24/05/2012 atualizado às 11:29
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Casamento homossexual: Plataforma apela ao voto em consciência

A Plataforma Cidadania e Casamento recusa ser a favor ou contra o casamento homossexual, mas apela aos deputados que votem "em consciência e liberdade" a petição pró-referendo.

15:53 Terça feira, 5 de janeiro de 2010
A representante da Plataforma Cidadania e Casamento Isilda Pegado apelou hoje aos deputados para que votem "em consciência e liberdade" a petição pró-referendo ao casamento homossexual, rejeitando que a recolha de mais de 90.000 assinaturas tenha sido em vão.   

Mandatários da plataforma responsável pela petição que defende a realização de um referendo sobre o casamento homossexual entregaram hoje no Parlamento as mais de 90.000 assinaturas recolhidas nas últimas três semanas, reunindo-se durante quase uma hora com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.  
 
Questionada, no final do encontro, sobre a anunciada recusa à realização do referendo por parte dos partidos de esquerda, Isilda Pegado afirmou que essa intenção ainda não foi expressa no voto. 
 
"Todos os deputados que aqui estão são livres de votarem como entenderem. Ainda que as direcções dos partidos digam uma determinada coisa, aguardo serenamente para que, no momento da votação, cada deputado diga em consciência e em liberdade aquilo que é o sentido do mandato que o trouxe para aqui", afirmou a mandatária da plataforma. 

"Petição não foi em vão"


 
Apesar de a iniciativa popular só vir a ser discutida depois da votação das propostas do Governo e do PSD, Bloco de Esquerda e Verdes sobre casamento homossexual, marcada para esta sexta-feira, Isilda Pegado afirma que o referendo pode ser feito em qualquer fase do processo legislativo e defende que a petição não foi em vão. 
 
Para a representante, cabe aos políticos decidir como vão conduzir o processo legislativo: as propostas podem ser votadas nesta semana ou ser retiradas, podem baixar à comissão sem votação ou, mesmo após votação, podem baixar à comissão e ficar a aguardar pela votação final. 
 
"Eu não sou capaz de dizer a 90.000 pessoas que elas são um vão, que são um nada. Penso que nenhum dos deputados terá essa veleidade", sustentou.
 
A Plataforma Cidadania e Casamento desafia a classe política a "não ter medo do povo". 
 
"Voltarmos a ouvir o povo, voltarmos a empenhar o povo na recuperação deste país, que pode passar por circunstâncias tão concretas como esta, da estruturação da família a partir do casamento", referiu.    

Críticas ao PS e CDU



Isilda Pegado diz apenas reconhecer legitimidade nesta matéria ao Bloco de Esquerda e critica o PS e a CDU - os Verdes, que concorrem às eleições coligados com o PCP na CDU, têm uma proposta para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e que admite a adopção por estes casais.  
 
"Da leitura que faço dos programas eleitorais, todos os que votaram na CDU, não sabiam o que aqui dentro os deputados iriam defender, porque não consta no programa da CDU", disse, referindo ainda que o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou que esta é uma matéria que merece debate. 
 
Quanto ao PS, Isilda Pegado afirma que, ao legalizar o casamento homossexual, está a permitir a adopção - imperativo constitucional - e a reprodução artificial, já prevista na lei. 
 
