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Caso Bragaparques: Domingos Névoa recorre da sentença

À saída da audiência, o sócio-gerente da Bragarques disse ter estado "sempre aliviado" ao longo do processo. "Não cometi erro nenhum", acrescentou.

17:05 Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Domingos Névoa antes da leitura do acórdão
Domingos Névoa antes da leitura do acórdão
Tiago Petinga/Lusa

A defesa de Domingos Névoa anuncia que vai recorrer do acórdão que condenou o sócio-gerente da empresa Bragarques ao pagamento de uma multa de cinco mil euros, pela prática do crime de corrupção activa para a prática de acto lícito. 

"O meu objectivo neste processo foi e continua a ser o da absolvição total e nessa medida, naturalmente, não estou satisfeito com a decisão que foi proferida e vou, obviamente, interpôr recurso", disse aos jornalistas o advogado Artur Marques, à saída da leitura do acórdão no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa. 

Apesar de reconhecer tratar-se de uma sentença "extraordinariamente minuciosa, reflectida, que aborda com muita profundidade questões muito complexas", o advogado afirma que o documento contém soluções jurídicas de que discorda, pelo que vai recorrer. 

Domingos Névoa estava pronunciado por corrupção para a prática de acto ilícito, tendo o tribunal dado como provado que o empresário tentou corromper o vereador lisboeta José Sá Fernandes para que este desistisse de uma acção contra a permuta de terrenos do Parque Mayer, propriedade da Bragaparqes, pelos da Feira Popular, propriedade da Câmara de Lisboa. 

O tribunal não deu como provado que Domingos Névoa quisesse que José Sá Fernandes "violasse os seus deveres enquanto vereador", pelo que só o condenou por corrupção para acto lícito. 

À saída da audiência, Domingos Névoa foi parco em declarações, afirmando apenas que esteve "sempre aliviado" ao longo do processo. Quando questionado se voltaria a cometer o mesmo acto, respondeu: "Não cometi erro nenhum".

Artur Marques explica que a diferença entre acto lícito e acto ilícito significa pedir a um funcionário que "faça uma coisa que pode fazer ou uma coisa que não pode fazer", sendo que no segundo caso há um ilícito. No entanto, se um funcionário agir por "solicitação externa", verifica-se a corrupção, adianta.
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Aleluia que vale tudo
istoeumcaos (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 18:38 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Mais uma vez vê-se que o crime compensa. Já sabemos qual é a tarifa para uma pessoa que é apanhada a corromper um vereador: 5.000 euros.

Se não tivesse sido apanhado o negócio era de muitos milhões. por 5.000 euros a Bragaparques está a abrir agora garrafas de champanhe.

Agora falta saber a tarifa de Presidente da Câmara, Ministro (em breve saberemos - ele era ministro na altura, hoje a tarifa seria mais elevada) e Primeiro-Ministro (como o Presidente da República não tem nenhum poder não merece a pena corromper). Já agora, porque é que, à semelhança do preço dos combustíveis, não se publica esta tarifa concelho por concelho. Sempre ajudava às decisões de investimento. Olhem, comecem por Braga que é roubar à tripa forra e os processos a serem fechados por "falta de meios" (Governo PS, presidente da Câmara corrupto do PS) .......

É fartar vilanagem.
 
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    Re: Aleluia que vale tudo    Ver comentário
philipe47 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:56 | Terça feira, 24 de fevereiro de 2009
Tá bem....
doctorcj (seguir utilizador), 1 ponto , 17:43 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Absolve-se o homem e não se fala mais nisso. Como se pode duvidar de alguém tão íntegro? O homeme não corrompeu ninguém tem é mãos largas e bolsos fundos.
 
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Quem tem dinheiro ...!
ze da povoa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Que é que esperavam da justiça deste país? Confirma que o homem corrompeu, mas ao mesmo tempo dá-lhe uma pena simbólica que não terá a menor dificuldade em pagar. Para a próxima sente-se à vontade para repetir a proeza.
Se fosse um desgraçado que desse 2 euros a um funcionário pública para o deixar ir para a frente da fila, a pena seria de prisão efectiva. É o que temos, enquanto não houver quem mude este estado de coisas!
 
