24/05/2012 atualizado às 1:52
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Casa Pia: Telefonemas provaram que Ritto e Ferreira Diniz se conheciam

Testemunhos e chamadas telefónicas levaram os juízes do processo Casa Pia a concluir que os arguidos Jorge Ritto e Ferreira Diniz se conheciam antes do julgamento, o que ambos sempre negaram.

20:23 Segunda feira, 13 de setembro de 2010
Jorge Ritto foi condenado por três crimes de natureza sexual, depois de ter sido pronunciado por 11 crimes
Jorge Ritto foi condenado por três crimes de natureza sexual, depois de ter sido pronunciado por 11 crimes
Hugo Correia/Reuters

Testemunhos de um jovem prostituto e de uma empregada doméstica, bem como registos telefónicos, levaram os juízes do processo Casa Pia a concluir que os arguidos Jorge Ritto e Ferreira Diniz se conheciam antes do julgamento, o que ambos sempre negaram.

No acórdão na íntegra entregue hoje aos advogados e a que a agência Lusa teve acesso, os juízes afirmam claramente na secção dedicada aos factos provados que "o arguido Ferreira Diniz conhecia o arguido Jorge Ritto".

Uma das razões para chegarem a esta certeza foi o testemunho de um jovem que admitiu ter mantido uma relação de natureza sexual com o embaixador Jorge Ritto, vivendo na sua casa e viajando inclusivamente algumas vezes para Paris, onde o diplomata estava colocado, ainda antes de fazer 18 anos.

Ferreira Diniz afirma ter sido médico do jovem


O mesmo jovem, que assumiu prostituir-se no Parque Eduardo VII, afirmou ter sido "abordado" por Ferreira Diniz quando ainda mantinha contacto com Jorge Ritto.

No seu depoimento, Ferreira Diniz afirmou que tinha sido médico do jovem e do seu pai, negando ter tido com ele qualquer contacto sexual.

"Durante o ano de 2001 quer o arguido Jorge Ritto quer o arguido Ferreira Diniz contactavam com coincidência de meses, portanto ao mesmo tempo, com a testemunha [...] e esta contactava os arguidos", lê-se no acórdão.

Registos de chamadas para Ritto


A existência de registo de três chamadas da clínica de Ferreira Diniz para Jorge Ritto e uma do embaixador para o consultório do médico, aliada ao testemunho de uma empregada doméstica do médico que disse ter visto o embaixador em sua casa por mais do que uma vez, ajudaram a cimentar a convicção do tribunal.

Ferreira Diniz tentou durante o julgamento "abalar a credibilidade" da empregada doméstica, alegando que teria sido despedida depois de desparecerem coisas de sua casa, mas o tribunal não teve a impressão de que esta agisse "numa atitude de vingança para com o arguido".


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Continuo na minha
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:30 | Segunda feira, 13 de setembro de 2010
Porque motivos os registos de chamadas servem de prova para umas coisas e para outras não?
O fim não será o mesmo?
Porque motivo sócrates foi a correr para alterar as leis nesta matéria e outras onde se poderiam entalar socialistas e demais criminosos?
Esta democracia está podre, as rosas cada vez mais murchas, temo que na próxima seja só com espinhos.
 
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