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Casamento homossexual, ainda
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:27 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
Fico feliz com saber que 90000 cidadã/o/s de Portugal expressaram o desejo de um Referendo diante da possibilidade de que o Legislador determine a curto prazo a factibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo e, com isso, se legisle a possibilidade de adopção por tais pessoas. Isso, em meu entender, seria uma aberracção e, se acontecer, como, lamentavelmente, é bem possível que a breve trecho aconteça, isso será algo que, sobretudo a médio e longo prazo, vai ter graves consequências no tecido social do nosso país. Pois não adianta inventar histórias de última hora, já que a verdade está confirmada ao longo de todos os séculos e milénios que já tem a civilização humana: sempre que o ser humano viola o código genético dessa mesma civilização e da cultura bem como, sobretudo, da natureza que a suporta, as consequências nunca deixaram de ser desastrosas e gravemente tais. Do ponto de vista religioso, e a Religião é, quer queiramos quer não, já do ponto de vista evolutivo, um importantíssimo momento no desenvolvimento da cognição, a homossexualidade sempre foi anátema, sempre foi considerada como aquilo que, de facto, ela é: uma aberracção. Felizmente, o Cristianismo, sobretudo nos seus pronunciamentos mais recentes, sempre demonstrou, como deve, uma grande compaixão para com as pessoas de tendência homossexual. Mas isso não autoriza ninuém a declarar bom o que todos sabemos ser mau; a fazer de conta que não há ali problema nenhum, quando realmente há, e não pequeno!
 
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Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:56 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
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Outubro1560 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
    Re: Compaixão    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:54 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
    Re: Casamento homossexual, ainda    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 5:41 | Sexta feira, 8 de janeiro de 2010
A ESQUERDA MODERNA E PROGRESSITA É ASSIM!
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 17:10 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
A falta de coerência democrática da esquerda é por demais evidente na presente questão… para o aborto seriam celebrados tantos referendos quanto os necessários até tese da esquerda triunfar. No que se refere ao nível da abstenção aquando da derrota, esta retirava legitimidade á então vitoria. Aquando da vitoria esse mesmo nível de abstenção nada representou e o tema passou a definitivo!
Agora com o pretenso casamento das manas impõem o peso do formalismo a uma nação inteira porque, como dizem eles faz, parte de uma promessa eleitoral… este PS se há coisa em que não falha é nas promessas!
O grupo de cidadãos que formalmente requer que se referende esta incongruência civilizacional nada vale porque é constituído por uma manada de bestas retrógradas que não comungam dos valores progressistas e modernos de fazer de uma forçada ficção uma realidade.
O pseudo casamento dos homossexuais é uma aberração que consagra algo estéril que vai contra a convenção mais antiga da humanidade e que nos permitiu chegar até aqui... pormenor irrelevante! A esquerda modernaça é aquela que não tem referências, que nada respeita e que tudo está disposta a negociar… mas nunca ceder nos seus temas bandeira... brevemente virão com a eutanasia! O bem comum, o peso da sociedade e da cidadania (90.000 assinaturas) são valores também antiquados, em desuso que já não servem. São palavras que só servem para certos dias…
 
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Casamento homossexual: Voto em conciência
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:47 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
Eu como já afirmei ainda hoje no outro comentário, se houver referendo não me vou dar ao trabalho de ír votar. Posso até dizer com uma certa irritação que não é um problema que me diga respeito. Os do não sabem perfeitamente que em referendo é provavel que tudo acabe em águas de bacalhau, como aconteceu no primeiro do aborto. No entanto o que é que se resolveu? Nada, ou melhor adiou-se o problema por uns anos. Era exactamente o que estou convencido que aconteceria. Para quê estar a adiar a felicidade e o prazer dessa gente, se mais dia menos dia o Mundo será deles. Quanto mais depressa se casam mais depressa se divorciam. Quanto mais depressa resolverem esta treta, mais rápido o País olhará para os verdadeiros problemas. Não se esqueçam que com o aborto foi o mesmo. Agora já ninguém fala nele. Isto é só para quem quer e acabou-se.
 
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E Eu pergunto...
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
A Plataforma Cidadania e Casamento JA viu algum deputado votar "em consciência e liberdade" na nossa Assembleia da Republica? principalmente nestes ultimos tempos?
 
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Democracia directa
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 16:57 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
Incluir no conceito de casamento as ligações douradoras entre pessoas do mesmo sexo implica uma alteração nesta instituição secular que é o casamento, não me parecendo adequado que sejam os deputados alterar esta matéria. Neste caso deviam ser os eleitores a se pronunciarem directamente, através de referendo, pois o que está em causa tem a ver essencialmente com conceitos e valores morais e a forma como cada individuo pessoalmente os sente e valoriza.
 
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