25 de abril de 2014 às 8:33
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Casamento gay aprovado, adeus Sr. deputado

Parece que agora os senhores deputados têm missões especiais dentro do parlamento. Assim que cumpridas dizem adeus ao hemiciclo. Aquela coisa de representar os eleitores já deu o que tinha a dar.
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

"O deputado independente eleito pelo PS Miguel  Vale de Almeida anunciou hoje a renúncia ao mandato, considerando que a  "tarefa" para a qual foi eleito está "cumprida", com a consagração legal  do casamento entre pessoas do mesmo sexo." in Parlamento Global

"Tarefa para a qual foi eleito"? Desconhecia que agora os senhores deputados eram eleitos para "tarefas". São deputados tarefeiros? Miguel Vale de Almeida estará mesmo convencido que alguém o elegeu para que gays e lésbicas deste país pudessem casar?

Eu consigo perceber que um deputado chegue à conclusão que não foi feito para o cargo e renuncie. Também entendo que o deputado Miguel Vale de Almeida quisesse como cidadão e deputado ver o casamento entre pessoas do mesmo sexo consagrado. E com o seu trabalho viu essa igualdade conquistada. E bem.

Agora já me faz alguma confusão vê-lo justificar a sua saída antecipada do parlamento com o facto de ter "cumprido a tarefa". Isto porque ao contrário do que Miguel Vale de Almeida pensa um deputado neste país ainda não é eleito para cumprir esta ou aquela tarefa. Não se senta num parlamento com esta ou aquela missão específica. Seja ela ver o casamento gay consagrado ou conseguir que a cantina da AR esteja aberta à hora do jantar como o colega do senhor deputado desejava há uns tempos.

A missão de um deputado, ou "tarefa" se o ex-deputado Miguel Vale de Almeida assim lhe quiser chamar, é toda igual: alguém eleito pelo povo para o representar no Parlamento e a quem o povo confia as decisões sobre variados assuntos. São por isso tarefas e não tarefa, assuntos e não assunto. Tantos quantos os que preocupam e afectam os cidadãos que o elegeram. Sejam eles gays, lésbicas ou heterossexuais.

Miguel Vale de Almeida conseguiu desta forma esvaziar completamente o cargo de um deputado neste país. Um deputado passa a ser um tarefeiro. Um homem-lobby. Ninguém o elegeu para tratar de um assunto específico. Ninguém meteu o voto na urna a pensar que queria ver sentado na AR o deputado Miguel dos casamentos gay. Com esta atitude e esfarrapada desculpa, o deputado tratou de forma diferente as diferentes pessoas que o elegeram.

Desrespeitou o cargo que ocupava como todos os que o lá sentaram e ainda os colegas que lá permanecem sentados. Devia lembrar-se que não foi apenas eleito para resolver assuntos dos gays e lésbicas deste país e sim os de milhares de cidadãos. Cidadãos que estou certo que gostariam de ver os seus problemas (aquela coisa de igualdade que dá tanto jeito para aprovar coisas) tratados com a mesma dignidade, seriedade e espírito de missão e "tarefeiro".

Não é muito coerente andar por aí a apregoar a igualdade, e depois tratar de forma desigual os eleitores. Conforme o assunto, missão ou "tarefa".  
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O problema é ainda mais profundo...
O Tiago que costuma satirizar determinados assuntos (a brincar e a rir se diz muita coisa), decidiu falar a sério a este respeito.

Concordo que não é nada coerente para quem hasteia a bandeira da igualdade e nada prestigiante para quem desempenha um cargo desta natureza, vir dizer que se vai embora porque cumpriu a sua tarefa.

Porém, a tarefa - ou as tarefas - de um deputado na AR são muitas e variadas, mas quem decidiu "contratar" deputados "a la carte" foi o nosso PM que também é o secretário-geral do PS: nas últimas legislativas, Miguel Vale de Almeida não foi o único, mas, talvez, tenha sido o único a falar, agora, a verdade e, consequentemente, a levar uns valentes "puxões de orelhas".

O problema é ainda mais profundo por que revela que temos um primeiro ministro que olha para a política como um técnico de marketing: "vamos lá a ver, quem são aquelas figuras simpáticas que me vão garantir mais uns votos". Vale de Almeida era uma, Maria de Medeiros, outra.

Enquanto os senhores deputados não responderem efectivamente perante o círculo eleitoral que os elegeu, assistiremos sempre a estas técnicas de jogadores de bancada (nem acredito que recorro ao futebol) que, possuindo umas características determinadas, apenas entram em jogo quando e sempre que o treinador determine. Neste caso, creio ser mais do que certo que o treinador expulsou mesmo o jogador da equipa - mas, posso estar enganado, claro
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Eleitores bananas
Há mais de 30 anos que estamos em crise porque são eleitos governantes e deputados com interesses partidários e pessoais, temperados com reformas rápidas e douradas e até com subevenções. Há que mudar a lei para qualquer cidadão poder ser deputado, acabar com os FALSOS deputados independentes.
TM
Este deputado tinha uma missão e cumpriu-a e teve a honestidade de se retirar não querendo pertencer aquela classe denominada de abutres.
Com isto não quero julgar a sua missão mas sim a sua atitude honesta em dizer que nada mais tinha a dar ao país como parlamentar.
Mas quando sai um honesto já estão cem oportunistas à espera de tacho.
É mais um "cromo" que não "chateia"
O problema é que no Parlamento ainda lá fica muita gente sem se saber bem o que lá anda a fazer.,
Tarefeiros por tarefeiros, quais prefere?
Ai, Tiago, Tiago!!!

