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Caso Freeport: Pinto Monteiro deve ser exonerado

Na prática há duas teses sobre o caso Freeport. Uma defende que não houve participação do primeiro-ministro e que o seu envolvimento não passa de uma ardilosa cabala política. Outra que acredita que houve uma obstaculização da investigação e que há algo que se procurou esconder.

Tiago Mota Saraiva
15:42 Segunda feira, 9 de agosto de 2010

As duas teses são preocupantes e, embora opostas, não são minimamente esclarecidas com a conclusão da investigação.

Embora os partidários de uma e outra tese divirjam no que toca aos culpados da inconclusiva investigação do Ministério Público, há uma coisa que me parece óbvia: este Procurador Geral da República não demonstra capacidades para "dirigir, coordenar e fiscalizar a actividade do Ministério Público e emitir as directivas, ordens e instruções a que deve obedecer a actuação dos respectivos magistrados". A entrevista que Pinto Monteiro deu ao DN , no qual lança calúnias contra o sindicato dos magistrado e repete a mentira que os procuradores terão tido seis anos para investigar, revela um procurador em ruptura com o Ministério Público que devia dirigir e um claro abraçar dos argumentos dos dirigentes mais radicais do PS. Por outro lado, a notícia do Expresso de sábado que revela a acção de Cândida Almeida para que os procuradores não conseguissem ouvir Sócrates, num país normal, já teria provocado a exoneração da referida magistrada e do seu superior hierárquico - Pinto Monteiro.

Não quero com isto dizer que vejo em Pinto Monteiro capacidades para ser o cérebro de uma oligarquia de poderosos que vai escapando aos sucessivos casos que a assolam ou que a sua exoneração resolveria todos os problemas do Ministério Público. Contudo, o sistema de relações de poder que, depois de tudo isto, mantém Pinto Monteiro como Procurador Geral da República é a ponta de um iceberg complexo e sinistro, que põe em causa a nossa democracia.

Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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Uma promiscuidade de fazer inveja ás putas!
Runaldinho (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 17:10 | Segunda feira, 9 de agosto de 2010
A Justiça em Portugal está partidarizada de há muito. E isto porque o poder económico tomou conta dela. Os partidos de há muito são agentes do poder económico, e não representantes da população que os elegeu.
Nesta embrulhada toda, o poder judicial há muito foi corrompido. E não é necessário meter dinheiro nisto. Basta meter amizades e famílias. Os juízes hoje, fazem parte do problema e não da solução.
Tal como o ensino universitário se banalizou, e hoje não faltam por aí doutores da treta, mais do que da ciência e do saber, também na Justiça temos uma cáfila de meninos e meninas, que no tempo da "outra senhora" nunca seriam juízes, nem de linha(futebol).
Há trinta anos, para se chegar a juíz, para além de bom aluno num Curso de Direito numa Universidade como a de Coimbra, a de Lisboa(clássica), ou da Católica, só alguns desses senhores ou umas quantas senhoras, entrariam para a carreira da magistratura. Hoje saem todos com umas notas do "caraças", de universidades sem qualquer crédito científico, os papás que já são juízes, ajudam os filhos nos concursos para a carreira judiciária, mete cunha daqui, calço dali, e aqui vai mais um candidato a Juíz...!
Enfim, uma promiscuidade de fazer inveja às putas!
 
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    Re: Uma promiscuidade de fazer inveja ás putas!    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:15 | Quarta feira, 11 de agosto de 2010
    Re: Uma promiscuidade de fazer inveja ás putas!    Ver comentário
Portugal Real (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
O negócio e as contrapartidas
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 22:26 | Segunda feira, 9 de agosto de 2010
Pinto Monteiro e Cândida Almeida negociaram entre si: O futuro dirá o que agora,lhes foi prometido.
 
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Cabala política?
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 0:20 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
Se é uma cabala então porque motivo impediram a polícia de fazer o seu trabalho, assim como os ditos procuradores? Pinto Monteiro, cândida Almeida assim como Lopes da Mota que foi afastado deixam de ter qualquer credibilidade, porque a justiça que exercem os condenou com os seus actos e acções.
São demasiados factos de culpabilidade? que nunca mais favorecem a imagem do primeiro ministro.
 
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Como é que se exonera um "Beirão"?
JCCC (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:17 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
Ainda por cima honesto (diz o próprio e dizem os beirões).

Este "amigo" e a "amiga" (será ela também beirã?) não vão facilitar no momento de exoneração.

É que começa a ficar bem claro para todos que os beirões são todos muito honestos (por aquela região, os crimes são praticados por imigrantes de outras regiões do país), mas acima de tudo muito teimosos.

Acresce que estes "amigos" não se exoneram assim tão facilmente, como quem monta um esquema Queirosiano (o da selecção nacional).
Vamos mesmo continuar a levar com eles.

Não é fácil porque há muito protocolo associado a estas questões:
Eles não são contratados, tomam posse numa cerimónia solene, portanto não podem ser despedidos.
Vamos ter que aguardar que quem tem poder os exonere daqui para fora e vamos todos esperar por beirões que não se fiquem por apregoar a sua condição, mas que na verdade a pratiquem.
 
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    Re: Como é que se exonera um    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:02 | Quarta feira, 11 de agosto de 2010
    Re: Como é que se exonera um    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Quarta feira, 11 de agosto de 2010
Icebergue
Arrebenta (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Segunda feira, 9 de agosto de 2010
Icebergue simples, o seu nome é "Casa Pia", a única missão que Pinto Monteiro trazia no saco. Tudo o resto eram (são) arredores
 
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Duvidas quem as tem?
Antóniosilva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:35 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
Mas alguem duvida da marosca ?

O comportamento dos magistrados diz que estão a encobrir algo.

Se o principal suspeito nem sequer foi investigado ?

A Candida Almeida na TV evitava sempre incluir o Socretas como suspeito, porque será? Simples! Já estava de ideias feitas

A teia mafiosa está em todo lado
 
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Duas teses
Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:08 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
Que se anulam mútuamente e redundam num impasse gelatinoso e difícil de desenvolver, não?

Não vale a pena. A resolução do processo define claramente que a impunidade continua a ser um previlégio selectivo dos fantoches do poder. Mas é um facto. Quem se vende ficará perenemente incólome, sob a protecção dos mestres dos fantoches. Para qualquer criatura menor isso é altamente benéfico, rentável e viável. Ponto final.
 
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Tudo isto
sacristão (seguir utilizador), 1 ponto , 18:33 | Terça feira, 10 de agosto de 2010
..."o sistema de relações de poder que, depois de tudo isto, mantem Pinto Monteiro como Procurador Geral da Repúbica é a ponta de um iceberg complexo e sinistro, que põe em causa a nossa democracia." Ora bem, a melhor prova de que começou a haver algum comportamento democrático em Portugal é precisamente o facto de agora podermos falar em público do "tudo isto" que sempre aconteceu no reino da Justiça, e só haverá alguma Democracia quando falarmos livre/mente sobre os muitos "tudo isto" que as democracias escondem.
 
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