabo Verde (9.º lugar), Uruguai (32.º), Níger (29.º).
No índice que abrange 179 países, a RSF dirigiu um inquérito a 18 associações de defesa da liberdade de expressão nos cinco continentes aos seus 150 correspondentes, bem como a jornalistas, investigadores, juristas e militantes dos Direitos Humanos.
O questionário refere-se a ataques diretos contra jornalistas e cibernautas (mortes, detenções, agressões, ameaças) e a meios de comunicação social (censura, apreensões, perseguições e pressões).


