O julgamento do processo de pedofilia da Casa Pia prossegue hoje na 8.ª Vara Criminal no Tribunal de Instrução Criminal, no Campus da Justiça de Lisboa, poucos dias antes de completar cinco anos, em que decorreram cerca de 450 sessões.
A juíza presidente do colectivo, Ana Peres, poderá comunicar hoje se o tribunal aceita as dezenas de alterações propostas pelo Ministério Público em relação às acusações que estão no despacho de pronúncia.
Entretanto, o Ministério Público e o representante das vítimas de abusos sexuais e da Casa Pia já reiteraram os pedidos de condenação dos arguidos do processo, no início das alegações finais complementares.
O procurador João Aibéo disse que o Ministério Público (MP) "reitera o que disse nas alegações finais e não tem mais a acrescentar".
Por sua vez, o advogado que representa os casapianos e a Casa Pia, Miguel Matias, pediu que os arguidos sofram a "sanção penal" pedida pelo MP - penas de prisão efectivas não inferiores a cinco anos - e sejam obrigados a "ressarcir" as vítimas e a Casa Pia.
Neste processo respondem o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, Manuel Abrantes, ex-provedor-adjunto da instituição, e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais de menores casapianos.