Serra Lopes (advogado de Carlos Cruz) "Temo como fatal que teremos de recorrer. Este tem de ser o primeiro round e é bom que assim seja (...) Não é suposto o processo parar aqui." O apresentador de televisão, que recusou prestar declarações, está acusado por cinco crimes de abuso sexual e de um ato homossexual com um adolescente. Serra Lopes classificou todo este processo, o mais longo da Justiça portuguesa, como "pedagógico", afirmando esperar que "se aprenda alguma coisa" com este caso.
Ramiro Miguel (advogado de Carlos Silvino) considerou uma "injustiça" se o seu cliente for o único condenado no processo Casa Pia e classificou de positiva a colaboração que este arguido teve com a Justiça ao longo da investigação. O advogado afirmou ainda acreditar que todos os arguidos vão ser condenados. Questionado pela Lusa sobre se Carlos Silvino fez bem em colaborar com a justiça, Ramiro Miguel respondeu: "Fez bem!". O advogado adiantou ainda que, "nos últimos tempos", Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, tem feito uma "vida normal".
Ferreira Diniz "Acredito na justiça, que será feita justiça e por isso acredito que serei absolvido", afirmou. O médico sublinhou ainda que, até ao momento, não tem razões para não acreditar na justiça portuguesa e por isso está "absolutamente convicto" de que será absolvido.
Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais não prestou declarações.
Hugo Marçal "Não tenho expectativas, andei cinco ou seis anos a tentar provar a minha inocência. Não faço pré sentenças, seria muito atrevido da minha parte", declarou. Questionado sobre se poderiam ser tiradas lições deste processo, o advogado respondeu: "Não tenho dúvidas disso. A primeira é que não se pode prender pessoas arbitrariamente para vermos depois se são culpados". O arguido criticou ainda a morosidade deste processo, declarando que "a celeridade foi absolutamente escamoteada".
Jorge Rito Questionado sobre se espera ser absolvido, o embaixador Jorge Ritto respondeu: "Se se fizer justiça espero".
Manuel Abrantes Disse que está preparado para "ser condenado" e que nos últimos dias se foi preparando para ouvir essa sentença, apesar de ter reclamado inocência ao longo dos cerca de seis anos que durou o julgamento. O ex-provedor da Casa Pia foi pronunciado inicialmente por 51 crimes, incluindo 48 de abuso sexual, dois de lenocínio e um de peculato de uso, mas o Ministério Público só deu como provados 16 crimes de abuso.