O treinador do Sporting, Carlos Carvalhal, afirmou hoje que o encontro frente ao Benfica é "importante, mas não decisivo", sublinhando que o dérbi é sempre um jogo "especial" e no qual todos gostam de participar.
"É um jogo importante, mas não é decisivo. O dérbi será sempre importante pelas suas características históricas, mas depois deste jogo existe logo outro jogo numa outra competição e depois outro para o campeonato. Vamos pensar num jogo de cada vez", disse Carvalhal.
O técnico afirmou que a equipa deve dar "um passo de cada vez" e que não adianta pensar na classificação ou nas diferenças pontuais entre os dois clubes, defendendo que o grupo deve estar apenas focado no jogo seguinte.
Os 'leões' defrontam o Benfica com uma desvantagem de 11 pontos, na oitava posição, com 14 pontos. Os 'encarnados' partilham a liderança da prova com o Sporting de Braga, ambos com 25 pontos.
Carvalhal referiu também que um jogo entre Sporting e Benfica é sempre uma partida "especial", na qual todos gostam de "estar presentes e participar", aproveitando para manifestar o desejo de ter a equipa e adeptos motivados para discutir o jogo.
"A expectativa e ambição é grande para discutir o jogo e queremos chegar ao fim com o sentimento que demos tudo o que estava ao nosso alcance pois assim estaremos mais perto da vitória", salientou.
Estreia na Liga
O técnico do Sporting, que se vai estrear no comando da equipa em jogos da Liga, já jogou esta temporada contra o Benfica, então ao serviço do Marítimo, conseguindo um empate no estádio da Luz (1-1).
"O Marítimo é uma equipa e o Sporting é outra, temos aqui um potencial diferente. Nesse jogo tinha jogadores indisponíveis, mas o Sporting tem outros argumentos e outros jogadores", comentou.
Carlos Carvalhal confessou que a sessão de treino de hoje foi mais "distraída" para aliviar a carga emocional do dérbi e garantiu que não vai apostar em marcações individuais a nenhum jogador do Benfica.
"Na generalidade como treinador nunca fiz uma marcação individual. Há aspectos do adversário que são mais fortes e outros onde mostram alguma fragilidade. Nós cuidamos e estudamos bem os adversários para anular pontos fortes e manifestar os pontos fracos", explicou.
O técnico, que não revelou qual o sistema em que o Sporting vai jogar, referiu que o jogo de sábado "não é um jogo entre treinadores", explicando que existe um equilíbrio de forças entre as duas equipas.
"Clara vantagem do Benfica pela continuidade do treinador, pelo tempo de trabalho e pela forma instituída de jogar, e nós teremos a vantagem de ter equipa animada e motivada para reverter esta situação e uma grande vantagem que é a massa associativa. Por isso, acho que as forças se equivalem em absoluto", rematou.