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Vergonha
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 18:00 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Algo está podre, completamente podre, no Reino da (in)Justiça portuguesa! Como é possivel que, nos tempos que vivemos, tudo fique por.... 5 mil euros??? 5 000 EUROS???? Algo está completamente fora da realidade, completamente pervertido, completamente irreal, no mundo da (in)Justiça em Portugal!!!
E, há algo que me espanta: Parece que quanto mais mediático é o caso, mais a montanha pare um rato! Das duas uma, ou os casos mediáticos são exarcebados pela imprensa mas, de sumo, têm pouco; ou quanto maior é o figurão, menor a eficácia da (in)Justiça! Resta saber porquê?
PRIORIDADE PARA O GOVERNO SÓCRATES 2009 / 2013 - JUSTIÇA!!!!
 
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    Re: cuidados paliativos    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
VAI RECORRER E VAI SER ABSOLVIDO
THUNDERSSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
QUEREM APOSTAR??
 
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Esta fragrância intragável...
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Milhões e milhões
nas mãos da ladroagem,
este pântano de ladrões
tresanda a vilanagem.

A roubalheira desmesurada
dessa gentalha tão respeitável,
a sua aparência esmerada
fede a uma fragrância intragável.
 
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    Re: Esta fragrância intragável...    Ver comentário
egoliv (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
    Re: Esta fragrância intragável...    Ver comentário
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 18:51 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
    Re: Esta fragrância intragável...    Ver comentário
egoliv (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
    Re: Esta fragrância intragável...    Ver comentário
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 20:54 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
...
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:26 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
parasitas!
 
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A culpa é do Marinho Pinto
El_luli (seguir utilizador), 1 ponto , 18:30 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Passa a vida a dizer que à presos a mais em Portugal, e depois dá nisto...

Um biltre destes, este acéfalo, este broncossaurustuguês, que gasta mais de 5.000 €/mês, em aulas de Cultura Geral. Mas que raio de sentença é esta, façam-me um favor..
 
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APÓS O RECURSO...
zelis (seguir utilizador), 1 ponto , 18:51 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Recurso atrás de recurso, ainda acaba por pedir uma indemenização que lhe dará para mais uma prenda de casdamento ou para pagar ao advogado.
Quanto custou este processo ao Estado Português? A condenação não deveria superar esse valor?
Se ele deu dez mil euros de "visita" num casamento onde irá agora sacar estes cinco mil para "supostamente" pagar a multa?
Uma vez que foi condenado quanto vai pagar de custas judiciais? Ou esses valores são suportados pelo contribuinte?
Se existiu tentativa de corrupção para "acto licito ou ilicito" isso é irrelevante, não deveria ser condenado a pagar os valores de que supostamente iria beneficiar se o acto tivesse tido exito?
E foi assim porque o individuo que fez a denúncia é quem é. Se fosse um zé da esquina, seria este que estava sujeito a ir para o calaboiço. A incomodar assim o Sr?
A "justiça" encarregar-se-ia de arranjar uma carrada de adjectivos para o pôr atrás das grades.
Mais uma vez o "crime" compensa e se foi condenado é porque ele existiu.
Sendo o Sr. de Braga quem o teria apresentado em Lisboa? Ou a zona de residência é diferente da da empresa?
Qual a lisura usada no desenvolvimento do processo da feira popular/parque mayer?
Nada a apontar? O que está feito, feito está?
Nesta terra só têm direitos adquiridos os "politicos" e os "empreiteiros".
Tudo o resto é paisagem.
 
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Estão a gozar?
yyyyyy (seguir utilizador), 1 ponto , 18:59 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Um agricultor foi recentemente multado na zona na Guarda em 7500 EUR ( cerca de 30 vezes a sua reforma !!) por ter cortado 2 ou 3 amieiros na ribeira, dando aliás seguimento a um edital que o obrigava a limpar o curso de agua. O orçamento de estado ( ou aquela coisa que apresentaram com esse titulo…) prevê um aumento de 30% na receita das multas de transito. Ao mesmo tempo tudo o que é crime de sangue, sexual ou de colarinho branco é despenalizado ( ou criam-se prescrições especificas ). Estão a gozar? Até onde irá a paciência dos portugueses? Quantas revoluções não se fizeram por muito menos?
 