O Miguel Vale de Almeida (MVA) assumiu, antes das eleições, que se estava a candidatar à AR com o fim de influenciar e de trabalhar no sentido de se produzir uma alteração legislativa estruturante, procurando defender uma mudança progressista a favor de uma sociedade mais justa, plural, livre a aberta.

Pelo contrário, há exemplos de deputados que só se candidataram para poderem ocupar o seu lugar durante o tempo necessário para garantirem as suas respectivas reformas e mordomias.

Entre a "tarefa" civilizacional de MVA e a tarefa umbiguista e interesseira de tantos deputados, qual acha que seria merecedora da sua crítica?

Desta vez, Tiago, não me parece que esteve bem!
Apelidos unidos por um "de"
Sempre tive implicância por aquelas pessoas que se fazem apresentar em público pelo nome próprio e por dois apelidos de família, unidos pela preposição "de". Cheirava-me a snobice e a resquícios de uma Velha Ordem decadente, bem portuguesinha, que, supostamente, o 25 de Abril teria derrubado. Não é à toa que, por exemplo, grande parte dos deputados do CDS-PP, aqueles mais conhecidos, se fazem apresentar ao público dessa maneira.

Agora, tal atitude em deputados do PS, cheira-me a outra coisa: intrujice, engano, deturpação, you name it! Foram esses pequeninos detalhes que me fizeram perceber que o PS tinha mudado e que a Velha Ordem estava a impor-se novamente. Então, por que se espanta quando o "digníssimo" deputado afirma que só cumpriu o mandato em resposta a uma parte do eleitorado? Não é o que os outros fazem também?

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2011
Par os comigo dialogantes, ateus e crentes.
Boas Festas e Bom Ano 2011.

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Deputados
José Sócrates escolheu alguns deputados, não pela sua competência, mas porque lhe davam votos.
Caso flagrante o de Inês de Medeiros, a tal que até exigiu o pagamento de viagens para Paris, quando a sua morada era em Lisboa !
E esta de Miguel Vale e Almeida ?
"Já cumpri a minha missão, vou- me embora !"
Mas será que aceitou ser deputado só para resolver o seu caso, o dos outros Gays e lésbicas ?
È assim que se prestigia o cargo de deputado !
Já agora, aparece que ainda lá há mais alguns, porque não fazem o mesmo ?
Será porque iam para o desemprego ?
E a reforma ?
sou a rosa e vou para o parlamento
não é justo quando passo na rua e ouvir e então como é ó sopeira e ora é uma forma de denegrir uma sopeira assumida como eu e por isso vou seguir o exemplo do senhor almeida e o meu primo teodobindo também se queixou que quando não deixou o médico apalpar-lhe a próstata ele lhe chamou de mariquinhas e ora isso é uma discriminação dos que assumem que não querem que lhes apalpem a próstata e por isso também se candidata e já nem falando na minha prima homilia e que foi sodomizada e gostou e por isso é contra a perseguição aos indefesos sodomizadores e como vêm o senhor almeida foi a alma inspiradora para todos os discriminados
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veem e sou a rosa senhor floriano e veem e veem e Ver comentário
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sou a rosa e prantes Ver comentário
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sou a rosa senhor avisar a malta Ver comentário
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Uma oferta
Não deveriam deixar partir tão ilustre criatura sem lhe fazerem primeiro uma oferta.
Por mim oferecia-lhe um burro...
!!!
São estes casos e outros parecidos que me tornaram desiludido desta democrácia, que mais parece uma canalhocracia.
É evidente que o zezito só faz coisas que lhe dão votos.
Pode ser que eu me engane, mas ainda espero ver o zezito a assumir-se como gay.
Votar para as legislativas??? Não obrigado!!!!!!!
Deputado de causas pequenas
Ou Deputado tarefeiro...
É para isto que votamos? é para isto que existem os partidos?
Baixo! muito baixo!!!
PARECE QUE ESTÁ NA HORA DA SOCIEDADE...
Parece q está na hora d sociedade civil começar a ter consciência de falar menos e fazer mais . A sociedade civIl deve unir-se , e é fácil , agorana com a NET , e exigir uma profunda alteração da constituição em q os deputado sejam eleitos 45% por circulos uninuminais e que as pessoas que os elegeram os conheçam. Na totalidade não devem ser mais que 140 deputados, mais , per cápita que a HOLANDA , os governadores civil , vão fazer outra tarefa , os veriadores , seguem o caminho e muitos parasitas à volta deles . Os presidentes de Câmaras serão eleitos pela sociedade civil das cidades que as formam . O pessoal superior da administração públicas , será admitida por concurso e sem filiação partidária ,os BOYS podem ir catar a sra . Miguela vale de Almeida a fim de lhes tirarem os piolhos . E muitas ,muitas , muitas outras coisas que a sociedade civil tem que se impôr.
um deputado quantos votos?
Chegou, viu e venceu e partiu com a sensação do dever cumprido, legitimado que foi por um conjunto de votos que não se esportavam por certo à "sua" causa... muitos desses votos até são de católicos mais ou menos convictos... e assim a democracia vai deixando os seus escolhos...
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