24/05/2012 atualizado às 1:52
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Casa Pia: Jorge Ritto aproveitou-se da "vulnerabilidade" das vítimas

Tribunal que julgou o processo Casa Pia considerou que o arguido e embaixador Jorge Ritto aproveitou "as especiais condições de vulnerabibilidade das vítimas" de abuso sexual neste caso.

20:48 Segunda feira, 13 de setembro de 2010
Diplomata agiu com «dolo direto» na prática dos ilícitos
Diplomata agiu com «dolo direto» na prática dos ilícitos
Armando Franca/AP

 O tribunal que julgou o processo Casa Pia considerou que o arguido e embaixador Jorge Ritto aproveitou "as especiais condições de vulnerabibilidade das vítimas" de abuso sexual neste caso.

O acórdão, de cerca de 1700 páginas, que condenou seis dos sete arguidos do processo, salienta que também quanto a Jorge Ritto "a dimensão global da ilicitude é intensa" e que o diplomata agiu com "dolo direto" na prática dos ilícitos.

A sentença frisa que a postura do embaixador - que durante o julgamento se remeteu ao silêncio - "não foi colaborante", revelando "ausência de arrependimento e/ou interiorização da sua conduta, o que não se confunde com a sua alegada homossexualiadade, precisamente por estarem em causa realidades bem diversas".

Tribunal teve em conta "falta de antecedentes criminais"


À semelhança de vários outros arguidos, o tribunal destaca a favor de Jorge Ritto a sua integração social e económica, que, "de qualquer forma, não foi suficiente para justificar uma mudança da sua parte, mas antes facilitando a prática dos ilícitos por si cometidos", de acordo com o acórdão entregue hoje aos advogados e a que a agência Lusa teve acesso.

O tribunal teve ainda em conta a "falta de antecedentes criminais" do diplomata, mas sem perder de vista as "elevadas necessidades de prevenção" que este caso justifica e que ditariam a pena de seis anos e oito meses de prisão efetiva a que foi condenado.

Jorge Ritto foi condenado por três crimes de natureza sexual, depois de ter sido pronunciado por 11 crimes - nove de abuso sexual e dois de lenocínio.

O tribunal deu como provado que o embaixador conhecia o médico João Ferreira Dinis, tendo detetado três chamadas telefónicas da clínica do médico para o diplomata e uma chamada de Jorge Ritto para o consultório de Ferreira Dinis.


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caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:24 | Segunda feira, 13 de setembro de 2010
Não se corta a gaita a estes canalhas todos, era meio assunto resolvido.
 
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