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    Re: Estão a gozar?    Ver comentário
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
O SÁ FERNANDES é que a sabe toda
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
a adesão ao PS é já a seguir
 
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    Re: O SÁ FERNANDES é que a sabe toda    Ver comentário
yyyyyy (seguir utilizador), 1 ponto , 19:37 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Eu também já corrompi!
adesa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:15 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Em tempos tive que corromper o fiscal da câmara para me autorizar uma modificação na minha casa.
A mim o que me irrita são os autarcas/funcionários que estão na origem de certas corrupções.
Neste caso deveria também ser condenados os autarcas que fizeram o negócio da permuta dos terrenos, lembram-se de quem são?
Eles andam por aí.....!
 
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E AINDA DIZEM QUE PORTUGAL É UM ESTADO DE DIREITO
O Ladario (seguir utilizador), 1 ponto , 21:35 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Continuamos na mesma quando este assunto foi despoletado, surgiu um grande alarido. O SÁ Fernandes ia sendo corrompido. O Estado gastou rios de dinheiro na máquina da Justiça que está cada vez mais na mesma, para que? O protagonista da história foi multado em 5 000 euros. Cada vez somos mais um país do terceiro mundo. A Justiça também tem de ser reformada a curto prazo, pois cada vez mais defende com mais vigôr os ricos e corruptos.
 
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A JUSTIÇA DOS POBRES E A DOS RICOS
cidadão de Lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Vi julgamentos em que eram arguidos rapazes que, não sendo pobres porque trabalhavam e tinham esses rendimentos, não eram seguramente poderosos.

Fiquei chocado com a forma como o juiz presidente do colectivo fazia apreciações às explicações dadas pelos arguidos.
Lembrei-me como sofreram prisão preventiva e como foram tratados nessa fase e de como as queixas dos advogados sobre a falta de fundamentação do "vai dentro e logo se verá", eram ignoradas.
Com a casa Pia logo disseram que nunca os advogados se tinham queixado desses aspectos no passado.
Foi preciso vir um Tribunal constitucional impor que teria de haver explicação, que o arguido tinha o direito de saber tudo sobre a acusação e que o segredo de justiça não servia para isso.
  O Tribunal da Relação passou a ver com outros olhos, mas não foi no contexto de um processo em que fosse arguído um "desgraçado". ..

Nos casos que eu assisti, o julgador extrapolava sem qualquer medo de errar e logo intuia que era óbvia a intenção, no caso, a de matar.

Aqui também fico chocado, mas ao contrário, pelo facto que não vi, mas li que " tendo o tribunal dado como provado que o empresário tentou corromper o vereador lisboeta José Sá Fernandes para que este desistisse de uma acção contra a permuta de terrenos (...).
«O tribunal não deu como provado que Domingos Névoa quisesse que José Sá Fernandes violasse os seus deveres (...)».
Fosse ele um daqueles rapazes !
A intenção poderia ser diferente, o juiz, esse também.
 
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Portugal e a 'justiça portuguesa'!
vasil (seguir utilizador), 1 ponto , 21:59 | Segunda feira, 23 de fevereiro de 2009
Pretendendo oferecer apenas 200.000 Euros, o Tribunal "deu como provado que o empresário tentou corromper o vereador (...) para que este desistisse de uma acção contra a permuta de terrenos (...). E seriam os tais 500.000 Euros se o tribunal desse "como provado que Domingos Névoa quisesse que José Sá Fernandes violasse os seus deveres".

E perante esta oferta de 200.000 (duzentos mil euros), o senhor Juíz aplica-lhe a multa de 5.000 (cinco mil euros), quando o arguído estaria disposto a pagar muito, muito mais que os tais 200.000?

Ou será que o arguído pagou a alguém e nós não sabemos! Há muita gente envolvida!? Quem?

Ou será apenas uma vara quebrada!
 
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